Com foco em maternidade, gravidez e saúde, portal oferece clube de benefícios gratuito, além de conteúdo exclusivo para pais.

Clube de Vantagens Eu Amo Meu Bebê

A chegada de um bebê, além de alterar muita a rotina de um casal, muda também os gastos da família desde a descoberta da gravidez. São muitos os exames de pré-natal que a futura mamãe tem de se submeter. Se o casal não conta com um plano de saúde, começam os gastos.

Também é preciso preparar a casa para a chegada do novo hóspede. Um quartinho tem de ser preparado e exige novas mobílias e uma decoração acolhedora. Todo um enxoval deve ser preparado: muitas roupinhas, agasalhos, sapatinhos, utensílios e equipamentos, como carrinho e bebê-conforto.

Com o crescimento da criança chegam novos gastos com alimentação e vestuário. Em pouco tempo é chegada a hora de se pensar na educação. E por aí vai, gastos que perduram até a vida adulta dele.

Mas ainda bem que nem todas as decisões de nossa vida se baseiam exclusivamente no aspecto financeiro.  Embora os custos de uma criança sejam altos e preocupem os pais, o número de nascimentos continua alto no Brasil. Segundo o IBGE, em 2016 foram registrados 2,79 milhões nascimentos no país.

Com o intuito de ajudar futuros papais e mamães, chega à internet o primeiro clube de vantagens voltado exclusivamente para gestantes, pais e mães: o site Eu amo meu bebê. O site é gratuito e reúne diversos descontos e promoções em produtos e serviços para a gestante e para os bebês. São mais de 70 parceiros distribuídos em 8 categorias: quarto e decoração, banho e higiene, enxoval, alimentação, para a mamãe, serviços, cursos e eventos, e entretenimento.

Os descontos estão presentes desde compras do dia-a-dia, (como a compra de fraldas com o menor preço) até de outros serviços menos recorrentes, como aluguel de itens infantis, cursos de shantala ou de primeiro socorros. Entre as lojas parceiras estão Bebê Store, Onodera, Curves, Philips Avent, Baby Gym, Casa do Brincar, Cadê Bebê, entre outros. É possível filtrar os benefícios por categoria, por loja ou mesmo pelo parceiro mais próximo da localidade do usuário (ferramenta de geolocalização disponível no site).

Além disso, o portal oferece conteúdo sobre maternidade, gravidez, saúde e primeiros cuidados com o bebê. As dicas compreendem desde o período do início da gravidez até os cinco anos de idade da criança; e tem a orientação de psicóloga, pediatra, obstetra, entre outros profissionais. Dúvidas como “Quais vacinas as gestantes podem tomar?” estão entre os vídeos mais vistos do canal no Youtube.

Com mais de 30 mil cadastrados no clube (que existe desde 2016), toda semana o site traz novidade nos benefícios. Essas e outras novidades podem ser acompanhadas no site, do blog ou através das redes sociais do Eu amo meu BebêFacebook, Instagram ou canal do Youtube.

Basta fazer o cadastro no site, gratuitamente, com o seu login do Facebook e usufruir de mais essa novidade!

Os 10 melhores países para criar seus filhos em 2018

A Dinamarca foi eleito o melhor país para criar seus filhos em 2018, segundo um estudo desenvolvido pelo site US News. A Suécia, agora em segundo lugar, ocupou a primeira posição nos dois últimos anos.
O ranking com os melhores países para se criar um filho é um recorte de um estudo maior que contou com mais de 21 mil pessoas em 80 países classificando-os de acordo com 65 atributos.

Para montar a lista dos países com as melhores condições para criar um filho, foram usadas sete categorias: direitos humanos, felicidade familiar, igualdade de gênero, igualdade de renda, nível de segurança, sistema de educação bem desenvolvido e sistema de saúde desenvolvido.

O estudo que conta com vários rankings faz parte do projeto de análise chamado “Relatório de Melhores Países de 2018”, conduzido pela Universidade Wharton School da Pensilvânia e pelo grupo com atuação global Y & R’s BAV.

“O relatório dos Melhores Países mostra o efeito nação sob as outras, sua prosperidade econômica e como é percebida pelas pessoas no mundo”, afirmou o professor de marketing da Wharton, David Reibstein, em um comunicado.

Os primeiros lugares do ranking são ocupados por países nórdicos, conhecidos por oferecer boa qualidade de vida. O Brasil está 26° lugar neste ranking.

Veja a seguir os 10 melhores países para se criar um filho em 2018:

  1. Dinamarca
  2. Suécia
  3. Noruega
  4. Finlândia
  5. Canadá
  6. Holanda
  7. Suíça
  8. Nova Zelândia
  9. Austrália
  10. Áustria

Até o próximo post.

Por que os filhos devem esperar?

A adoção de modelos pedagógicos ativos para que o aluno vivencie na prática o dia a dia profissional e aprenda a enfrentar desafios

A urgente necessidade de realizar profundas transformações nas metodologias de ensino para promover oportunidades de aprendizagem significativa que permitam desenvolver as competências para o Século XXI traz também o desafio inexorável de rever os ultrapassados processos de avaliação dos alunos, que ainda são julgados muito mais pelo conhecimento teórico adquirido nos bancos escolares do que por suas habilidades sócio-emocionais e a capacidade de aplicar seus saberes na prática. Nesta nova realidade educacional, os alunos devem ser avaliados por suas competências e não mais como “another brick in the wall”.

Tenho insistido que nos próximos 10 a 15 anos, quando nossas crianças e jovens estarão ingressando no mercado de trabalho, o mundo corporativo será completamente diferente do que conhecemos até hoje como fruto da revolução industrial. A economia criativa irá demandar (e já está valorizando) profissionais que sejam inovadores, visionários e, acima de tudo, empreendedores; sempre prontos a enfrentar desafios e solucionar problemas.

Se nas últimas décadas o sucesso na carreira esteve atrelado à capacidade de aprender uma profissão em determinada área (humanas, exatas ou biológicas), as novas gerações precisarão, cada vez mais, aprender a aprender, ou seja, terão que ser multicompetentes e estudar por toda vida.

A automação de funções repetitivas com o avanço da inteligência artificial irá levar ao desaparecimento de profissões milenares, que serão assumidas pelos robôs, e ao surgimento de profissões do futuro que ainda sequer somos capazes de imaginar, fazendo com que os momentos de aprendizagem não estejam mais restritos à infância e à adolescência.

Para ser competitivo, o profissional deste novo mundo precisará acompanhar continuamente a próxima invenção, a próxima tendência, o próximo mercado a eclodir. Está saindo de cena o profissional tecnicista e subindo ao palco o profissional criativo, aberto ao risco e à inovação, capaz de pensar o tempo todo ‘fora da caixa’.

Será que as políticas pedagógicas atuais estão alinhadas aos desafios desta nova sociedade digital, conectada, veloz e sedenta por enterrar antigos modelos corporativos para dar lugar a empresas com gestão horizontal, estruturas organizacionais flexíveis e, acreditem, dispostas a reconhecer o erro como combustível para a inovação?

Cabe a reflexão.

Os modelos pedagógicos de nossas escolas ainda são muito mais direcionados ao ensino teórico para passar no funil do vestibular, obrigando os alunos a decorar fórmulas matemáticas, afluentes de rios ou a morfologia dos insetos para ter depois seus conhecimentos testados e avaliados por notas que não diferenciam as vocações ou interesses individuais.

É uma avaliação cruel, que prioriza a inteligência da decoreba ao invés da inteligência criativa.

Se quiserem realmente formar nossos alunos para a economia do Século XXI, movida pelas novas tecnologias e a revolução nas relações de trabalho, precisaremos dar espaço a uma cultura ‘maker’, o ‘fazer para aprender’, desenvolvendo e implementando metodologias ativas de ensino que tirem os alunos da zona de conforto da sala de aula para desafiá-los a desenvolver projetos multidisciplinares capazes de causar impacto real e efetivo na comunidade em que vivem e, assim, trazerem significado ao aprendizado.

Convido o leitor a fazer uma experiência. Dê um brinquedo novo para uma criança e observe sua reação. Ela irá querer brincar ou desmontar, remontar, investigar o brinquedo, não é mesmo? Este impulso de querer desvendar o desconhecido, descobrir o mundo, perguntar os porquês de tudo é próprio da natureza das crianças. Elas têm um potencial criativo pronto a ser estimulado.

Mas o que a escola faz? Ao invés de priorizar um aprendizado prático, as obrigam a ingerir toneladas de teorias que terão pouca ou nenhuma aplicação na vida pessoal ou profissional. Sem motivação, se tornam reféns de livros didáticos que repetem o mesmo currículo desenhado para atender uma geração que passou a vida inteira buscando ter ‘empregabilidade’, mas que agora precisará ter ‘trabalhabilidade’.

Os profissionais que começarão suas carreiras nas próximas décadas não passarão longos anos no mesmo emprego. Ao invés disso, precisarão reunir competências para trabalhar em diferentes projetos que tragam reconhecimento e realização, que sejam éticos e sustentáveis, que ajudem a mudar o mundo para melhor.

Neste futuro breve, o fim das salas de aula como conhecemos, com um professor despejando o mesmo conteúdo para todos os alunos de forma entediante, será inevitável. E na medida em que adotarem novos formatos de ensino e abrirem suas fronteiras para o ingresso da tecnologia como ferramenta pedagógica, as escolas serão forçadas, claro, a também rever seus processos de avaliação.

Outros critérios deverão ser incorporados. Mais do que simplesmente ser avaliado se estudou para a prova (e esquecer tudo assim que entregá-la ao professor), o aluno será testado por sua força criativa e inovadora, sua capacidade de liderança, de resolver problemas e trabalhar em equipe, de se relacionar, de ter autonomia e proatividade, de aprender com os erros e dominar o uso das novas tecnologias, entre outros parâmetros.

Nesta nova escola, a avaliação deixa de ter um papel de julgar e expor o conhecimento (ou a falta dele) de um aluno para ser vista como a valorização e a validação do aprendizado. Não caberá mais premiar o aluno que tirou boa nota e crucificar o aluno que foi mal na prova. A avaliação deve ser não o fim, mas uma parte intrínseca ao processo de construção do conhecimento.

Na economia criativa e na cultura da inovação o erro é reconhecido como a melhor forma de aprender. E, da mesma forma, a escola precisa incorporar o feedback contínuo ao aluno com critérios muito além dos técnicos avaliados na prova bimestral e na prova final para conquistar uma promoção, ou, no caso, para passar de ano. O professor se despe das vestes de juiz para ser um mediador do aprendizado, fazendo um diagnóstico mais amplo das habilidades e conhecimentos do aluno. Não basta saber; é preciso fazer.

Em processos envolvendo metodologias ativas, tais como aprendizagem baseada em projetos três fatores são essenciais para alcançar resultados significativos: a curiosidade, o interesse pela pesquisa e ter uma postura cooperativa. O conteúdo não deve seguir a velha cartilha. O caminho para o aprendizado significativo está em incentivar o aluno a ser questionador, a buscar respostas para problemas identificados por ele mesmo e a atuar como um time com seus colegas.

Com fácil acesso a um oceano infinito de conteúdos disponíveis na nuvem e tendo à disposição ferramentas tecnológicas que propiciam a interação e participação ativa, estudar deixa de seguir um roteiro unidirecional enfadonho (professor – livros – aluno) para ser impulsionado por um aprendizado colaborativo pautado pelo desejo de aprender, refletir, perguntar, analisar, confrontar, revisitar e descobrir.

A adoção de modelos pedagógicos ativos para que o aluno vivencie na prática o dia a dia profissional e aprenda a enfrentar desafios, trabalhar em equipe e sob pressão, administrar o tempo e fazer sua autoavaliação, entre outras competências, torna a avaliação muito mais complexa do que simplesmente checar o gabarito, exigindo uma visão mais holística sobre o aluno. Pense nisso e lembre-se sempre: um aluno nota 10 não é necessariamente o mais preparado para o futuro.

Encerro com um pensamento de Jean Piaget:

A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe.
fonte: exame.abril.com.br/blog/crescer-em-rede/por-que-seu-filho-nao-precisa-mais-ser-um-aluno-nota-10

Mesada: aprender a poupar, planejar e conquistar

João Kepler Braga critica em livro a mesada para os filhos e explica os motivos para ir na contramão da maioria dos planejadores financeiros

Como é a relação do seu filho com o dinheiro? Este é um assunto que interessa a todos os pais, especialmente em um país como o Brasil, onde falar sobre finanças ainda é um tabu para a maioria das famílias. Se você acha que a melhor alternativa para abordar o tema com os pequenos é a adoção de mesada (ou semanada), talvez você precise rever alguns conceitos.

Pelo menos essa é a avaliação do especialista em empreendedorismo e educação financeira João Kepler Braga, que escreveu o livro “Educando filhos para empreender”, da Editora Ser Mais. Segundo ele, se por um lado a mesada ensina às crianças a ter organização, controle e disciplina, por outro passa uma sensação equivocada de que sempre haverá dinheiro garantido.

“Devemos acostumar nossos filhos à necessidade de trabalhar e não à de esperar um salário fixo no final do mês. Não haverá empregos formais para todos os jovens da nova geração, por isso a importância de ensiná-los a encontrar alternativas”, afirma.

O especialista defende que os pais se perguntem por que dar ou não mesada aos filhos. “Na sua cabeça seus motivos são claros? E para o filho, como ele recebe e reage com ao seu ponto de vista? Geralmente, os pais repassam o que viveram. Quem nunca ganhou mesada na vida, provavelmente não dará para os filhos, mas ensinará como ele poderá conseguir, porque foi assim com ele.”

Foi o que aconteceu com ele próprio. “Meus pais nunca puderam me dar tudo o que eu queria. Chegou um momento em que meus amigos tinham tudo e eu, nada. Mais para frente, quando a gente se tornou adultos, eu me vi em uma situação financeira melhor do que a de muitos deles”, conta Braga, que hoje é investidor-anjo através da Bossa Nova Investimentos, empresário e escritor.

“Saber lidar com dinheiro não é uma tarefa fácil nem para os adultos, imagine só para uma criança. Até que a gente compreenda quais são os limites e as necessidades reais, a caminhada é longa. Determinar prioridades e saber dizer não quando você deseja comprar algo, mas entende que não é o melhor momento, é o maior sinal de maturidade e controle financeiro. Para o bem do seu filho, comece a fazer isso desde cedo, não dê tudo que ele pede de forma desenfreada, porque essa atitude só irá deixá-lo cada vez mais consumista e fútil”, avalia.

Os três filhos de Braga sabem o que é e como lidar com dinheiro desde cedo. A caçula Maria Braga, de 12 anos, produz cupcakes desde os 8 anos. O Davi Braga de 15 anos, é fundador de uma startup chamada List-IT, de lista de material escolar. O filho mais velho, de 17 anos, o Theo Braga, é produtor de eventos e vende ingressos.

“Desde pequenos, sempre quis acostumá-los a não ter ‘nada garantido’ (…). Não quero meus filhos focados em ‘empregos’, os quero pensando em ‘trabalho’, o que é bem diferente”, diz. “O que eu faço em relação a dinheiro: dou o suficiente para o lanche na escola e negocio a cada momento e a cada nova necessidade. Procuro promover e nutrir valores como conquista, competição, realização, gratidão, humildade, resiliência, tenacidade, liderança e interdependência.”

Braga garante que seus filhos têm uma “vida normal”. “Eles vão para a escola, tiram boas notas, têm amigos, saem, namoram, fazem tudo o que qualquer adolescente faz”, conta. “Eu, enquanto pai, acompanho a dedicação deles para o empreendedorismo de perto e não permito que isso tome uma parcela significativa da vida deles ou os atrapalhe de alguma forma.”

O especialista concorda que o estilo de vida empreendedor também tem que respeitar a vontade dos pequenos. “Nem todo filho vai querer ser empreendedor desde pequeno ou demonstrar alguma vontade para isso, mas é importante que os pais estejam atentos para orientá-los de forma correta caso seja alguma coisa que parta deles próprios.”

Na contramão

A tese de que a mesada ou a semanada têm aspectos negativos para a formação das crianças vai na contramão do que a maioria dos planejadores financeiros defende. Para Álvaro Modernell, sócio da Mais Ativos, em vez de os pais quererem trazer as crianças para o universo adulto, é preciso fazer o caminho contrário. “Há uma tendência de querer tratar as crianças como miniadultos na hora de falar com elas sobre dinheiro, o que está errado”, diz.

Não adianta querer abordar o assunto quando chega uma conta de luz ou na hora de pagar a conta do restaurante. É a própria criança que vai determinar o timing em que a educação financeira deverá ser abordada. Por exemplo, quando ela pedir para comprar um brinquedo ou um lanche em um momento inadequado.

“Se ela quebrar um brinquedo, os pais nunca devem rapidamente substituí-lo por outro como se nada tivesse acontecido. Assim, ela começará, aos poucos, a dar valor ao dinheiro que foi gasto por aquele objeto”, afirma Modernell. “É importante explicar isso de uma forma simples. Quanto mais lúdico, maior é a chance de a ideia emplacar.”

O educador financeiro defende que as crianças devem ter o próprio dinheiro, recebido através da mesada ou semanada. E o valor vai depender de cada um. “Não há uma regra para isso. Vai depender do estilo de vida da família, da condição dos pais e da realidade de cada criança”, diz Modernell. “O que eu recomendo é que, se os pais estão em dúvida, por exemplo, se dão 10 reais ou 15 reais por semana aos filhos, eles devem optar sempre pelo menor valor”, completa.

Isso porque é, sem dúvida, muito mais fácil subir o valor da mesada/semanada lá na frente do que reduzi-lo. “Além disso, deixar as crianças com menos recursos também vai forçá-las a controlar melhor seus gastos, o que acaba sendo positivo”, explica.

O consultor financeiro e autor de livros de finanças Gustavo Cerbasi, da Mais Dinheiro, também defende a mesada. E no livro “Pais Inteligentes Enriquecem seus Filhos”, da Editora Sextante, ele recomenda a mesada como um artifício para se abordar as questões do dinheiro, visando praticar a educação financeira.

“João Kepler não pratica a mesada com seus filhos, sequer recomenda o uso do instrumento. Entretanto, sem dúvida alguma, educar filhos para empreenderem é um avanço incrível nessa proposta, mesmo que a mesada esteja ausente. O papel da mesada é meramente ter um motivo para pais e filhos conversarem sobre dinheiro”, diz.

“Quando se trata de uma educação empreendedora, esse motivo extrapola a questão financeira: pais e filhos passam a ter motivos para conversar sobre finanças, estratégia, marketing, frustrações e planos mais ambiciosos. Ou seja, trata-se de uma evolução no modelo proposto para a educação financeira”, completa o consultor, que escreve o prefácio do livro de Braga.

Até mais ver.

O valor da brincadeira para as crianças

Investir na primeira infância é o bastante para reduzir a desigualdade?

O americano James Heckman, prêmio Nobel de economia em 2000, esteve no Brasil esta semana para falar de seus estudos sobre a primeira infância. Foi o entrevistado das páginas amarelas de VEJA e o palestrante principal do encontro “Os desafios da primeira infância – Por que investir em crianças de zero a 6 anos vai mudar o Brasil”, organizado pelas revistas EXAME e VEJA.

A tese do professor Heckman é simples e fascinante. Os estímulos e as experiências que as crianças têm no período inicial da vida são decisivos para o sucesso na idade adulta. São mais importantes e efetivos do que em qualquer outro período da existência. Seus cálculos mostram que para cada dólar gasto há um retorno anual de 14 centavos durante toda vida. Rentabilidade média melhor que qualquer investimento em bolsa de valores, segundo ele.

A seguir tento explicar alguns conceitos que suportam a tese:

1) Habilidades adquiridas entre zero e 6 anos produzem novas habilidades em um círculo virtuoso que cria oportunidades de progresso social e econômico individual e familiar.

2) As políticas públicas em creches, pré-escolas e centros de saúde devem existir para apoiar e envolver famílias que têm um papel primordial na formação inicial dos filhos.

3) As habilidades socioemocionais e não-cognitivas são tão ou mais importantes que o desenvolvimento da inteligência tradicional medida pelo Q.I.

4) Políticas de transferências de renda, como o Bolsa Família, ajudam a reduzir a pobreza, mas não são eficazes na promoção da mobilidade social e redução da desigualdade nas gerações seguintes.

Em resumo, Heckman sustenta que a maneira mais eficiente de diminuir a desigualdade e formar adultos que alcancem renda superior a de seus pais é investindo na formação contínua de habilidades e aptidões que são incentivadas e despertadas na primeira infância.

Pesquisas recentes publicadas sobre o Brasil parecem confirmar algumas das premissas do professor. Um estudo da World Wealth and Income Database (instituto ligado ao economista Thomas Piketty) mostra que, embora a pobreza tenha sido reduzida nos últimos 15 anos, a concentração de renda ainda continua obscena. Os 10% mais ricos tinham 54,3% da renda em 2001 e continuam tendo 55,3% em 2015.

Se formos avaliar qualitativa e quantitativamente o Brasil pelos olhos desta “teoria da primeira infância” poderíamos afirmar que estamos perdendo a oportunidade de garantir que vamos ter gerações futuras melhores. Nossos esforços públicos e privados são isolados e não têm escala suficiente para criar alguma esperança de que a condição das nossas crianças de renda mais baixa está mudando significativamente.

Sejamos, porém, otimistas. Consideremos que, a partir de agora, as políticas públicas e os investimentos privados sejam eficientemente canalizados para melhorar a situação da primeira infância, como proposto pelo professor Heckman. Sonhemos por um instante, que os recursos serão generosos e suficientes. Mesmo assim, pode-se dizer que o resultado levará algumas décadas para operar a metamorfose das famílias e do seu entorno, promovendo a mobilidade social e reduzindo a desigualdade.

Será que haverá tempo suficiente para preparar a geração atual e as próximas para as mudanças aceleradas no mercado de trabalho produzidas pelas inovações tecnológicas? Este é o enigma da teoria. O professor não fala da transformação tecnológica. Deveria. Com o amadurecimento da robótica, da inteligência artificial e da biotecnologia vamos conviver com um novo tipo de desigualdade: o aumento da inteligência e da capacidade intelectual através de seleções genéticas e implantes cerebrais.

Embora Heckman esteja certo em dizer que as habilidades socioemocionais e não cognitivas são importantes, nos próximos 20 a 30 anos vamos ser protagonistas de experiências desestabilizadoras nos conceitos, que hoje temos, do que é inteligência.

A seleção de embriões vai ser, progressivamente, uma realidade. No início, para evitar doenças geneticamente transmissíveis. Depois, entretanto, chegará o dia em que a genética e a neurociência serão capazes de permitir a seleção de filhos com QI superiores. A diferença de capacidades e possibilidades vai começar antes do nascimento.

Também é razoável supor que, neste período de tempo, implantes cerebrais já existam para aumentar a capacidade de raciocinar, processar dados e nos relacionarmos de igual para igual com máquinas inteligentes. A tese de Heckman é sustentada pelo fato de que muitas habilidades e competências não são genéticas, mas sim influenciadas pelo meio ambiente e podem ser incentivadas e adquiridas a partir da primeira infância. Mas, se a diferença genética aumentar, a competição vai ser ainda mais desleal, para indivíduos e nações.

Além disso, ocupações tradicionais vão desaparecer e o mercado de trabalho vai ser ocupado pelos novos super-homens. É razoável prever que uma criança com um QI superior vai ser também capaz de adquirir os tão necessários skills socioemocionais, se adequadamente estimulados na infância.

O que fazer? Os princípios do professor Heckman são admiráveis e mostram um caminho. São também afetivamente e sedutoramente cativantes. Uma causa para chamarmos de nossa. Cuidemos bem das nossas crianças que as gerações futuras serão melhores. Não há, todavia, como não colocar a inovação a e a mudança do mundo no meio da discussão. A tecnologia que ata também desata. Ela pode ser um estorvo, mas também pode ser uma solução.

Mas, mais do que tudo, para decifrar o enigma temos que fundar uma nova ética, na qual a tecnologia e a inovação sejam aplicadas para reduzir as diferenças de origem, genéticas ou fabricadas e ajudem a aumentar a velocidade de obtenção das habilidades e competências socioemocionais e não cognitivas que nos fazem ser tão singularmente dissemelhantes e humanos.
fonte de consulta: exame.abril.com.br/blog/silvio-genesini/o-enigma-da-teoria-da-primeira-infancia

Até mais.

Filme que fala sobre o dilema do segundo filho. A maioria das famílias hoje tem no máximo um filho, o qual tem condições de criar em um mundo caro e cheio de exigências. Quando chega o segundo filho as dificuldades de adaptação do primeiro e dos pais é latente.

É uma animação com toques de fantasia. Na medida certa. Assistam.

Filme o poderoso chefinho

Sinopse

Um bebê falante que usa terno e carrega uma maleta misteriosa une forças com seu irmão mais velho invejoso para impedir que um inescrupuloso CEO acabe com o amor no mundo. A missão é salvar os pais, impedir a catástrofe e provar que o mais intenso dos sentimentos é uma poderosa força.

Até mais.

É um ótimo filme sobre um pai que não suporta a dor da perda dos filhos pequenos em acidente domiciliar de certa forma por culpa dele mesmo. Ele ainda tem que lidar com a depressão, alcoolismo, o divórcio e com a guarda do sobrinho após morte do irmão.

Um drama de primeira qualidade. Oscar de melhor ator merecido para Casey Affleck. Foi representado perfeitamente toda a dor que alguém possa sentir ao passar por uma situação semelhante. O espectador mergulha junto com o protagonista neste sentimento profundo.

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Sinopse:

Lee Chandler é forçado a retornar para sua cidade natal com o objetivo de tomar conta de seu sobrinho adolescente após o pai do rapaz, seu irmão, falecer precocemente. Este retorno ficará ainda mais complicado quando Lee precisar enfrentar as razões que o fizeram ir embora e deixar sua família para trás, anos antes.

Até o próximo post.

Um ótimo filme futurista que a conta a história de um avô viúvo com suas gêmeas sétuplas numa sociedade com política de filho único.
Produção original Netflix.

Onde está a Segunda, filme original Netflix

Sinopse

Onde está a Segunda? (What Happened to Monday) é um filme distópico de ficção científica e suspense, escrito por Max Botkin e Kerry Williamson, dirigido por Tommy Wirkola e estrelando Noomi Rapace, Glenn Close, e Willem Dafoe.

Detalhes

2073. O aumento crescente da população faz com que os recursos naturais da Terra se tornem cada vez mais escassos, especialmente após a América do Sul tornar-se um imenso deserto. A saída é investir em alimentos geneticamente modificados, de forma a ampliar a produção em um espaço físico cada vez mais limitado. Entretanto, tal iniciativa gera como efeito colateral o nascimento cada vez maior de gêmeos, o que aumenta ainda mais o problema da superpopulação. Neste contexto, Nicolette Cayman (Glenn Close) surge com uma proposta drástica: cada casal pode ter apenas um filho, e os irmãos são confinados em ambiente criogênico para serem despertados quando a situação do planeta estiver sob controle. Todos os países adotam esta proposta, com a criação de uma agência implacável que fiscaliza os cidadãos através de pulseiras eletrônicas. Apesar de tamanha vigilância, Terrence Settman (Willem Dafoe) consegue salvar a vida de suas sete netas fazendo com que elas se revezem nos dias da semana, de forma que todas assumam o codinome Karen Settman – o mesmo nome de sua mãe, que faleceu no parto. Trinta anos depois, as sete irmãs seguem esta rígida rotina até que uma delas, Segunda (Noomi Rapace), misteriosamente não retorna para casa.

Data de lançamento: 30 de agosto de 2017 (França)
Direção: Tommy Wirkola
Música composta por: Christian Wibe
Distribuidora: Netflix
Roteiro: Max Botkin, Kerry Williamson

Até o próximo post.

Embora o investimento seja direcionado aos filhos, muitos dos pais optam por fazer os aportes em seu próprio nome

8 atitudes que pais de filhos bem-sucedidos têm em comum

Uma preocupação constante dos pais é o futuro de seus filhos e isso inclui a segurança financeira. A incerteza sobre o futuro econômico do país e a situação do mercado de trabalho dos próprios pais daqui a alguns anos tem elevado a procura por investimentos para as crianças. Conforme o diretor de investimentos da Azimut Brasil Wealth Management, Luiz Nazareth, houve um crescimento por esse tipo de demanda nos últimos 12 meses. A tendência pode ser pelo ambiente regulatório, porque foi reduzida a idade mínima para incluir dependentes no imposto de renda, ou ainda devido à nova geração estar mais preocupada com o futuro financeiro de seus herdeiros.

“Temos notado uma maior preocupação dos pais com os filhos. Eles estão em busca de algo um pouco mais focado e desenhado para os clientes com filhos. Essa percepção de aumento da demanda vai de encontro com o cenário mais conturbado no Brasil”, conta.

A discussão sobre a reforma da previdência também tem pesado sobre a decisão de investimentos desses pais, segundo Nazareth. O principal objetivo demonstrado por eles para o investimento é o custeio do ensino superior.

“Eles querem manter a qualidade do ensino dos filhos ao longo do tempo. Alguns pensam em compra de imóveis no futuro, mas majoritariamente os investimentos são voltados para os estudos e também intercâmbio”, explica o diretor da Azimut.

Embora o investimento seja direcionado aos filhos, muitos dos pais optam por fazer os aportes em seu próprio nome. “Se, eventualmente, o filho entrar numa universidade pública, ele pode investir em outra coisa para os filhos ou até mesmo usar em benefício próprio”, conta Nazareth.

O especialista destaca que a Receita Federal permitiu na declaração deste ano do imposto de renda que doações de até R$ 40 mil não fossem tributadas – esse valor é corrigido a cada ano –, o que também estimula o repasse de dinheiro dos pais para os filhos.

Onde investir?

Os investimentos indicados para esses pais variam conforme o perfil de investidor deles, prazo para resgate, idade do filho, aportes que serão feitos ao longo dos anos, etc. “A ideia é de que haja um mix de produtos para compor esse planejamento”, diz Nazareth.

Fundos de previdência privada PGBL (Plano Gerador de benefício Livre) e VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) são algumas opções disponíveis e, dependendo do perfil do investidor, fundos de ações e multimercados também entram no portfólio.

Ativos atrelados ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), como alguns títulos do Tesouro Direto, são recomendados. “Existe uma gama de ativos de longuíssimos prazo que protege o poder de compra do cidadão”, diz Nazareth.

“Hoje majoritariamente os pais tem escolhido previdência privada e títulos indexados à inflação e o componente multimercados líquidos e ações entram de forma mais estratégica”, acrescenta.

Sobre o momento para iniciar esses investimentos, Nazareth explica que há procura até para recém nascidos, mas pais de crianças de um a cinco anos são os mais comuns.

“Pra abrir planejamento de longuíssimo prazo, os pais precisam ter clareza de seus objetivos. Se começarem a furar no meio do caminho não vão conseguir alcançá-lo”, afirma Nazareth, que explica não ter valor mínimo para que os pais comecem a investir pensando no colchão financeiro dos filhos.

Veja também:

Como transformar os filhos em gênios do dinheiro

Até o próximo post.