Dentro da família os Pais são convocados a assumir diversos papeis no desenvolvimento do filho, como os de: segurança, médico, carregador de boneca, jogador de futebol, professor, gandula, goleiro, e por aí vai.

De fato, ter e criar os filhos é uma aventura. Isso porque os Pais precisam estar sempre atentos e preparados para assumir o controle de qualquer situação a qualquer momento. E, para isso, devem assumir uma função diferente, que pode ser de protetor, quando eles se sentirem em perigo; de médico, quando falar que a vacina não vai doer e ainda vai impedir que se fique doente; em professor quando houver dificuldade em alguma lição, etc.

A necessidade de se assumir diversos papeis na criação dos filhos foi tema da pesquisa de duas psicólogas, a canadense Joan Grusec, da Universidade de Toronto, e a israelense Maayan Davidov, da Universidade Hebraica de Jerusalém.

Elas identificaram algumas interações no relacionamento entre Pais e Filhos que influenciam diretamente no amadurecimento dos pequenos. Mas é preciso ficar claro, como ambas frisaram em seu estudo, que não existe um modelo de criação, mas há alterações de papeis de acordo com determinada situação da vida das crianças.

Veja algumas funções apontadas pelas especialistas:

Protetor – comumente, todos nós, quando crianças, desenvolvemos hábitos de procurar um adulto para obter ajuda com algo. Um exemplo é uma criança que chora em busca da proteção do Pai. Automaticamente, o Pai abraça a criança, o que resulta em diversos benefícios para ela também em sua fase adulta. Com o tempo, o cérebro do pequeno passa a ser “treinado” para, eventualmente, lidar com o estresse por conta própria. “Confortar um filho agitado, equivale a investir na sua cooperação futura, no seu desenvolvimento emocional positivo e seu bem-estar geral”.

Professor – é por causa dessa função que a criança aprende algumas coisas que serão usadas para sempre, como, por exemplo, a usar o vaso sanitário, a manejar talheres, a comportar-se em situações e também com sentimentos. O ensinamento deve ser realizado por etapas, sempre de forma íntima e gentil. “Depois de avaliarem o que o filho já sabe, os Pais instruem sobre o passo seguinte oferecem apoio até a criança assimilar o conteúdo transmitido. Com isso, ela não apenas absorve novos ensinamentos, como passa a compreender o quadro mais abrangente do problema.”

Disciplinador – todo Pai precisa garantir que as crianças tenham disciplina na vida. Nem sempre deve ser ligada a uma crítica ou a um castigo, mas podem ocorrer diversas ações positivas também, como o ato de elogiar um bom comportamento, por exemplo. É importante que haja equilíbrio para que a criança se sinta motivada e crie em si o senso de responsabilidade. “Se a reação dos Pais for disciplinarmente fraca, o comportamento que gerou o problema não vai mudar. Em contrapartida, o excesso de disciplina também pode prejudicar a capacidade de definir limites para si mesma!, garantem. Por isso o conselho é que o Pai entenda e conheça o seu filho suficientemente para eleger a melhor estratégia de controle. O bom uso da disciplina permite à criança crescer sabendo fazer as coisas certas por conta própria.

Participante – o ato de negar não deve ocorrer a todo o momento, é claro. Alguns desejos razoáveis devem ser atendidos pelos Pais. Isso porque as crianças ficam mais propensas a aceitar com bom ânimo algo que lhes é solicitado depois. Isso não deve ser confundido com a recompensa de gestos de cooperação, o que é um perigo enorme para a educação da criança. O correto é você atender aos pedidos que não estejam ligados com nada que lhes foi exigido. Crianças com esse tratamento tendem a ser mais felizes e a ter habilidades sociais positivas, menos problemas e menos discussões, afirmam as especialistas. Uma boa ideia é sempre participar das brincadeiras. Mesmo se for com um chá entre amigos com os pequenos, ou uma partida de videogame ou de futebol.
Fonte: Jornal Saúde Ultrafarma  – Agosto/2015 – Páginas 24 e 25.
Passinho Inicial

Leia também:

Opinião: A função dos pais é ajudar o filho a se constituir como pessoa
Para uns, os filhos fazem tudo certo, para outros, fazem tudo errado.
Ambas atitudes colaboram pouco para o desenvolvimento da criança.

http://g1.globo.com/educacao/noticia/2010/04/opiniao-funcao-dos-pais-e-ajudar-o-filho-se-constituir-como-pessoa.html
psicologapais

Até o próximo post.

Este artigo tem como objetivo orientar e ajudar os pais no pleno desenvolvimento dos seus filhos. Afinal de contas, esperar para quê?

 

Impaciência, imediatismo, inquietude…Esses termos soam familiares? Nas próximas linhas, mães contam como lidam com a pressa dos filhos e especialistas explicam por que eles se comportam assim. Se na sua casa tudo tem de ser na hora, veja por que ensinar a esperar vai fazer diferença na vida das crianças agora e lá para a frente.

 

Esperar. Vai dizer que não é essa a primeira grande lição que Pais e Mães aprendem? Você ficou na expectativa para saber o sexo do bebê, pelos nove meses de gestação, pela dilatação, a primeira mamada, o engatinhar, o andar, o falar, o comer com autonomia, o ler e o escrever…Enfim, aguardar as conquistas de seu filho rumo ao crescimento. Apesar de toda a paciência que a vida requer, nem sempre esse processo é claro. Em meio à correria moderna, de um dia para o outro, os Pais podem perceber que a criança não compreende bem o significado da palavra “espera”. No vocabulário dela, tudo é para a mesma hora. E isso pode trazer consequências não só agora, mas para a vida dela lá na frente.

 

Por motivos diversos – do contato com as novas tecnologias à superproteção dos familiares – , há crianças que têm resistência para entender que tudo requer tempo e faz parte de um processo. “Meu filho, João Pedro, 2 anos e 9 meses, tem uma sede enorme de viver. Ele tem muita pressa para tudo. Eu sou calma, mas sempre trabalhei fora, o que tornou minha vida corrida. Acho que meu filho entrou nesse ritmo”, conta a advogada Lígia Cristovam de Moraes, 32 anos.

 

Ela percebe a aceleração do menino em banalidades: se a mamadeira está esquentando no micro-ondas, ele tira antes de acabar o tempo estipulado; se leva o cachorro passear, sai andando sem esperar o bichinho terminar de fazer xixi; se os Pais pedem uma pizza, começa a chorar porque quer comer na mesma hora. “Na primeira vez que isso aconteceu, eu e meu marido ficamos preocupados. Achamos que ele estava com muita fome e decidimos ir até a pizzaria. João Pedro voltou para casa com a pizza no colo, comendo no caminho. Percebemos que aquilo não estava certo”, diz Lígia.

 

Agora, ela explica ao filho que tudo tem seu tempo. “Após algumas vezes, ele tem absorvido. Mas ainda há estresse quando temos de passar por uma situação nova e que o deixa ansioso”, diz. Além da rotina corrida, a mãe acredita que outro fator contribuiu com esse comportamento: a possibilidade de ver desenhos animados no momento em que desejar, sem precisar esperar o horário de exibição. “A primeira vez que ele se deparou com os comerciais, ficou irritado, foi atrás de mim aos prantos dizendo que o desenho tinha terminado. Eu disse que o intervalo acabaria logo e que era preciso ter paciência.”

 

Geração imediatista

 

João Pedro não é o único nessa situação. Ele faz parte de uma geração que nasceu imersa no imediatismo, em uma sociedade em que as pessoas estão sempre conectadas e prontamente disponíveis para falar com as outras, em que a tecnologia reduz etapas e acelera processos e na qual não há paciência para esperar por resultados a longo prazo. Para essas crianças, é absolutamente normal compartilhar momentos nas redes sociais, escolher músicas em dispositivos de áudio, ver suas fotos na hora, assistir à TV por internet sem intervalos, obter resultados instantâneos em telas de tablets e smartphones, ver a comida ficar pronta em segundos no micro-ondas. Como não ter a impressão de que tudo deve mesmo funcionar assim, na hora que se deseja, ao mais leve toque? Para esses novos habitantes da Terra, esperar parece coisa de outra era e de outro mundo.

 

Foi o que aconteceu na casa da blogueira Annmarie Kelly-Harbaugh, 41 anos, mãe de Katie, 9, Lizzie, 5, e Henry, 2, que a  levou escrever o artigo “Why My Kids Need to Watch More TV” (Por que Meus Filhos Precisam Assistir Mais TV, em tradução livre), para o Huffington Post. Seus filhos estavam na casa dos avós e nunca mais tinham visto os programas de TV aberta. Ficaram indignados por ter de esperar o comercial passar – para eles, aquela era uma intromissão não consentida. O episódio faz Annmarie pensar sobre como seus filhos não tinham mais paciência, que viviam uma infância muito diferente da sua – que foi a de esperar pelo filme preferido, pela música na rádio, para sair com os amigos… E que seu papel como mãe era dizer: “Vá devagar”. Até mesmo para permitir que eles sejam crianças por um pouco mais de tempo.

 

Há uma corrente de estudiosos sociais que se refere aos nascidos a partir de 2010 como “Geração Alfa”. “Essa será a mais tecnológica e com maior poder de influência. Há 2,5 milhões de alfas nascendo semanalmente no mundo”, afirma à Crescer o pensador e pesquisador social australiano Mark McCrindle, que defende o uso do termo. Segundo ele, essas crianças são multitarefas e multiplataformas, ou seja, fazem mil atividades ao mesmo tempo e em diversos meios, além de terem as telas dos dispositivos eletrônicos como principal veículo de disseminação e recepção de conteúdo. Para elas, é normal viver nessa realidade de tempo fragmentada, em que podemos parar a pesquisa que estamos fazendo na internet para realizar outra tarefa, ou pausar o filme para intercalar outra atividade, ou mesmo conversar com alguém enquanto respondemos uma mensagem no celular.

 

Não bastasse toda essa enxurrada tecnológica, a vida em si está mais apressada. As famílias estão cada vez menores, com apenas um ou dois filhos. Antes, as pessoas tinham muitos irmãos, e, não raro, primos, tios e avós conviviam na mesma casa, dando suporte à educação dos menores, cada um de um jeito e na sua velocidade. As crianças podiam assistir à avó preparar um almoço, do descascar da primeira cebola ao servir na mesa, ou contar uma história no ritmo que sua memória permitia. Talvez, ajudar o avô a fazer um reparo na casa ou ver o tio confeccionar uma pipa para ela brincar mais tarde. Hoje, além da redução de processos e pessoas, boa parte dos pais e mães trabalha fora e convive menos com os filhos. “Com isso, eles se enchem de culpa e recompensam a falta de tempo atendendo a todos os seus pedidos”, argumenta o médico José Paulo Vasconcellos, do Departamento de Pediatria do Comportamento e Desenvolvimento da Sociedade Brasileira de Pediatria.

 

Segundo ele, desde o primeiro dia de vida, o bebê já é capaz de entender a espera, mas isso depende de como os pais lidam com o seu choro. Se eles pegam a criança no colo ou oferecem o peito para qualquer resmungo, estão ensinando que todas as suas solicitações devem ser atendidas de imediato. “Estamos falando da capacidade de frustração. Os pais que não deixam o filho chorar nem um pouco formam uma criança que acredita que o mundo foi criado para ela. Só que ela, certamente, enfrentará dificuldades se não entender que é apenas uma entre 7 bilhões de habitantes no mundo”, diz Vasconcellos.

 

Se esperar é complicado até para adultos, imagine para uma criança, que tem menos vivência e experiência. Que o diga o filho da professora Keudma Costa, 33 anos. Theodoro, 6, é carinhoso e amoroso, mas, nas palavras da mãe, também é imediatista, mandão e não sabe esperar. “Ao pedir algo para nós, ele sempre diz – agora”. “Quando fazemos refeições em restaurantes e ele termina, quer ir logo embora”, conta Keudma. Na opinião dela, o fato de o menino ter nascido prematuro fez com que a família tivesse cuidados excessivos e, hoje, ele não aceita a espera. “O que ele pedia, a gente dava na hora, desde um copo de água até um brinquedo. Tudo para atender às suas necessidades. Meu filho começou a achar que todos deviam viver em função dele. Na escola, a professora diz que ele não consegue ficar na fila na hora do lanche. Se não é o primeiro, faz birra”.

 

Nova atitude

 

Theodoro passa a manhã no colégio e, à tarde, sob os cuidados da babá, brinca no computador, no tablete e assiste à TV. Como já sabe ler, acessa os canais de vídeo sozinho e vê os desenhos na hora que quer. Segundo a mãe, ela e o marido conversam muito com o filho e explicam que cada coisa tem seu tempo, só eu ele responde: “Mas eu não posso esperar. É chato!”. Agora, para tentar reverter esse comportamento, os pais pararam de atender a seus desejos na hora. “A gente se preocupa muito com o tipo de adulto que vamos formar para o mundo. Queremos mudar isso. Quando ele quer algo, tenho pedido para esperar, mas dez minutos parecem intermináveis para ele.”

 

Espera é mesmo complicado. “Nascemos com um espírito de sobrevivência que nos impulsiona a resolver na hora tudo o que vemos como necessidade. Esperar só parece razoável quando temos uma visão mais abrangente da situação”, explica a psicóloga Tania Paris, presidente da Associação pela Saúde Emocional das Crianças (Asec). Ela diz que os adultos, em geral, não querem ver as crianças sofrendo e, às vezes, atropelam etapas para minimizar frustrações. Mas elas precisam descobrir maneiras de lidar com o que não as agrada. “Os pais não devem se sentir culpados por não prover os desejos na hora. O momento em que não é possível atender de imediato pode ser visto como uma oportunidade para o filho se desenvolver e encontrar meios de lidar com uma situação.”

 

Por volta de 6 anos, a criança já compreende que tudo é resultado de um processo – mas não custa praticar a espera desde cedo, em níveis crescentes da dificuldade. “É assim que se desenvolve empatia, autoestima, autonomia, perseverança, paciência e a percepção de que o mundo vai além de si”, diz Tania.

 

Uma parte desse imediatismo está relacionada às características biológicas do amadurecimento infantil, segundo o neuropediatra Antonio Carlos de Farias, do Hospital Pequeno Príncipe (PR). “Muitas crianças são impulsivas porque ainda não têm o controle inibitório da parte frontal do cérebro. Isso começa a mudar aos 4 ou 5 anos”, esclarece.

 

Caso o comportamento persista, além disso, é preciso avaliar a situação. Se ela está visivelmente estressada, sente dores recorrentes pelo corpo, apresenta fobias, não quer ir para a escola e tem medo de sair de casa, pode ser que esteja caminhando para uma patologia, explica Farias.

 

Quando isso acontece, um médico identifica o que causa a ansiedade. O problema pode ser trabalhado com terapias, esportes e tratamentos cognitivos para que a criança desenvolva habilidades como resiliência em situações adversas. Se essas medidas não funcionarem, recorre-se a medicamentos.

 

E o futuro?

 

Porém, a maioria dos casos não requer esse tipo de intervenção e está mais para uma mudança na postura dentro de casa. “O melhor que os pais podem fazer é ensinar aos filhos a lidar com as consequências de suas próprias escolhas, mas, nos últimos 20 anos, parece que nos esquecemos disso. Fazemos até a lição de casa para eles. Estamos errando. Esse comportamento, somado à atual realidade econômica (de facilidade de consumo) e à tecnologia avançada, potencializa a questão do suprimento dos desejos da criança, o que provoca distorções importantes”, explica o consultor, escritor, palestrante e estudioso de conflitos de gerações Sidnei Oliveira.

 

Ele diz que a primeira geração que recebeu uma grande dose desse protecionismo foi a Y (pessoas que hoje têm entre 15 e 35 anos). Muitos estão no mercado de trabalho e costumam querer resultados e reconhecimento imediatos. Ou seja, não têm paciência de esperar as coisas acontecerem e, até por isso, trocam mais constantemente de emprego. Mesmo satisfeitos com o trabalho, eles querem mudar – seis meses a dois anos foi o prazo dado para sair do emprego por quase metade dos entrevistados em uma pesquisa da empresa britânica de consultoria Deloitte, de 2009. É característica também dessa geração ter relacionamentos afetivos menos duradouros, com troca mais frequente de parceiros.

 

“Todo jovem é ansioso, mas a geração Y e, recentemente, a Z (menores de 15 anos), estão além do normal, pois não sabem lidar com a frustração. Só que é inevitável que se frustrem no mundo do trabalho. Precisamos de cicatrizes para crescer, pois elas trazem aprendizados. Claro que os pais não devem provoca-las trazendo sofrimento, mas também não podem proteger seus filhos de tudo”, defende Oliveira.

 

Segundo o escritor, para criar adultos equilibrados, os pais precisam explicar que não são seus assistentes pessoais. Isso significa que, se eles não fizerem a lição ou esquecerem de anotar o conteúdo da prova, terão de arcar com as consequências. No caso das mais novas, uma forma de aprenderem sobre causa e efeito, e ganharem responsabilidade, por exemplo, é deixar com que procurem pelos seus brinquedos ou naninhas antes de os pais pararem tudo o que estão fazendo para encontrar o objeto no lugar do filho.

 

Ensinar a esperar

 

Atitudes simples como essas já ajudam a amenizar o imediatismo e a ansiedade das crianças. Muitas vezes, o que elas querem ao pedir algo e exigir que seja feito naquela hora é simplesmente chamar a atenção dos pais. E se elas sempre são atendidas de imediato, o recado que recebem é exatamente este: é só pedir para ganhar. “Não é preciso dar presentes caros e a todo o momento para que uma criança goste dos adultos nem para compensar alguma culpa. Bastam atitudes simples no dia a dia que fortaleçam o vínculo, como ler uma história, brincar no chão, fazer cócegas e dar atenção a ela”, explica o pediatra Vasconcellos.

 

A tática da pedagoga Cristine Flores, 27 anos, para deixar o filho Cristóvão, 2 anos e 9 meses, mais calmo é a conversa: ela explica que existe hora para tudo. As situações campeãs de impaciência são quando ele quer brincar na praça e ir embora de restaurantes. “A comunicação, geralmente, funciona. Mas utilizo também outros recursos. Para ensinar sobre o horário de dormir, por exemplo, comprei um livro sobre a rotina de um urso até a hora de ir para cama. Depois da leitura, fazíamos um exercício de lembrar tudo que meu filho havia feito naquele dia e eu dizia que outras coisas legais aconteceriam no dia seguinte, mas, para isso, era necessário dormir. Agora ele entendeu”, conta Cristine.

 

Limitar o acesso aos jogos eletrônicos também é uma atitude que pode reduzir a impulsividade e a ansiedade. É claro, há games que têm abordagens e desafios interessantes para as crianças, mas os que contém violência podem piorar a situação. Vale salientar a recomendação médica da Academia Americana de Pediatria: até os 2 anos. Evitar o contato com as telas e, depois disso, o uso diário se limita a, no máximo, duas horas. “Essa primeira fase da vida é muito sensorial. Correr, pegar, cheirar e testar os sentidos melhoram as conexões cerebrais”, diz o neuropediatra Farias. O alerta da Agência Inglesa de Saúde Pública é que crianças que passam muito tempo na frente de gadgets tendem a ter mais estresse, ansiedade e depressão.

 

O uso das telas deve ser sempre moderado e intercalado com brincadeiras fora do mundo virtual. Passar horas seguidas sentado jogando, nem pensar. E, à noite, próximo à hora de dormir, é preferível evitar. “O uso noturno é um forte estímulo para distúrbios do sono”, alerta Farias. Um estudo da universidade canadense Dalhousie comprovou que a presença da televisão, computador, videogame e outros eletrônicos no quarto contribuem para a ansiedade e inibem o sono. A pesquisa mostrou que o cérebro relaciona o quarto com esses objetos a um local de lazer em vez de descanso.

 

Táticas para acalmar

 

Outra opção contra o imediatismo é a ioga. Pesquisadores da universidade alemã de Leipzig estudaram 48 crianças de 10 anos e descobriram que a ioga melhora o equilíbrio emocional e diminui os medos, o sentimento de desamparo e a agressividade. “Com a prática, os exercícios respiratórios ajudam na concentração”, explica João Carlos Soares, criador do projeto Yoga com Histórias, que se apoia em narrativas para estimular a ioga entre as crianças. Focadas no exercício que estão fazendo, elas aprendem a se concentrar no momento que estão vivenciando e a perceber melhor o ambiente, sem ansiedade, dando a cada atividade o tempo necessário para ser realizada.

 

Soares afirma que a prática pode começar aos 4 anos. A princípio, as aulas duram, no máximo, 30 minutos. “O ideal seria praticar todos os dias, mas duas vezes por semana é um bom começo”, diz. Na casa da pedagoga e professora de ioga Cassia Parmeggiani, 32, a prática faz parte da rotina. “Quando a criança faz birra, ela é ótima para acalmar. Antes de dormir e das provas, também ajuda. Funciona muito com os meus filhos. Sinto que a prática e as leituras de livros relacionados ao tema os deixaram mais concentrados na escola e nas atividades do dia a dia”, relata ela, que é mãe de Kyron, 4 anos, e madrasta de Mirko, 13.

 

Na tentativa de acalmar os pequenos, vale também testar a meditação. A ONG gaúcha Mente Viva acredita no poder dessa prática para melhorar a qualidade de vida infantil e difunde o método em escolas. “Pais e professores relatam que os alunos começaram a se colocar mais no lugar do outro e a refletir antes de tomar alguma atitude”, afirma Roberto Matheus Durli, diretor administrativo da ONG, eu já atendeu mais de 150 escolas em todo o país.

 

Lúcio Sausen, diretor da Escola Estadual Hiroshima, em Eldorado do Sul (RS), conta que desse que o projeto começou, há quatro anos, houve grande melhora na convivência entre os estudantes – em sala, eles ficaram mais tranquilos e no recreio, menos agitados. “As brincadeiras mudaram. Antes, a preferida era bandido e polícia e eles ficavam medindo forças. Agora, jogam bola, brincam de esconde-esconde e se divertem com jogo de tabuleiro.”

 

Um estudo recente feito nas escolas de Gramado (RS) que aderiram à meditação comprova que a prática auxilia diversos aspectos nas crianças. “Elas melhoram o vocabulário e a velocidade de pensamento, prestam mais atenção e conseguem entender melhor informações implícitas nas conversas”, relata Hosana Alves Gonçalves, uma das autoras do estudo e mestranda da PUC-RS.

 

Conversas, brincadeiras, ioga, meditação, esporte, livros… Independentemente dos métodos para promover bem estar emocional nas crianças e diminuir a ansiedade e a impaciência delas, tenha em mente que é preciso fortalecer sua autoridade como pai ou mãe. “Os pais precisam saber que têm o direito de falar não”, afirma o pediatra Vasconcellos. “Eles devem ponderar e dizer, de vez em quando: Filho, eu te amo, mas você não vai ter o que quer neste momento.” Que tal tentar?

 

Seis dicas para dar às crianças noção de tempo

 

Seu filho acha que um ano passa em dez minutos? Confira as sugestões de Zena Eisenberg, especialista em educação infantil e professora da PUC-Rio, para ele compreender melhor a espera.

 

 

1 – Faça uma pizza em casa – preparar com a criança alimentos que ela costuma encontrar já prontos, como pão e pizza, é uma ótima maneira de mostrar que é necessário ter dedicação, planejamento, trabalho e paciência para que as coisas se realizem: de ir comprar os ingredientes no supermercado até esperar a massa assar. Seu filho não só vivencia o processo, como vê o resultado concreto.

 

2 – Plante um pé de feijão – a partir de 3 anos, a criança já é capaz de acompanhar o crescimento da planta, ainda que não consiga entende-lo totalmente. Chame a atenção do seu filho para as diferentes etapas: a formação das raízes, o aparecimento do broto, das folhas, o crescimento. E, claro, envolva-o nos cuidados: regar, deixar ao Sol, pôr mais algodão.

 

3 – Registre a rotina – é por meio de suas obrigações diárias que a criança começa a entender que os acontecimentos têm certa frequência e duração. Fotografe seu filho nas principais tarefas do dia: acordando, escovando os dentes, tomando café da manhã, vestindo o uniforme. Imprima as fotos, monte um painel ou um varal e peça para que ele coloque os eventos em ordem. Assim, ele adquire a noção do que vem antes, depois e de tudo o que cabe em um dia.

 

4 – Crie um calendário – monte um grande calendário anual, colocando os principais acontecimentos: Carnaval, Páscoa, Natal, Dia das Crianças e aniversários de parentes e amigos (você pode colocar pequenas fotos deles). A partir de 2 anos, a criança já começa a contar. E ainda que não saiba quantificar com precisão, vai entender que falta muito tempo para o próprio aniversário quando vir todos aqueles quadrados em branco…

 

5 – Desmonte objetos – deixar seu filho desconstruir um relógio ou um brinquedo velho dará a ele a possibilidade de ver que eles funcionam por mecanismos. Cada peça é importante, tem seu papel e precisa estar no lugar exato, trabalhando em conjunto. Seu filho vai entender que algumas coisas são mais complexas do que ele imaginava.

 

6 – Não diga “é rapidinho” – a criança precisa de medidas mais concretas, em uma linguagem inteligível e relacionada ao universo dela. Se o seu filho quer brincar enquanto você vê um filme, não diga: “Já, já eu vou” ou “Espere um pouco”. Responda que vai assim que o filme acabar. Para dar uma dimensão ainda mais precisa, use programas de que ele gosta: “Vou demorar dois episódios da Dora” ou “Você precisa esperar o tempo do Rei Leão”.
Fonte: Revista Crescer – Fevereiro/2015 – Páginas 24,25,26,27,28,29,30,31, 32 e 33.
Por que os filhos devem esperar?, Artigo

Até o próximo post.

Este filme “O Amor de um Pai (2010)” é mais um daqueles filmes onde sintetiza a vida deu um pai solteiro “se virando nos 30”. Segue a sinopse:

 

Ainda jovens, John e Kathy, formam o casal perfeito. Mas o futuro dos dois entra em crise com uma gravidez não planejada. No entanto, assim que o bebê nasce, Kathy abandona o namorado e o filho. Agora, John terá que estudar, trabalhar e ser pai e mãe de um recém-nascido.
o-amor-de-um-pai
famososnaweb.com/sessao-da-tarde-2104-25042014-confira-os-filmes-da-semana

 

Até mais pessoal.

Seriam os pais mais propensos a dar dinheiro aos filhos do que as mães? Quando se trata de dinheiro, homens e mulheres agem de maneira diferente com os filhos conforme aponta uma pesquisa da empresa Ameriprise Financial, dados são do jornal Daily Mail nos Estados Unidos. Os pais são mais propensos a dar dinheiro, enquanto as mães tendem a distribuir conselhos financeiros.

Este levantamento contou com dados de 1600 pessoas nascidas entre 1946 e 1964, 300 de seus pais e 300 filhos com mais de 18 anos. Constatou que 93% dos homens na faixa dos 50 a 70 anos contribuíram de alguma forma com aquisições dos jovens, sendo que 58% tinham colaborado com a compra do carro deles, em comparação com 48% das mulheres.

Quanto ao planejamento familiar, 54% das mães contra 45% dos pais conversaram com os seus pais ou filhos sobre as finanças, enquanto 59% delas e 46% deles discutiram sobre questões familiares. As representantes do sexo feminino também estavam mais confortáveis ao falar sobre suas próprias situações financeiras do que os seus maridos e tendem a escolher as filhas para esse tipo de conversa. Na pesquisa também foi possível observar que os números demonstram os pais tendo maior probabilidade de ajudar os filhos a comprar um carro e a pagar o seguro. Dá a entender que esses homens aprenderam com a geração silenciosa dos seus pais, que também era mais propensa a ajudar seus filhos a comprar os mesmos tipos de coisas. Além disto as conversas entre os membros da família são essenciais para manter a situação econômica transparente e simples. Ao manter conversas regulares e abertas com o seu cônjuge e sua família, você estará ajudando a garantir que as decisões que está tomando são as certas para todos os envolvidos.

Fonte de consulta: http://vidaeestilo.terra.com.br/homem/pais-sao-mais-propensos-a-dar-dinheiro-aos-filhos-diz-estudo,4d2a826e9ca08310VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html

Confira também este site dedicado ao assunto finanças pessoais e educação financeira:
http://defendaseudinheiro.com.br

porquinho-moedas

Até mais pessoal.

Os filhos pequenos são vulneráveis, por isso é dever de todo pai ter o máximo de preocupação possível, mas, tomar conta das crianças nem sempre é uma tarefa simples e para isto existem dicas para facilitar o dia a dia sempre ajudam.

Abaixo seguem ideias bem legais que tratam não só de como organizar os brinquedos ou limpar a roupa do(s) seu(s) filhos, assim como “espantar os monstros do quarto!”.

  1. Guardar e transportar as chupetas em potinhos é muito mais higiênico
  2. Como organizar o carro para uma viagem
  3. Limpar as roupas com uma mistura eficaz de água oxigenada, sabão e bicarbonato de sódio
  4. Transforme a embalagem de shampoo em um extensor da torneira

Para ver o conteúdo completo das 19 dicas geniais para deixar a vida de qualquer pai mais fácil e também divertida para as crianças, clique aqui.
dicas para os pais

Até o próximo post.

Atualmente não se discute mais se é importante a participação do futuro pai no pré-natal da gestante, aliás, existe um consendo que é necessário e imprescindível.
Especialista dá dicas para os pais enfrentarem na prática, e de forma intensa, o período da gestação da companheira.

Espera-se que homem converse a respeito da gravidez, saiba como a gestante se sente, faça planos para o futuro, ouça suas queixas, além de estimulá-la a fazer atividades saudáveis e criativas como exercícios, leitura, etc.

O pai da criança deve, junto com todos os familiares, criar um ambiente tranquilo, receptivo, alegre e voltado ao apoio e segurança da gestante.
Desta forma ela terá um período de gravidez saudável e sem percalços.

Leia também:

T+.

Os especialistas recomendam evitar ser apenas um pai e mãe de fim de semana, pois estar divorciado e/ou separado presume-se conviver com certos conflitos.
A pessoa fica com vontade de ver/estar com os seus filhos e passar o maior tempo possível com eles, porém este desejo é limitado pela própria separação dos pais.

Estudos demonstram que as memórias obtidas pelas crianças quando são pequenas tem relação com a maneira como se desenrolam as situações comuns, como crescem e não
com aniversários/festas extravagantes ou férias/passeios muito caros. O quem impacta de fato as situações normais que ficam na memória e que nos servem de experiência.

Abaixo seguem 10 conselhos para evitar ser um apenas um pai ou mãe de fim de semana:

1) Seja constante e cumpra os seus compromissos para com os filhos. Se disser “Amanhã vou te ligar”, ligue mesmo. Não deixe para outro dia;

2) Promova uma boa comunicação com eles e demonstre que está disponível para que possam falar contigo sempre que precisarem;

3) Participe na vida dos seus filhos. Lembre-se das comemorações de aniversário, eventos significativos e de outras situações que sejam importantes para eles;

4) Passe um tempo de qualidade com eles ao reservar parte do seu horário para isto. Não se esqueça de que quem busca estar contigo são os seus filhos e não os brinquedos deles;

5) Envie-lhes pequenos símbolos do seu amor e carinho como postais, pequenas notas, cartões especialmente dedicados a eles, etc., fazendo com que sintam que você pensa neles;

6) Evite agendar atividades laborais ou de outro tipo nos períodos em que deve estar com seus filhos. Muitas vezes as ocupações desviam-nos e atrapalha para cumprir as promessas da visita às crianças.
O tempo que passa com eles é a forma mais fácil de mostrar que eles são a coisa mais importante do mundo para você;

7) Pergunte a eles o que querem fazer quando estão com você e não esqueça de incluir as necessidades deles nas suas visitas;

8) Um filho é fruto do seu amor, portanto faça-o sentir que, embora os pais estejam separados, ele é amado.
Para os pais serem carinhosos é necessário persistência na repetição das atitudes. Torne os seus filhos responsáveis pelas suas ações e comportamentos;

9) Não comente com o seu filho os prejuízos financeiros que ocorreram devido ao divórcio dos pais da criança.
Não perca o foco. O seu tempo com o filho deve ser precioso e deixe claro que ele não tem culpa da sua separação. Deixe-o distante dos seus problemas;

10) Evite sentimentos de rancor ou de ressentimento para com o seu ex-cônjuge.
Fonte de consulta: igualdadeparental.org/pais/evitar-ser-un-padre-de-fin-de-semana

Pai e filho no campo lendo livro

Até o próximo post.