O sono é um processo fisiológico dinâmico e ativo, o qual possui grande impacto em vários aspectos da saúde, das funções corporais e do desenvolvimento. No transcorrer dos primeiros anos de vida, ocorrem um grande número de importantes mudanças no crescimento e no desenvolvimento neuromotor. Dessa forma, a boa saúde do sono é de extrema relevância para as crianças e adolescentes por várias razões, desde o descanso físico e restauração energética até a influência sobre o crescimento e desenvolvimento.

Cuidar do sono de seu bebê, desde o princípio, é bom para ele e para você. Veja dicas de especialistas – pediatras, psicólogos e pais como você – para as noites tranquilas que todos merecem.

A imagem de um anjinho dormindo no berço para muitas mães não dura tanto quanto deveria: descansar suficientemente. Para o recém-nascido, o sono é em geral picotado pelas mamadas, que se repetem a cada duas horas, vai lá, três horas. São exceções felizes as mães cujos filhos logo atravessam a madrugada sem acordar. Superar essa fase cansativa é algo que vem aos poucos, naturalmente em parte, mas com cuidado para que os intervalos da fome noturna comecem a se ampliar até que o bebê durma a madrugada toda – quer dizer, pelo menos as seis horas suficientes para que todos se recomponham e estejam bem para o próximo dia!

Embora o sono seja em parte um instinto natural, para que ele aconteça de uma forma regrada (e dure a noite toda!) é preciso criar uma rotina que garanta ao bebê um sono tranquilo, atenção que será necessária durante toda a infância do seu filho.

Fato: aos 6 meses, a maioria das crianças têm condições de dormir a noite toda – e, se isso não ocorrer, está mais do que na hora de você começar a atuar para que isso aconteça. Em algumas fases do desenvolvimento – como quando começa a andar ou ir à escola – a criança pode ter recaídas, com dificuldade em pegar no sono sozinha ou com acordadas frequentes durante a noite. Mas se os bons hábitos já estiverem implementados, a tendência é que rapidamente retome o padrão habitual.

Entendendo o sono

O sono é dividido em ciclos. Para o bebê, cada ciclo dura 50 minutos (isso do nascimento aos 2 anos), contra os 90 minutos do ciclo do adulto. O que acontece é que, na transição de um ciclo a outro, há um breve despertar antes do ciclo seguinte. Sem saber que isso é natural e que nessa hora seu bebê pode dar uma resmungada e até uma choradinha, muitos pais supõem que ele esteja acordando. Ao serem muito rápidos em atender essa ameaça de choro, acabam fazendo com que a criança realmente desperte, e não consiga retomar o sono tranquilo. Mas, se os Pais se mantêm calmos, vai surgindo uma mútua confiança entre todos, que encoraja o crescimento do bebê e ajuda a construir uma autoestima forte.

Outro aspecto a ser considerado é que a relação entre a mãe e o bebê, que é um grude no começo, deve gradativamente dar lugar a um processo de autonomia do filho. E pegar no sono é, justamente, uma das primeiras coisas que o bebê pode aprender a fazer sozinho. Do lado da mãe, mesmo sem ter consciência, ela pode reagir mal a isso, usando o peito ou mamadeira para a manutenção dessa simbiose por um período maior que o necessário. E, com isso, acabar prejudicando seu filho do ponto de vista psicológico. E a si mesma, com uma rotina que a desgasta demais.

Insônia do bebê, estresse da mãe

A insônia do bebê – sim, pode-se falar em insônia, já que é um problema de falta ou inconstância do sono que se torna repetitivo – em geral é ligada a fatores externos e comportamentais, como não ter passado pelo ritual habitual para o início do sono ou estar excitado. O excesso de estimulação de uma casa movimentada demais ou de Pais que começam a agitar a criança em horário já de dormir também atrapalham. Mas, no polo oposto, a reação à falta de atenção dos Pais ou dos cuidadores pode também dar em noites em claro. Isso tudo costuma ser tratado pelos especialistas com o que eles chamam de higiene do sono – um conjunto de práticas que buscam trabalhar todos esses aspectos e que contribuem para o relaxamento e manutenção do sono. É também possível que uma criança tenha uma insônia que seja consequência de um problema ou doença física, e isso poderá ser investigado por um pediatra se as mudanças de hábitos não derem conta de provocar noites tranquilas na sua casa.

Métodos de sono ideal

Entrevistamos o pediatra Claudio Len, pai de Francisco, Beatriz e Sílvia, a psicóloga Renata Soifer Kraiser, mãe de Nicole e Laura, e a neurofisiologista Ana Chrystina Crippa, filha de Ana Maria e José para enumerar essas dicas para ajudar seu filho a dormir bem. Junto, os depoimentos de pais que atestam que funcionam!

1 – Diferenciar dia da noite – logo que nasce, um bebê pode passar longos períodos dormindo, o tempo quase todo. A intervalos, mais ou menos regulares, acorda para mamar, pouco se importando se é dia ou noite.

Cabe à mãe colocar um ritmo aos poucos, diferenciando o dia da noite mantendo as janelas abertas, luz natura no quarto do bebê e o barulho cotidiano normal da casa durante o dia. Tudo isso se contrapondo ao escuro e silêncio da noite.

2 – Administração das mamadas – deixar mais livres as mamadas do dia, de forma que o bebê ingira um volume de leite maior e, em contrapartida, diminuir aos poucos as mamadas durante a noite. Isso ajuda a dar uma organização no biorritmo natural. Aos 6 meses, com a introdução das papinhas no esquema de refeições e lanches usuais, isso se consolida e a criança começa a ter mais condições de gradativamente passar a dormir a noite inteira.

A mãe que recomeça a trabalhar fora pode achar boa ideia amamentar durante a madrugada. Pode ser uma cilada, já que, mais do que nunca, ela precisa dormir bem com a jornada dupla! O jeito é buscar uma solução, talvez com uma mamada-ceia por volta da meia-noite e outra bem cedinho, garantindo seis horas de sono ininterruptas para os dois.

Quando a criança completa 1 ano, uma rotina bacana seria jantar, mamar por volta das 20 horas e depois acordar apenas às 6 horas.

3 – Ritual repetido – criar um ritual de atividades que sempre anteceda a hora de ir dormir faz a criança começar a associar esse momento ao sono. O banho, por exemplo, pode ser um marco que separa o dia da noite. É bom que seja seguido de uma massagem, que ajuda a criança a relaxar e a ficar satisfeita com o contato da mãe. Aí começa a terceira etapa, com uma atividade tranquila e que seja oportunidade de estreitar o vínculo entre os Pais e a criança… mas isso a gente explica melhor no próximo item.

4 – A voz dos Pais é o melhor acalanto – a música de ninar, com seus sons repetitivos e simples, pode ser o último passo de uma noite tranquila. Ao perceber que uma canção tem efeito relaxante sobre a criança, não hesite em torna-la a música oficial de nanar – dessas coisas que vão fazer parte de memória afetiva do seu filho a vida toda.

A leitura de livros é indicada a partir dos 2 anos de idade. As historinhas podem até, eventualmente, ajudar a falar um pouco sobre os medos noturnos e a mostrar uma opinião positiva e gostosa da hora de dormir, com um tipo de associação simples do tipo: “Se o meu personagem preferido gosta de dormir, eu também posso gostar”.

Para a criança, ouvir a voz dos Pais – seja cantando ou contando uma história – é algo que transmite a segurança de tê-los por perto e uma confiança gostosa. O efeito pode ser obtido também com uma prece ou com um comentário sobre o dia.

“Quando eram bebezinhos, eu os pegava e ficava passando meu rosto perto do deles, fazendo carinho e cantava baixinho. Depois de um tempo vinha aquele suspiro de alívio e dormiam. Até hoje, já com 4 anos, eles me pedem: mamãe, canta que eu estou com sono!” – Viviane Sasaki, mãe dos gêmeos Marcus Vinicius e João Gabriel.

5 – Meia-luz – a luz pode não afetar o sono do recém-nascido, contudo, mais para frente, quando o bebê começa a ver melhor, pode ser uma fonte de estímulo e afetar a capacidade de adormecer da criança. Dessa forma, caso ela não apresente medos noturnos – quando pode se sentir mais protegida com um ponto de luz leve – deverá dormir num ambiente escuro.

6 – Um travesseirinho ou mascote de pano – quando a criança ainda é pequena, é recomendável (e muito importante para o bom desenvolvimento emocional) que ela se apegue a um paninho, travesseiro ou bichinho. É o chamado objeto transicional. Ele cumpre a função de transição entre a realidade externa e a mente do bebê, fazendo com que, aos poucos, ele vá introjetando um sentimento de proteção e segurança que vem dos Pais e passa para esse objeto escolhido – que deve ser algo macio e seguro para o bebê.

A chupeta, que também pode ser usada para auxiliar a adormecer, pode ter alguma função calmante por diminuir as excitações da fase oral da criança, mas não tem a mesma função do objeto transicional.

“Quando ele não quer dormir imediatamente, pede leite para ganhar um tempo. Dou, então, a mamadeira. Depois, levo ele para a cama e o deixo com seus carrinhos. Em questão de minutos ele pega no sono.” – Thayssa Sarmento, mãe do Ricardo, de 2 anos.

7 – Hora de dormir – o ambiente e a rotina familiar interferem muito no sono das crianças. Num ambiente mais calmo, temos crianças mais calmas, e o contrário também acontece: agitação gera agitação. Esqueça as brincadeiras ou programas excitantes antes de dormir (televisão ligada, inclusive), se quiser que seu filho tenha uma noite de sono reparadora. É preciso ter um horário para dormir. E tentar ao máximo não mudar a rotina, evitando diferenciar dias de semana e finais de semana.

“Mudei logo o ritmo de casa, cortei até a televisão depois das 22 horas. Passei a ler mais à noite, e aproveitar para ficar com o André, meu marido. Faço questão de não ter nada no ambiente que desperte a atenção dela.” – Bruna Andrade, mãe da Alice, hoje com 5 anos.

8 – Hora de dormir 2 – conforme as crianças vão crescendo, começam a pedir e insistir para ficar com os Pais, a se recusar a ir para cama. É hora da “função paterna” contra a relutância em dormir, que pode ser exercida por qualquer pessoa responsável pela criança com a colocação clara de limites. Regras são necessárias para o bem-estar da criança. Com segurança, mas sem a necessidade de gritos e brigas, que terminam por provocar mais.

“Sabemos que a agitação não é ideal para uma boa noite de sono. Mas, quando chegamos do trabalho, bagunçamos com ele. Depois organizamos juntos tudo. Aí, vem banho e cama. Hoje, quando é hora de arrumar as coisas, ele já sabe: “ôpa, hora de baixar a bola.” – Alex Queiroz, pais de Nicolas, 3 anos.

De 0 a 12

De acordo com um levantamento feito pelo Serviço de Psiquiatria da Infância e da Adolescência (SEPIA) da universidade de São Paulo, os distúrbios do sono são diferentes nas diversas fases da infância. A pediatra Sonia Maria Baldini, autora da pesquisa, enumerou para a Pais e Filhos os distúrbios mais comuns em cada faixa etária:

– Bebês de 0 a 3 anos – doenças infantis são causas frequentes de inúmeros distúrbios do sono, como dormir demais, falta de sono, sonolência diurna, sono agitado, apneias, despertares muito frequentes. É que nariz entupido, tosse, febre, coceiras podem ocasionar uma noite mal dormida. As causas alimentares – a falta ou excesso de apetite – também influem no sono. O pediatra costuma checar tudo isso para tratar e orientar a família.

– De 3 a 6 anos – nesta faixa etária ainda são comuns os medos do escuro, de fantasmas, de monstros e, às vezes, de ladrão. Isso porque as crianças ainda têm dificuldade de diferenciar as suas fantasias da realidade. E, nesta idade, é comum que as crianças despertem por causa de sonhos e pesadelos.

– De 5 a 12 anos – nesta fase, pode aparecer o sonambulismo, o terror noturno (quando a criança acorda assustada, mas sem ter pesadelo), sonilóquio (falar dormindo), bruxismo (ranger os dentes), enurese noturna (xixi na cama) e os pesadelos. Essas manifestações não costumam despertar maiores preocupações, se forem leves e esporádicas. Seu pediatra poderá encaminhar para um especialista para esclarecimento diagnóstico, se as manifestações estiverem prejudicando o sono.

Deixar chorando, pode?

Quando os Pais já estão desesperados e exaustos, às vezes experimentam o método de “choro controlado”, muito usado em outras gerações, e que significa deixar o bebê chorar até que durma. Embora já tenha sido bastante usado, muita gente, como a psicóloga especialista em ritmos de sono do bebê e da criança, Teresa Sousa, consideram hoje que esse método afeta a confiança que o bebê desenvolve com os Pais e compromete a sua noção de segurança.

Teresa lembra que é importante considerar as razões do choro – que pode ser fralda molhada, cólicas, sede, roupa apertando, frio ou calor. É necessário que os Pais saibam entender o choro, traduzindo essa linguagem dos bebês, que é um pedido de algo. Outra coisa é quando se trata de um chorinho tipo “reza”, que vai passando até o bebê adormecer – e que nem chega a ser exatamente “chorar”.

Todo esse cuidado e atenção é fundamental para o desenvolvimento da relação de confiança entre a criança e os Pais. “Ou seja, ao deixar o bebê chorando sozinho estamos indo contra a base de um sono saudável – que é sentimento de conforto e segurança”, completa a especialista.

A alternativa é deixar o bebê no berço e manter um contato físico com ele até que se acalme. Aos poucos, você pode passar a se manter no quarto, mais distanciado, e progressivamente, mais e mais, até que ele passe a dar conta de dormir sozinho.

Este é mais um artigo cujo objetivo é orientar e ajudar os Srs. Pais no pleno desenvolvimento dos          pequenos.
Fontes:
A importância do sono para o crescimento
http://www.clinicamonpetit.com.br/blog/a-importancia-do-sono-para-o-crescimento/
Revista Pais e Filhos – Ano 45 – Março / 2014 – Páginas 46, 47, 48, 49, 50 e 51.

criança dormindo

Leia também:
O sono do bebê – BabyCenter

Até mais pessoal.

Os filhos pequenos são vulneráveis, por isso é dever de todo pai ter o máximo de preocupação possível, mas, tomar conta das crianças nem sempre é uma tarefa simples e para isto existem dicas para facilitar o dia a dia sempre ajudam.

Abaixo seguem ideias bem legais que tratam não só de como organizar os brinquedos ou limpar a roupa do(s) seu(s) filhos, assim como “espantar os monstros do quarto!”.

  1. Guardar e transportar as chupetas em potinhos é muito mais higiênico
  2. Como organizar o carro para uma viagem
  3. Limpar as roupas com uma mistura eficaz de água oxigenada, sabão e bicarbonato de sódio
  4. Transforme a embalagem de shampoo em um extensor da torneira

Para ver o conteúdo completo das 19 dicas geniais para deixar a vida de qualquer pai mais fácil e também divertida para as crianças, clique aqui.
dicas para os pais

Até o próximo post.

Por mais que os familiares tomem o maior cuidado e tenham total atenção às crianças, acidentes em casa não são raros, pelo contrário, acontecem com certa frequência.

As crianças pequenas não têm capacidade e maturidade para avaliar o perigo. Guiadas pela curiosidade, pegam objetos como: botões, tampas e rolhas de garrafas, moedas, pregos, parafusos e até brinquedos com peças pequenas que encontram em casa e podem se envolver em situações de perigo.

Muito dos acidentes na infância, principalmente os domésticos, podem ser evitados. Apresentamos algumas dicas para prevenção deles:

Quedas

– Nunca deixe os bebês ou as crianças sozinhas em cima de uma cama, bancada, móvel ou cadeirinha de refeição.

– Cuide com as escadas, principalmente quando as crianças estão começando a engatinhar e dando os primeiros passos. A sugestão é providenciar portões de isolamento, impedindo que a criança se aproxime das escadas.

– Coloque grades de proteção nas janelas, principalmente se morar em apartamento.

Choques

– Use protetores (plugues ou fita adesiva) nas tomadas de luz, pois as crianças gostam de colocar o dedinho ou objetos na tomada, principalmente na fase em que estão engatinhando.

Queimaduras

– Verifique a temperatura da água do banho.

– Verifique a temperatura de mamadeiras ou alimentos.

– Cuide com caixas de fósforos, pois a criança pode coloca-los na boca.

– Mantenha as crianças longe do fogão.

– Nunca deixe o ferro ligado com o fio desenrolado e ao alcance das crianças. Além da alta temperatura, é perigoso pelo seu peso e pela ligação à eletricidade.

– Não deixe as panelas com os cabos voltados para fora do fogão. Preferencialmente, utilize as bocas do fundo do fogão.

Medicamentos

– Os medicamentos devem ser guardados fora do alcance das crianças, em lugares altos e, de preferência, em armários ou caixas bem fechadas.

– Não ofereça à criança medicamentos sem prescrição ou orientação médica.

– Antes de ministrar algum medicamento, verifique se o prazo de validade já expirou.

Intoxicações

– É fundamental fazer rigorosa triagem nos armários sob a pia da cozinha para averiguar se há algum produto com substâncias cáusticas, detergentes, produtos de limpeza e até a soda cáustica ou formicidas que, quando ingeridos, podem causar consequências graves e até fatais.

– Não coloque em garrafas de refrigerantes, detergentes ou qualquer outro produto de limpeza: a memória visual da criança é ótima e assim ela poderá ingerir substâncias altamente tóxicas julgando estar tomando refrigerante do seu hábito e de seu agrado.

Ferimentos

– Cuidado com objetos cortantes como: facas, garfos e tesouras. Mantenha-os sempre longe do alcance de crianças.

– Não permita que as crianças manuseiem objetos de vidro ou de porcelana como: copo, garrafa, pratos e travessas, pois podem cair sobre eles, provocando cortes sérios.

– Mantenha torradeiras, cafeteiras, ferros elétricos, fósforos e isqueiros longe do alcance dos pequenos.

Este é mais um artigo cujo objetivo é orientar e ajudar os Srs. Pais no pleno desenvolvimento dos pequenos.
os perigos dos acidentes na infância
Passinho Inicial.

Segue um texto bem interessante que recebi em uma newsletter agora a pouco.
Vale a pena conferir:

Importância da leitura na formação da criança

O valor e a importância da leitura começam em casa. Contar histórias é um costume antigo da humanidade e que precisa ser mantido nos dias atuais, seja contando ou lendo histórias às crianças. A leitura deve ser uma atividade prazerosa entre a criança e seus familiares, deve se constituir em uma forma mágica de brincar com as palavras, estimulando a criança a desenvolver a imaginação.

O papel de pais e educadores é o de oferecer às crianças, desde cedo, o contato com obras-primas da literatura infantil, ou seja, tomar contato com livros de boa qualidade. Com isso, é possível que a criança crie o hábito e o prazer pela leitura. A criança a quem os pais contam histórias crescerá cercada de livros e buscará a companhia deles ao longo da vida. Assim, favorece-se o interesse por ler e, mais tarde, por estudar sobre todo o tipo de assunto. Criam-se assim condições mais favoráveis para o futuro do estudante.

A criança é imaginativa, exercita a realidade por meio da fantasia. Por isso, é preciso oferecer várias fontes de literatura como: contos, histórias sem texto escrito (somente com ilustrações), fábulas, poemas e cantigas. As crianças gostam de leituras que lhes deem prazer, portanto, identificar assuntos que as interesse é sempre uma boa alternativa.

É preciso deixar as crianças expressarem seus gostos e preferências pela leitura de diferentes gêneros, permitindo que leiam os livros por puro entretenimento.

A leitura, como qualquer arte, vai além da informação e a criança precisa ser estimulada para gostar de ler e crescer como um bom leitor, pois gostar de ler é um hábito que se desenvolve e pode ser alimentado pelos pais, sempre.

Indicações de leitura para crianças de acordo om a faixa etária

2 anos – a criança, nessa faixa etária, costuma se prender ao movimento, ao tom de voz, e não ao conteúdo do que é lido ou contado. Ela tem sua atenção conquistada por meio do uso de fantoches e de objetos que conversam com ela durante a história. Por isso, as histórias devem ser rápidas e curtas, pois a criança ainda não desenvolveu sua concentração e fica inquieta se a história se prolongar.

Procure livros que tenham uma gravura em cada página, evidenciando formas simples e com cores atrativas visualmente.

Nesta fase, a criança apresenta uma grande necessidade de pegar o livro para explorá-lo, para manuseá-lo; assim como o faz com outros objetos. Os livros de pano e de plástico, feitos com material tóxico, são os mais indicados para essa idade. Livros elaborados com outros materiais também podem ser manipulados pela criança, porém, com a supervisão de um adulto.

3 anos – nessa fase, as histórias ainda devem ser rápidas, com poucos personagens e com textos curtos. O enredo deve ser simples e vivo, aproximando-se, ao máximo, das vivências da criança. Nessa idade, as crianças têm grande interesse por histórias de bichinhos, brinquedos e seres da natureza. Identificam-se facilmente com todos eles.

As histórias devem ser contadas com muito ritmo e entonação. Para isso, faça as vozes dos personagens e os imite; certamente, as crianças irão adorar e ficarão atentas.

Os fantoches continuam sendo um material muito indicado. É possível utilizar um avental de contação de histórias e estimular a criança a participar do momento, podendo manusear os personagens.

A música exerce um grande fascínio sobre a criança dessa idade; assim, muitas canções podem ser apresentadas nos enredos das histórias, de modo a conquistar ainda mais atenção e o interesse.

4 a 6 anos – Os livros devem conter gravuras, ilustrações, desenhos, etc., sem texto escrito ou com textos que podem ser lidos pelas próprias crianças ou por adultos para elas. As imagens dos livros devem proporcionar uma situação que seja significativa para as crianças ou que lhes seja atraente.

A graça, o humor, cria um clima de expectativa ou mistério que são fatores essenciais nos livros para prender a atenção da criança dessa idade.

As crianças gostam de ouvir a história várias vezes. É a fase de “conte outra vez”.

Um recurso maravilhoso para prender a atenção das crianças dessa fase é a transformação do contador de histórias com roupas e objetos característicos. A criança acredita realmente que o contador de histórias se transformou no personagem ao colocar uma máscara, chapéu, capa, etc.

Existem no mercado excelentes títulos apropriados para cada fase do desenvolvimento cognitivo da criança. Livros apenas com gravuras ou com textos com letras de forma.

Cabe aos pais fazerem uma boa escolha e investir na educação de seus filhos.

Dicas para estimular a criança a gostar de ler

– Escolha o momento certo para contar uma história para seu filho.
– Peça que ele escolha a história que gostaria de ouvir.
– O livro de história deverá estar de acordo com a faixa etária da criança.
– Faça uma leitura enfática.
– Caso a criança ainda não seja alfabetizada, acompanhe o texto com o dedo, indicando as linhas do livro onde está lendo. Para as crianças alfabetizadas, estimule-as a ler trechos, falas de personagens, por exemplo.
– Se perceber que a criança está cansada, interrompa a leitura e retorne a ela em outro momento.
– Contextualize com a criança a história quando terminar de conta-la. Procure saber o que ela achou da história – se concordou com o final ou se gostaria de criar outro para a história. Fazendo isso, você estará ajudando a criança a desenvolver o senso crítico.
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