Embora o investimento seja direcionado aos filhos, muitos dos pais optam por fazer os aportes em seu próprio nome

8 atitudes que pais de filhos bem-sucedidos têm em comum

Uma preocupação constante dos pais é o futuro de seus filhos e isso inclui a segurança financeira. A incerteza sobre o futuro econômico do país e a situação do mercado de trabalho dos próprios pais daqui a alguns anos tem elevado a procura por investimentos para as crianças. Conforme o diretor de investimentos da Azimut Brasil Wealth Management, Luiz Nazareth, houve um crescimento por esse tipo de demanda nos últimos 12 meses. A tendência pode ser pelo ambiente regulatório, porque foi reduzida a idade mínima para incluir dependentes no imposto de renda, ou ainda devido à nova geração estar mais preocupada com o futuro financeiro de seus herdeiros.

“Temos notado uma maior preocupação dos pais com os filhos. Eles estão em busca de algo um pouco mais focado e desenhado para os clientes com filhos. Essa percepção de aumento da demanda vai de encontro com o cenário mais conturbado no Brasil”, conta.

A discussão sobre a reforma da previdência também tem pesado sobre a decisão de investimentos desses pais, segundo Nazareth. O principal objetivo demonstrado por eles para o investimento é o custeio do ensino superior.

“Eles querem manter a qualidade do ensino dos filhos ao longo do tempo. Alguns pensam em compra de imóveis no futuro, mas majoritariamente os investimentos são voltados para os estudos e também intercâmbio”, explica o diretor da Azimut.

Embora o investimento seja direcionado aos filhos, muitos dos pais optam por fazer os aportes em seu próprio nome. “Se, eventualmente, o filho entrar numa universidade pública, ele pode investir em outra coisa para os filhos ou até mesmo usar em benefício próprio”, conta Nazareth.

O especialista destaca que a Receita Federal permitiu na declaração deste ano do imposto de renda que doações de até R$ 40 mil não fossem tributadas – esse valor é corrigido a cada ano –, o que também estimula o repasse de dinheiro dos pais para os filhos.

Onde investir?

Os investimentos indicados para esses pais variam conforme o perfil de investidor deles, prazo para resgate, idade do filho, aportes que serão feitos ao longo dos anos, etc. “A ideia é de que haja um mix de produtos para compor esse planejamento”, diz Nazareth.

Fundos de previdência privada PGBL (Plano Gerador de benefício Livre) e VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) são algumas opções disponíveis e, dependendo do perfil do investidor, fundos de ações e multimercados também entram no portfólio.

Ativos atrelados ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), como alguns títulos do Tesouro Direto, são recomendados. “Existe uma gama de ativos de longuíssimos prazo que protege o poder de compra do cidadão”, diz Nazareth.

“Hoje majoritariamente os pais tem escolhido previdência privada e títulos indexados à inflação e o componente multimercados líquidos e ações entram de forma mais estratégica”, acrescenta.

Sobre o momento para iniciar esses investimentos, Nazareth explica que há procura até para recém nascidos, mas pais de crianças de um a cinco anos são os mais comuns.

“Pra abrir planejamento de longuíssimo prazo, os pais precisam ter clareza de seus objetivos. Se começarem a furar no meio do caminho não vão conseguir alcançá-lo”, afirma Nazareth, que explica não ter valor mínimo para que os pais comecem a investir pensando no colchão financeiro dos filhos.

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Até o próximo post.

A mesada estimula os filhos a planejar, poupar e conquistar, além de preparar para lidar com as frustrações de desejar algo e não ter recursos financeiros para adquirir.

Com os ensinamentos da mesada os pais conseguem enfrentar o dilema do equilíbrio entre dar o melhor a seus filhos e ensiná-los a valorizarem o que já possuem.
O grande estímulo é mostrar que o dinheiro é um recurso limitado, é preciso diferenciar o que são necessidades e o que são desejos.
Assim a mesada torna-se um excelente instrumento de educação financeira. Através dela a criança pode aprender a lidar com o desapontamento de querer algo para o qual não tem dinheiro e aprender a esperar e poupar para atingir esta meta.

Muitos pais tem dúvidas em relação à mesada, as quais pairam sobre quando começar a dar, quanto e com qual periodicidade.
Álvaro Modernell, especialista em educação financeira infantil e autor de livros sobre assunto, responde as perguntas mais frequentes em entrevista ao Dinheirama.

Confira a seguir:

Há uma idade ideal para começar a dar mesada?

Álvaro Modernell: Depende bastante da maturidade da criança e do estilo de vida da família, mas em geral vejo a faixa entre 6 e 7 anos como o melhor período, pois é a idade em que as crianças começam a ser alfabetizadas e passam a lidar mais intensamente com números. É bom quando a criança pede ou sugere, assim valorizam mais, ficam mais receptivas às orientações e sentem que estão conquistando algo.

Quanto dar de mesada? Cada faixa etária deve receber um valor diferente?

A.M.: Não há valor definido ou fórmula que funcione adequadamente para todos os perfis de famílias. Os pais devem observar as possibilidades de seu orçamento, os hábitos da criança e da família e a partir desse ponto buscar um parâmetro para iniciar.

Porém, é importante ressaltar que mesmo que haja a possibilidade de dar uma mesada alta, isso deve ser evitado. Em termos de educação financeira, a escassez ensina mais do que a fartura e em caso de eventual aperto financeiro da família as crianças não sentirão tanto.

É interessante que os pais conversem com os pais dos amigos mais próximos de seus filhos e tirem uma média, um valor parecido, assim não fica um valor exorbitante, mas também não frustra a criança com um valor muito baixo.

Além do valor, devem ser combinadas, acompanhadas e respeitadas pelas duas partes a periodicidade e as regras de pagamento e uso.

O dinheiro do lanche escolar deve estar incluído na mesada?

A. M.: Na infância, não. O dinheiro do lanche nunca deve estar incluído na mesada porque se corre o risco de a criança deixar de comer para não gastar o seu dinheiro.

Caso a família opte por dar dinheiro às crianças para comprar lanche na escola, os valores devem ser separados da mesada e, caso a criança opte por não comer naquele dia ou se sobrar troco, deve ser devolvido aos pais. Para adolescentes, isso pode acontecer, mas também com regras claras.

E condicionar a mesada com o desempenho escolar?

A. M.: Também não é recomendável! Isso pode estimular uma mentalidade mercenária. A criança pode cair de produção em um período sabendo que, mais adiante, com uma melhora nas notas, receberá uma recompensa financeira.

Além disso, encontramos casos de pais que terceirizaram ao dinheiro a responsabilidade pelo acompanhamento das tarefas e desempenho escolar, o que efetivamente é bastante prejudicial à educação infantil.

Como os pais devem pagar a mesada?

A. M.: Embora tenha o nome mesada, o ideal para as crianças menores é que não seja mensal, pois elas ainda têm dificuldade para lidar com horizontes temporais distantes. No início, dos 6 aos 8 anos, sugiro periodicidade semanal. Entre 8 e 10 anos pode-se optar por um período de transição, com a quinzenada.

A partir dos 10 ou 11 anos, conforme a maturidade da criança, pode-se estabelecer a mesada propriamente dita, com a periodicidade mensal, que será a da maioria dos ciclos financeiros que irão vivenciar na vida adulta.

É importante também que os pais mantenham as decisões a partir do momento que decidirem dar a mesada, como pagar no dia e no valor acordados. Mesada é coisa séria! E, se possível, devem pagar com dinheiro trocado, estimulando-as a poupar uma parte sempre que receberem algum dinheiro.

Qual a principal lição que fica para a criança e para os pais que optam pela mesada?

A. M.: Para as crianças ficarão experiências, aprendizados com erros e acertos, terão que fazer escolhas, conviver com limites. Aprenderão a controlar, pesquisar preços, a poupar, a planejar compras. Muitas vão desenvolver habilidades, atitudes e posturas importantes para que, quando adultas, tenham uma vida financeira tranquila e com boas perspectivas.

Para os pais, a percepção de que não basta dar o instrumento – a mesada. Precisarão dar também orientações e educação financeira propriamente dita. Também perceberão que é mais econômico e mais produtivo estabelecer limites para os filhos também nas questões financeiras.
Fonte: http://dinheirama.com/blog/2015/10/19/mesada-ensina-crianca-planejar-poupar-conquistar

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Leia também:

Regras da mesada
http://defendaseudinheiro.com.br/regras-da-mesada

Até o próximo post.