Uma planejadora financeira e mãe ensina a transformar os filhos a se transformar em gênios do dinheiro, conforme entrevista ao portal Business Insider.
As lições podem ser ensinadas desde os três anos de idade, ela diz.

Regras da mesada

Para conseguir criar uma consciência financeira nas crianças precisa de bastante trabalho, embora muitas vezes não pareça uma prioridade, pode ser fundamental para o futuro deles. Beth Kobliner, planejadora financeira há 30 anos e escritora do livro “Make Your Kid a Money Genius (Even if You’re Not): A Parent’s guide for kids 3 to 23”, numa tradução livre, “Faça do seu filho um gênio do dinheiro – Mesmo que você não o seja: Um guia para pais com crianças de 3 a 23 anos”, explica que os pais são as maiores influências no comportamento financeiro de seus filhos. Segundo ela, as lições que são ensinadas às crianças aos sete anos de idade podem determinar seus hábitos de consumo pelo resto da vida.

The No. 1 money lesson to teach your kid, according to a mom of 3 who’s been writing about finance for nearly 30 years

Mãe de três filhos, Beth explica que a melhor forma de encaminhar as crianças para o sucesso financeiro é ensiná-las o conceito de gratificação tardia. “Eu acho que a lição número um é esperar”, disse em entrevista ao Business Insider. “Economizar e esperar por algo que você quer é a principal chave para aprender o valor do dinheiro – isso se for possível atrasar tal recompensa”.

Beth Kobliner

Série e Livro: Socorro! Meu filho come mal

Para ela, a melhor forma de ajudar as crianças a desenvolverem esse hábito é guardar uma quantia por algo que elas querem muito. “Ao invés de comprar um lanchinho todos os dias depois da escola, você pega um dólar e coloca em uma conta, ou até mesmo em um cofrinho na sua sala de estar. Esse dinheiro, por sua vez, será economizado para ser utilizado para um bem maior, como para comprar um conjunto de Lego, melhores lanchinhos, etc.”. Essa técnica, na opinião da especialista, faz com que as crianças tenham uma visão mais concreta sobre o que é necessário fazer para economizar dinheiro no longo prazo.

De acordo com a planejadora financeira, é possível ensinar esse conceito para crianças desde os três anos de idade. A abordagem inicial, por sua vez, não precisa estar relacionada ao dinheiro, mas pode ser feita sobre o tempo e a paciência necessários para esperar por um aniversário, feriado, ou até mesmo pela vez da criança na fila do brinquedo. “Pesquisas mostram que crianças realmente entendem os conceitos de trocas e valores, então acredito que ‘esperar’ é realmente o ponto chave”, diz.

Até mais.

Tendo um bom planejamento financeiro, é possível juntar bastante dinheiro em pouco menos de duas décadas para ajudar aquele filho merecedor da “ajudinha” quando completar seus 17/18 anos e for ingressar na faculdade.

A maior parte dos pais se preocupa com o futuro financeiro e profissional de seus filhos. Com disciplina financeira, é possível se organizar e garantir que seu filho comece a vida adulta com um bom dinheiro, seja para pagar sua universidade, um carro ou mesmo dar entrada em um apartamento.

Veja também:

Mesada: aprender a poupar, planejar e conquistar

Assessor de investimentos da Confiança Investimentos, Nathaniel Bloomfield, calculou quanto seria necessário investir por mês para acumular R$ 100 mil ou R$ 200 mil em valores reais em um prazo de 18 anos.

Regras da mesada

Pensando em uma rentabilidade de 105% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), com uma inflação de 7,36% ao ano, é preciso investir R$ 476,72 por mês para conseguir chegar em R$ 200 mil em 18 anos já prevendo os efeitos da inflação. Para um valor de R$ 100 mil, é preciso aplicar mensalmente R$ 238,36 todo mês, calcula Nathaniel.

Para investir, existem diversas aplicações conservadoras ou moderadas que podem ser boas escolhas. Entre elas, está o Tesouro Direto, programa de compra e venda de títulos públicos do governo federal, que, na teoria, é o investimento mais seguro que existe no país e conta com vários títulos com prazos e rentabilidades diferentes.

Além disso, ainda existem os fundos multimercados, fundos de renda fixa e fundos DI que podem ser alternativas interessantes para o investidor. Na renda fixa, ainda há os CDB (Certificados de Depósito Bancário), LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e LCA (Letras de Crédito do Agronegócio) como opções de investimento.

Veja quanto investir por mês para dar R$ 100 mil a seu filho quando ele fizer 18 anos
m.infomoney.com.br/onde-investir/renda-fixa/noticia/5552103/veja-quanto-investir-por-mes-para-dar-100-mil-seu

Até o próximo post.

A mesada estimula os filhos a planejar, poupar e conquistar, além de preparar para lidar com as frustrações de desejar algo e não ter recursos financeiros para adquirir.

Com os ensinamentos da mesada os pais conseguem enfrentar o dilema do equilíbrio entre dar o melhor a seus filhos e ensiná-los a valorizarem o que já possuem.
O grande estímulo é mostrar que o dinheiro é um recurso limitado, é preciso diferenciar o que são necessidades e o que são desejos.
Assim a mesada torna-se um excelente instrumento de educação financeira. Através dela a criança pode aprender a lidar com o desapontamento de querer algo para o qual não tem dinheiro e aprender a esperar e poupar para atingir esta meta.

Muitos pais tem dúvidas em relação à mesada, as quais pairam sobre quando começar a dar, quanto e com qual periodicidade.
Álvaro Modernell, especialista em educação financeira infantil e autor de livros sobre assunto, responde as perguntas mais frequentes em entrevista ao Dinheirama.

Confira a seguir:

Há uma idade ideal para começar a dar mesada?

Álvaro Modernell: Depende bastante da maturidade da criança e do estilo de vida da família, mas em geral vejo a faixa entre 6 e 7 anos como o melhor período, pois é a idade em que as crianças começam a ser alfabetizadas e passam a lidar mais intensamente com números. É bom quando a criança pede ou sugere, assim valorizam mais, ficam mais receptivas às orientações e sentem que estão conquistando algo.

Quanto dar de mesada? Cada faixa etária deve receber um valor diferente?

A.M.: Não há valor definido ou fórmula que funcione adequadamente para todos os perfis de famílias. Os pais devem observar as possibilidades de seu orçamento, os hábitos da criança e da família e a partir desse ponto buscar um parâmetro para iniciar.

Porém, é importante ressaltar que mesmo que haja a possibilidade de dar uma mesada alta, isso deve ser evitado. Em termos de educação financeira, a escassez ensina mais do que a fartura e em caso de eventual aperto financeiro da família as crianças não sentirão tanto.

É interessante que os pais conversem com os pais dos amigos mais próximos de seus filhos e tirem uma média, um valor parecido, assim não fica um valor exorbitante, mas também não frustra a criança com um valor muito baixo.

Além do valor, devem ser combinadas, acompanhadas e respeitadas pelas duas partes a periodicidade e as regras de pagamento e uso.

O dinheiro do lanche escolar deve estar incluído na mesada?

A. M.: Na infância, não. O dinheiro do lanche nunca deve estar incluído na mesada porque se corre o risco de a criança deixar de comer para não gastar o seu dinheiro.

Caso a família opte por dar dinheiro às crianças para comprar lanche na escola, os valores devem ser separados da mesada e, caso a criança opte por não comer naquele dia ou se sobrar troco, deve ser devolvido aos pais. Para adolescentes, isso pode acontecer, mas também com regras claras.

E condicionar a mesada com o desempenho escolar?

A. M.: Também não é recomendável! Isso pode estimular uma mentalidade mercenária. A criança pode cair de produção em um período sabendo que, mais adiante, com uma melhora nas notas, receberá uma recompensa financeira.

Além disso, encontramos casos de pais que terceirizaram ao dinheiro a responsabilidade pelo acompanhamento das tarefas e desempenho escolar, o que efetivamente é bastante prejudicial à educação infantil.

Como os pais devem pagar a mesada?

A. M.: Embora tenha o nome mesada, o ideal para as crianças menores é que não seja mensal, pois elas ainda têm dificuldade para lidar com horizontes temporais distantes. No início, dos 6 aos 8 anos, sugiro periodicidade semanal. Entre 8 e 10 anos pode-se optar por um período de transição, com a quinzenada.

A partir dos 10 ou 11 anos, conforme a maturidade da criança, pode-se estabelecer a mesada propriamente dita, com a periodicidade mensal, que será a da maioria dos ciclos financeiros que irão vivenciar na vida adulta.

É importante também que os pais mantenham as decisões a partir do momento que decidirem dar a mesada, como pagar no dia e no valor acordados. Mesada é coisa séria! E, se possível, devem pagar com dinheiro trocado, estimulando-as a poupar uma parte sempre que receberem algum dinheiro.

Qual a principal lição que fica para a criança e para os pais que optam pela mesada?

A. M.: Para as crianças ficarão experiências, aprendizados com erros e acertos, terão que fazer escolhas, conviver com limites. Aprenderão a controlar, pesquisar preços, a poupar, a planejar compras. Muitas vão desenvolver habilidades, atitudes e posturas importantes para que, quando adultas, tenham uma vida financeira tranquila e com boas perspectivas.

Para os pais, a percepção de que não basta dar o instrumento – a mesada. Precisarão dar também orientações e educação financeira propriamente dita. Também perceberão que é mais econômico e mais produtivo estabelecer limites para os filhos também nas questões financeiras.
Fonte: http://dinheirama.com/blog/2015/10/19/mesada-ensina-crianca-planejar-poupar-conquistar

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Leia também:

Regras da mesada
http://defendaseudinheiro.com.br/regras-da-mesada

Até o próximo post.

Seriam os pais mais propensos a dar dinheiro aos filhos do que as mães? Quando se trata de dinheiro, homens e mulheres agem de maneira diferente com os filhos conforme aponta uma pesquisa da empresa Ameriprise Financial, dados são do jornal Daily Mail nos Estados Unidos. Os pais são mais propensos a dar dinheiro, enquanto as mães tendem a distribuir conselhos financeiros.

Este levantamento contou com dados de 1600 pessoas nascidas entre 1946 e 1964, 300 de seus pais e 300 filhos com mais de 18 anos. Constatou que 93% dos homens na faixa dos 50 a 70 anos contribuíram de alguma forma com aquisições dos jovens, sendo que 58% tinham colaborado com a compra do carro deles, em comparação com 48% das mulheres.

Quanto ao planejamento familiar, 54% das mães contra 45% dos pais conversaram com os seus pais ou filhos sobre as finanças, enquanto 59% delas e 46% deles discutiram sobre questões familiares. As representantes do sexo feminino também estavam mais confortáveis ao falar sobre suas próprias situações financeiras do que os seus maridos e tendem a escolher as filhas para esse tipo de conversa. Na pesquisa também foi possível observar que os números demonstram os pais tendo maior probabilidade de ajudar os filhos a comprar um carro e a pagar o seguro. Dá a entender que esses homens aprenderam com a geração silenciosa dos seus pais, que também era mais propensa a ajudar seus filhos a comprar os mesmos tipos de coisas. Além disto as conversas entre os membros da família são essenciais para manter a situação econômica transparente e simples. Ao manter conversas regulares e abertas com o seu cônjuge e sua família, você estará ajudando a garantir que as decisões que está tomando são as certas para todos os envolvidos.

Fonte de consulta: http://vidaeestilo.terra.com.br/homem/pais-sao-mais-propensos-a-dar-dinheiro-aos-filhos-diz-estudo,4d2a826e9ca08310VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html

Confira também este site dedicado ao assunto finanças pessoais e educação financeira:
http://defendaseudinheiro.com.br

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Até mais pessoal.