As creches, escolinhas e escolas se transformam em um local desconhecido para as crianças no início do ano escolar quando os pais fazem a transferência do aluno. Eles precisarão adaptar aos horários, regras, rotinas, professores e novos colegas de classe. É muita novidade e isto pode tornar o novo ambiente em um cenário assustador, fato que pode implicar naquela tradicional manha, cenas na porta da escola e até mesmo pânico nas crianças, mas os pais podem desempenhar um papel relevante nesta fase e tentar amenizar o medo para que os filhotes enfrentem com mais segurança esta nova etapa em suas vidas.

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10 respostas sobre adaptação escolar
Como agir (e como não agir) no período de adaptação na escola, uma fase tão importante na vida do seu filho

– Adaptação à escola de crianças com 2 e 3 anos
A adaptação de uma criança de 2 a 3 anos a uma escola dependerá mais da atitude do pessoal docente e dos cuidadores do que da criança. Ela não sabe que vai à escola, mas o pessoal da escola deve estar preparado para recebê-la. Além disso, este trabalho de preparação deverá ser compartilhado com os pais.

– Como ajudar seu filho a se adaptar na nova escola
Veja como você pode lidar com as dificuldades dos primeiros dias de aula

Professores novos e o ambiente diferente são as principais queixas das crianças

Até o próximo post.

Os terríveis 2 anos (terrible twos) na verdade podem começar aos 18 meses e se estender até os 4 anos. Todas as crianças passam por essa fase, mas algumas com mais intensidade, outras menos.

“Eu não gosto de chamar essa fase de “terrible”. Deveríamos pensar que bom! A criança ao passar por esse período, demonstra que está se desenvolvendo de forma saudável, se diferenciando, percebendo seus desejos, percebendo o outro e o mundo à sua volta”, diz a psicóloga Daniella Freixo de Faria, mãe de Maria Eduarda e Maria Luisa. Ok, pode não ser terrível pra eles, mas é terrível para a gente, que fica exausta e sem saber o que fazer diante de um chilique!

“A criança sente que tem que batalhar para que seus desejos sejam atendidos e faz isso a qualquer custo. Por isso aparecem muitas birras. A lista de desejos é voraz, incessante e não tem fim. Nosso importante papel como educadores é ensinar o “não”, a espera, o outro. Nós somos os primeiros “outros” na vida dos pequenos, diz Daniella.

Nós, adultos, também temos uma lista voraz de desejos, mas sabemos filtrar os mais importantes dos menos importantes, e sabemos transformá-los em projetos para, aí sim, com dedicação, espera e esforço, tentar conquista-los. Sabemos que esses sonhos podem não acontecer e que podemos nos frustrar. Seu filho ainda não tem essas habilidades. Esse é o grande aprendizado que tem início nessa fase da vida e que será exercitado sempre, cm vitórias e frustrações.

Muita coisa acontece com a criança quando ela completa 2 anos: ganha autonomia; aprende que é uma pessoa diferente dos Pais e tem vontades próprias; entra na escola; e, muitas vezes, ganha um irmãozinho. Tanta novidade é responsável pela famosa crise dos terrible twos – que, sinto muito, pode durar até os 4 anos.

Declaração de independência

Tudo isso está relacionado a alguns marcos muito importantes do desenvolvimento infantil. “A criança começa a ganhar autonomia, a falar e a andar. Aprende a dizer “não”. Os sintomas de oposição e desafio estão ligados a esse ganho de autonomia, lembra o psiquiatra da infância e da adolescência Gustavo Teixeira, pai de Pedro Henrique e João Paulo, e autor de O Reizinho da Casa (Editora Best Seller).

Agora seu filho sabe, definitivamente, que é uma pessoa e você outra. A criança está se diferenciando do adulto e tem necessidade de mostrar isso – de maneira um pouco rude, sabemos.

É como um adolescente, que precisa se distanciar do adulto (e muitas vezes discordar) para ganhar independência, para se perceber diferente, único. Ambas as fases são momentos de passagem, para ter maior autonomia. É por isso que muitos chamam esse período de a “adolescência” do bebê. Mas, calma, isso não significa que seu filho de 2 anos vai entender um papo cabeça sobre seu comportamento!

Você vai ganhar um irmãozinho! Oba!

Oba? Com todas as mudanças que ocorrem por volta dos 2 anos, é comum somar-se essa novidade, que pode ser linda para quem olha de fora, mas é um tanto complicada na cabecinha de uma criança.

Para Rachel Micheletti de Barros, a “crise” do filho Guilherme, que agora está com 3 anos e 8 meses foi agravada e prolongada pelo nascimento do irmãozinho Breno, que agora já tem 1 ano. “Gui nunca me deu trabalho e, do nada, começou a fazer birra e chorar por tudo” conta.

A criança pequena percebe o amor da mãe e do pai pela atenção que recebe. Essa é a forma como sente a sua presença. Quando essa atenção diminui pelo nascimento do irmão, por exemplo, ela pode ficar insegura do amor que antes tinha como só seu.

“Nessa idade, as crianças ficam mais distantes dos pais, seja pela entrada na escola, seja pelo nascimento de um irmão. O que elas querem é chamar a atenção, e fazem isso aprontando: se jogam no chão, por exemplo”, diz o pediatra Claudio Len, pai de Fernando, Beatriz e Silvia. Claro: a birra costuma ser uma maneira eficaz de chamar a nossa atenção. Quando a gente larga o que está fazendo para dar uma bronca a criança consegue o que queria. “Quando você sente que a criança está chorando, fazendo birra demais, ali provavelmente existe a necessidade de dar uma atenção extra, de ficar mais perto. Sentar no chão para brincar, ver um filme junto, dar um passeio, valorizar a presença. Esses encontros trazem segurança do amor”, diz a psicóloga.

A dica do pediatra é reservar pelo menos 30 minutos por dia para ficar só com a criança. Desligar celular, TV e computador. Sentar e brincar. “Não adianta apenas ficar levando na aula de natação, no parquinho, na festinha… Os pais acham que estão dando atenção fazendo essas coisas. Na verdade não, porque lá a criança vai encontrar outras pessoas e não tem a atenção dos pais. Se a mãe ficar meia hora por dia com o filho brincando em casa, reduz a ansiedade. A criança fica mais calma”, sugere Claudio.

Terrible threes

Alguns nunca ouviram falar nos terríveis 3 anos. Outros juram que essa fase é pior do que a dos 2 anos. A verdade é que não tem uma hora exata para o comportamento típico dessa idade começar e nem para terminar, isso, claro, varia de acordo com a personalidade do seu filho e a forma como você o cria.

“Que canseira! E pensar que eu tinha medo do terrible two, mal sabia eu que o terrible three era pior… Que fase!, desabafou Monique Magalhães no Facebook. Seu pequeno Mateus, de 3 anos e 7 meses, começou a se comportar de maneira diferente ao completar 2 anos. Virou a chavinha no dia do aniversário. E foi piorando… “Ele ficou mais teimoso, mais desobediente. Parece que faz só para me contrariar, só pra não dar o braço a torcer”, conta.

Essa postura opositiva é típica nas crianças dessa idade e pode ficar ainda mais intensa, dependendo de como o adulto lida com a situação. “Quando ele corrige com o castigo, grito, o tapa ou o “se você…”, a criança constrói dentro dela a vontade e a necessidade de vencer o adulto. Até esquece qual foi a sua atitude, o foco vira vencer”, explica a psicóloga Daniella.

Em vez de entrar nesse embate, nós, pais, precisamos saber nos posicionar. Falar de maneira empática: considerar o desejo do seu filho e entender a sua vontade é muito importante, mesmo que seja para negá-la depois.

Se o embate se estabelece, adulto e criança sentem que precisam vencer, então forma-se um círculo vicioso perigoso, difícil e muito desgastante. Para vencer, o adulto precisa de cada vez mais força na hora de aplicar o castigo. A criança cria cada vez mais resistência. Por isso, provavelmente aos 3 anos as crianças têm ainda mais empenho e resistência em bancar os seus desejos e a situação parece mais difícil.

“Ao criarmos empatia e construirmos esse caminho com autoridade positiva, aplicando consequências conversando, sempre dando opções às crianças, passaremos por essa fase de forma muito mais fácil e tranquila”, sugere a psicóloga.

A Monique, mãe do Mateus, está no caminho certo: “Tento ser o mais natural e calma possível. Se fico nervosa, as coisas só pioram”. Mas ela assume: “Às vezes é difícil”. E é mesmo!

Para o psiquiatra Gustavo Teixeira, a calma também é importante para dar o exemplo. “A criança vê o comportamento de quem está perto e aprende por espelhamento. Se o pai resolve tudo com violência, ela vai assumir isso como correto”, diz.

E na hora da birra?

O maior erro é fazer aquilo que a criança quer com o objetivo de acalmá-la. Ou seja: durante um escândalo abaixe e fale calmamente para a criança que quer muito compreender o que ela precisa e que por isso vai esperar ela se acalmar para conversarem. Dado esse recado, afaste sua atenção.

De acordo com o estudo que citamos logo no começo da matéria, é possível pedir a uma criança de 2 anos que se acalme e escute o que está querendo dizer – não está fora de seu alcance entender isso.

Quando ela não consegue nada com a birra, aprende que não consegue nada com a birra. Parece óbvio, mas a gente acaba esquecendo. Quem ensina se esse chilique funciona ou não é a gente.

“O adulto pode estar a serviço da criança ou a serviço da educação da criança. Estar a serviço da criança é atender todos os desejos dela. Isso é perigosíssimo e faz com que o egocentrismo (que todos nós temos ao nascer) se perpetue por muito mais tempo”, diz Daniella.

Outro erro comum dos pais é desautorizar. “O pai dá a ordem, a criança faz a birra e depois o pai deixa de lado o que falou para eliminar a birra. Isso é gravíssimo. Se você premia um comportamento errado, aumenta a probabilidade de acontecer de novo no futuro”, explica o psiquiatra Gustavo. O importante é não ceder.

Mas, calma, depois da tempestade, vem a calmaria. Esa fase passa. Quando? Vai depender de como você lida com esse mar em fúria aí na sua casa. Para ele não virar um tsunami vida afora, comece a agir desde já, colocando limites, dando muito carinho, amor e atenção, ouvindo e enxergando seu filho.

Terrible twos x Terrible threes

Aos 2

– Aprende a falar Não e gosta de se opor aos pais.

– Chora quando não tem atenção ou quando seus desejos não são atendidos.

– Consegue escolher entre duas opções simples, como: “Você pega o brinquedo para o banho ou a mamãe pega?”

– Aceita ser conduzida para outra brincadeira quando está fazendo algo que não pode.

Aos 3

– Já consegue construir frases e tem mais facilidade em expressar suas vontades.

– Faz birras e grita quando não consegue o que quer.

– Consegue escolher entre opções mais elaboradas como “Você prefere banho agora, jantar e depois ter tempo para brincar; ou brincar por mais 10 minutos, depois ir para o banho, jantar e dormir?”

– Entende por que não pode fazer determinada coisa, se o adulto explicar. Também aceita ser conduzido por uma brincadeira permitida.

Razões para amar os Terrible twos

Descubra como pode ser uma idade ótima para memórias e descobertas

1 – Eles veem o melhor das pessoas. A vontade de sorrir e brincar com todo mundo pode contribuir muito para o desenvolvimento.

2 – Encontram felicidade nas pequenas coisas. São os prazeres simples que dão às crianças as maiores alegrias.

3 – Acreditam que beijos são mágicos. Seu gesto carinhoso é a ferramenta mais poderosa para o que as crianças mais precisam: amor, direção e segurança.

4 – São líderes na tomada de decisões. As vontades fortes podem deixar a mãe e o pai exaustos às vezes, mas eles são líderes naturais.

5 – Pensam fora da caixinha. Sem inibições e com a criatividade crua, eles têm seu próprio jeito de enxergar a vida.

6 – Têm espírito aventureiro. É a chance de realizar, testar limitações, pontos fortes e a capacidade de fazer as coisas acontecerem por conta própria.

7 – São pequenos ajudantes. Quando têm suas próprias tarefas, ficam felizes em ajudar os pais.

8 – Eles vivem o presente. Em vez de se preocupar com o passado, as crianças concentram no que está diante delas.

9 – Ser capaz de se emocionar é uma qualidade que muitos adultos não têm e que é fundamental.

Fonte: Passinho Inicial; Revista Pais e Filhos– Editora Manchete – Novembro/2015 – Páginas 37 a 41.

 terríveis 2 anos (terrible twos)

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Teimosia começando aparecer

Até mais.

Dentro da família os Pais são convocados a assumir diversos papeis no desenvolvimento do filho, como os de: segurança, médico, carregador de boneca, jogador de futebol, professor, gandula, goleiro, e por aí vai.

De fato, ter e criar os filhos é uma aventura. Isso porque os Pais precisam estar sempre atentos e preparados para assumir o controle de qualquer situação a qualquer momento. E, para isso, devem assumir uma função diferente, que pode ser de protetor, quando eles se sentirem em perigo; de médico, quando falar que a vacina não vai doer e ainda vai impedir que se fique doente; em professor quando houver dificuldade em alguma lição, etc.

A necessidade de se assumir diversos papeis na criação dos filhos foi tema da pesquisa de duas psicólogas, a canadense Joan Grusec, da Universidade de Toronto, e a israelense Maayan Davidov, da Universidade Hebraica de Jerusalém.

Elas identificaram algumas interações no relacionamento entre Pais e Filhos que influenciam diretamente no amadurecimento dos pequenos. Mas é preciso ficar claro, como ambas frisaram em seu estudo, que não existe um modelo de criação, mas há alterações de papeis de acordo com determinada situação da vida das crianças.

Veja algumas funções apontadas pelas especialistas:

Protetor – comumente, todos nós, quando crianças, desenvolvemos hábitos de procurar um adulto para obter ajuda com algo. Um exemplo é uma criança que chora em busca da proteção do Pai. Automaticamente, o Pai abraça a criança, o que resulta em diversos benefícios para ela também em sua fase adulta. Com o tempo, o cérebro do pequeno passa a ser “treinado” para, eventualmente, lidar com o estresse por conta própria. “Confortar um filho agitado, equivale a investir na sua cooperação futura, no seu desenvolvimento emocional positivo e seu bem-estar geral”.

Professor – é por causa dessa função que a criança aprende algumas coisas que serão usadas para sempre, como, por exemplo, a usar o vaso sanitário, a manejar talheres, a comportar-se em situações e também com sentimentos. O ensinamento deve ser realizado por etapas, sempre de forma íntima e gentil. “Depois de avaliarem o que o filho já sabe, os Pais instruem sobre o passo seguinte oferecem apoio até a criança assimilar o conteúdo transmitido. Com isso, ela não apenas absorve novos ensinamentos, como passa a compreender o quadro mais abrangente do problema.”

Disciplinador – todo Pai precisa garantir que as crianças tenham disciplina na vida. Nem sempre deve ser ligada a uma crítica ou a um castigo, mas podem ocorrer diversas ações positivas também, como o ato de elogiar um bom comportamento, por exemplo. É importante que haja equilíbrio para que a criança se sinta motivada e crie em si o senso de responsabilidade. “Se a reação dos Pais for disciplinarmente fraca, o comportamento que gerou o problema não vai mudar. Em contrapartida, o excesso de disciplina também pode prejudicar a capacidade de definir limites para si mesma!, garantem. Por isso o conselho é que o Pai entenda e conheça o seu filho suficientemente para eleger a melhor estratégia de controle. O bom uso da disciplina permite à criança crescer sabendo fazer as coisas certas por conta própria.

Participante – o ato de negar não deve ocorrer a todo o momento, é claro. Alguns desejos razoáveis devem ser atendidos pelos Pais. Isso porque as crianças ficam mais propensas a aceitar com bom ânimo algo que lhes é solicitado depois. Isso não deve ser confundido com a recompensa de gestos de cooperação, o que é um perigo enorme para a educação da criança. O correto é você atender aos pedidos que não estejam ligados com nada que lhes foi exigido. Crianças com esse tratamento tendem a ser mais felizes e a ter habilidades sociais positivas, menos problemas e menos discussões, afirmam as especialistas. Uma boa ideia é sempre participar das brincadeiras. Mesmo se for com um chá entre amigos com os pequenos, ou uma partida de videogame ou de futebol.
Fonte: Jornal Saúde Ultrafarma  – Agosto/2015 – Páginas 24 e 25.
Passinho Inicial

Leia também:

Opinião: A função dos pais é ajudar o filho a se constituir como pessoa
Para uns, os filhos fazem tudo certo, para outros, fazem tudo errado.
Ambas atitudes colaboram pouco para o desenvolvimento da criança.

http://g1.globo.com/educacao/noticia/2010/04/opiniao-funcao-dos-pais-e-ajudar-o-filho-se-constituir-como-pessoa.html
psicologapais

Até o próximo post.

Afinal de contas qual o motivo para incluir o uso do computador de maneira adequada na rotina da criançada?
Vejam este caso que surpreendente, onde o tablet está acelerando a alfabetização de um menino de pouco mais de 2 anos de idade:

10/07/2015 07h21 – Atualizado em 10/07/2015 08h06
Menino de 2 anos aprende a ler o alfabeto e a contar
Garoto de Mauá, no ABC, teve ajuda de aplicativo de celular.
Segundo especialista, tecnologia ajuda a desenvolver habilidade precoce.

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/07/menino-de-2-anos-aprende-ler-o-alfabeto-e-contar.html

Leia também:
13 perguntas e respostas sobre computadores na pré-escola
http://revistaescola.abril.com.br/formacao/10-perguntas-respostas-computadores-pre-escola-611908.shtml
INCLUSÃO DIGITAL: Já na pré-escola é importante garantir que os pequenos tenham acesso à tecnologia

Até o próximo post.

Onde o seu filhoe aprende a ficar com olhos revirados, respostas grosseiras, etc. ? Pode ser na TV, na escola, com os amiginhos ou até mesmo dentro de casa. Este artigo abaixo que pode muito bem ajudar quanto a este assunto:

“Que tal eu escolher minhas próprias roupas?” A frase soaria normal se partisse de um adolescente, mas nesse caso quem disse foi uma menina de 6 anos, que discutia com a mãe sobre o que usaria para ir à escola. Pois é, você já deve ter presenciado respostinhas, mãos nos quadris ou dedinhos em riste, como se a criança estivesse dando uma bronca em você – invertendo totalmente os papéis. Fora aquele olhar revirado para o teto, de quem parece estar impaciente (e está).

A história das roupas aconteceu de verdade e a mãe, Tasha Festel, ficou assustada. “Não foi o que ela disse que me fez sentir tão triste, foi sua atitude. Eu não podia acreditar que ela estava falando comigo daquele jeito.” Cada um lida de uma maneira diferente com as respostas atravessadas das crianças, mas esse comportamento malcriado de um serzinho que costumava ser fofo e correr para te abraçar, pode ser irritante e doloroso.

Esse tipo de atitude está começando cada vez mais cedo. “Atendo há quatro décadas e percebi que essa grosseria aumentou muito”, diz o psicólogo clínico Michael Osit, autor de Generation Text: Raising Well-Adjusted Kids in a World of Instant Everything (sem tradução em português). Ele coloca muito da culpa na mídia e na nossa cultura atual.

Surpreendentemente normal

A grosseria pode ser um jeito de a criança lidar com alguma situação em casa, mas normalmente é apenas um estágio de desenvolvimento na sua “declaração de independência”. A mesma criança que grita pode dizer “eu te amo” 20 minutos depois.

“As crianças lutam pela autonomia desde muito cedo”, explica Eileen Kennedy Moore, coautora do livro Smart Parenting for Smart Kids: Nurturing Your Child s True Potencial (sem tradução em português). Os bebês cospem a comida que não querem. Aos 2 anos, eles são os mestres em dizer “não”. Crianças em idade escolar lutam para descobrir quem são. Em cada fase, estão testando o quão forte podem ser para ter o que querem. E ultrapassam o limite. Esse cabo de guerra emocional – entre querer crescer e ainda assim continuar sendo bebê – pode desencadear um sentimento irritado e zangado com que as crianças não sabem muito bem como lidar.

Apesar de ser “normal” as crianças agirem dessa forma algumas vezes, por outro lado isso pode encorajar um comportamento desrespeitoso. Quando você está esgotado ou apressado, não quer que o tempo que passa com o seu filho seja ocupado por brigas. Mesmo sabendo que não deveria tolerar respostas sarcásticas, às vezes ignora as crises e arruma a mesa você mesma. E adia pontuações necessárias.

Não é contra você

Uns anos atrás, Dalas Louis estava tendo uma época difícil como mãe. “Um dia pedi mil vezes a Ethan, meu mais velho, com 7 anos, para que ele saísse da piscina. Ele continuou me ignorando, lançando aquele sorriso de “Eu te desafio” e afundava na água novamente”, relembra Louis, autora do livro The Mommy Diaries: How I m Survivng Parenthood Without Killing Anyone (sem tradução em português). “Quando eu finalmente o arrastei pra fora, ele gritou: “Eu te odeio!”. Eu conseguia sentir meus olhos lacrimejando. Aquilo me ofendeu muito mais do que qualquer palavrão. E me perguntei o que estava fazendo de errado.”

Embora seja difícil lidar com essas situações, certamente isso não significa que você seja uma mãe horrível. “As crianças amam seus pais”, diz Kennedy-Moore. “Às vezes elas apenas não querem desligar o videogame ou sair da piscina. Responder de volta é uma expressão da frustração e uma tática que eles esperam que vá levar ao que querem.”

Depois de um dia cheio de regras e expectativas dos adultos, crianças em idade escolar muitas vezes se sentem impotentes e irritadas. “Expressar suas opiniões com rispidez ajuda a sentirem como se tivessem algum controle sobre a própria vida”, explica a psicóloga Bronwyn B. Charlton. O problema é que as habilidades sociais infantis não alcançam as habilidades verbais. “Tato não é parte do repertório deles”, acrescenta. “Eles não entendem como expressar seus “grandes” sentimentos calmamente sem machucar ninguém – apenas se você ensiná-los.”

Lembre-se: eles são crianças, e o adulto aqui é você. Não é o caso de levar para o lado pessoal e muito menos responder na mesma moeda, como se fosse uma briga de escola. Veja abaixo boas maneiras de lidar com a situação:

Como resolver

– Dê o exemplo: quando você é indelicado com um garçom ou revira os olhos para as sugestões do seu marido, as crianças estão vendo.

– Não entre na batalha: quando seu filho te provoca, é normal você ser tentado a responder na mesma moeda. Mas isso é mau exemplo.

– Mostre que não gostou: diga: “Você sabe como falar comigo se quer que eu te escute”.

– Trate seu filho com respeito: com pedidos respeitosos é mais provável de obter respostas respeitosas.

– Crie um momento de aprendizado: os filhos nem sempre entendem por que suas palavras ferem. Cabe a você explicar.

– Perceba os bons momentos: Reconheça, elogie, agradeça.

Este é mais um artigo cujo objetivo é orientar e ajudar os Srs. Pais no pleno desenvolvimento dos          pequenos.

Agradecemos a atenção e estamos à disposição em caso de dúvidas.
Fonte: Revista Pais e Filhos – Ano 45 – Julho / 2014 – Página 80.
filho respondão
paisefilhos.com.br/crianca/filho-respondao

Leia também:
– O que aconteceu com a disciplina?

Até o próximo post.

A criança ter volta de 2 anos e pouco, então começa-se ter a impressão de que ele está sempre desobedecendo e você dizendo “não”? Não pense que é por maldade. Crianças desta idade fazem de tudo para demonstrar que têm vontade própria e transparecer independência.
Tente explicar como as coisas funcionam e que há motivos por trás das regras. Dizer que o fogão é perigoso porque faz um dodói horrível pode funcionar mais do que ficar repetindo o “tira a mão daí” toda hora.

Leia também:

2 anos e 3 meses: Criança em crescimento

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– Chiliques, birras e acessos de raiva

Até o próximo post.