Uma das maiores alegrias de ser pai é experimentar uma série de “primeiras vezes” com seu filho. O primeiro alimento sólido, a primeira palavra falada, o primeiro dia na escola, são eventos marcantes para os pais de primeira viagem.

Conforme o tempo vai passando, algumas dúvidas vão surgindo. E saber quando levar seu filho ao dentista pela primeira vez é uma questão muito comum. Espero nascer todos os dentes? Ou aguardo até surgir algum problema?

Quando levar a criança ao dentista pela primeira vez?

O que dizem os especialistas

O recomendado é levar a criança logo que o primeiro dente nasce, por volta dos 6 meses de idade. Mas na maioria das vezes os pais só levam seus filhos após os 2 anos de idade, que é quando já nasceram todos os dentes de leite.

O cuidado com os dentes de seu filho é super importante. A cárie pode aparecer em qualquer fase da vida, desde criança até adulto, fique atento na adolescência, quando eles querem inventar muita moda como mudar cabelo, fazer algum procedimento estético, ou fazer clareamento dental, existem algumas contra indicações no clareamento dental, nesses casos é preciso ser maior de 18 anos para realizar tal procedimento. Já quanto ao uso de aparelho ortodôntico, sim é indicado ainda que criança, quando se já tem os dentes permanentes.

Como escolher o melhor dentista para seu filho

Antes de ir correndo agendar uma consulta, leia as dicas para escolher um bom dentista:

  • Procure um dentista especialista no atendimento de crianças e que possa continuar cuidando dela até a adolescência.
  • Verifique a reputação do profissional e suas qualificações.
  • Converse com o dentista antes e avalie as habilidades dele.
  • Se possível, visite o consultório e converse com outros pais.

A primeira consulta ao dentista

Prepare seu filho para esta aventura, conte o que vai acontecer e o que deve esperar. Não demonstre ansiedade, tenha uma atitude positiva. O dentista é um novo amigo que vai ajudá-lo a ser saudável. E leve um brinquedo ou um livro para ela se distrair na sala de espera. Outra coisa, reserve bastante tempo na agenda, pois a pressa pode causar ainda mais nervosismo.

Na primeira vez que a criança for ao dentista o mais importante é que ela seja ambientada. Ela precisa conhecer a equipe e o consultório e se sentir acolhida. Geralmente o dentista vai apresentar os equipamentos para não causar sustos durante a consulta. E seu filho vai passar por um exame rápido para verificar possíveis cáries, a situação da gengiva e da mandíbula. Com o tempo as consultas vão se tornando mais completas.

É importante que se estabeleça um vínculo de confiança. Se você perceber que isto não está ocorrendo, não tenha receio de procurar outro profissional.

Como cuidar dos dentes das crianças

Além das consultas periódicas ao dentista, é importante estimular seu filho a cuidar dos dentes em casa:

  1. Ajude ele a escovar os dentes, ensinando o movimento correto.
  2. Coloque a quantidade certa de pasta de dente na escova; o ideal é o tamanho de um grão de ervilha.
  3. Compre escovas com cerdas macias e troque há cada 3 meses.
  4. Evite lanches com amido e açúcar, pois são substâncias que grudam nos dentes e provocam cáries.

Cuidados com a saúde é fundamental no dia a dia de qualquer pessoa. Não podia ser diferente para um casal, ainda que, querem ter filhos. Hoje daremos dicas de como ter mais cuidado com ela.

Saúde é um dos pilares para uma vida tranquila. Quando falamos da vida a dois, um casal unido cuida e procura zelar pela saúde um do outro. Do ponto de vista do homem, a esposa, além de companheira, representa apoio, amor, inspiração e maternidade, quando querem ter filhos.

Por isso, é válido que as duas partes do casal conheçam sobre os cuidados que precisam ser tomados no que diz respeito à saúde feminina. Seja relacionando com a gravidez ou não.

Por esse motivo preparamos este artigo com dicas práticas para que você possa se inteirar sobre o assunto.

No geral, as mulheres se cuidam mais que os homens. É, na realidade, uma das principais diferenças entre os dois sexos. De acordo com o Ministério da Saúde, o ano de 2017 registrou uma diferença de 80 milhões a mais de consultas ao médico das mulheres em relação aos homens.

No entanto, isso não pode ser motivo de diminuirmos os cuidados e as preocupações. Principalmente quando o assunto é gravidez.

Infertilidade x Boa gestação

Problemas relacionados a infertilidade podem estar presentes na vida de muitos casais. No entanto, não é motivo para alarde. Pois, na maior parte das vezes, não representam o fim para o sonho de ter uma criança.

É uma situação comum: é estimado que 15% dos casais da população mundial tenham esse tipo de problema. E a maior parte dos pares desses casos consegue o objetivo, seja por métodos tradicionais ou não.

A primeira dica para não ir de encontro a este tipo de problema é o planejamento reprodutivo. Para isso, é importante para a mulher:

– O acompanhamento pré-natal;

– Abordagens psicossociais;

– Atividades de prevenção e educação.

Tratam-se de boas práticas a ser seguidas para uma vivência sadia dessas experiências pela mulher, tanto do ponto de vista físico quanto psicológico, e para que seus objetivos sejam atingidos com tranquilidade.

No entanto, caso todas as boas práticas sejam executadas e a infertilidade ocorra, ela deve ser observada mais de perto, de ambas partes, sabe-se que variados fatores podem acarretar a infertilidade, tanto masculina, quanto feminina. É preciso estar atento a problemas hormonais ou à possibilidade de se estar frente-a-frente com algum tipo de doença.

A endometriose, por exemplo, é uma doença que tem relação com o crescimento do endométrio e em outras áreas do corpo da mulher. Alguns dos sintomas da endometriose são:

– Cólica menstrual intensa;

– Dores fortes durante as relações sexuais;

– Alterações intestinais;

– Dores para urinar durante o período menstrual.

Dentre as consequências desta doença, está a infertilidade, se não tratada inicialmente, e podendo acarretar problemas ainda maiores. E por isso o casal precisa estar atento e observar se pode vir a ser esse caso a ser enfrentado.

Preparados para uma saúde melhor

No decorrer abordamos algumas das questões que podem permear a vida de qualquer casal. Dando foco a saúde da mulher, mas não esquecendo da participação do homem na vida de sua parceira.

Se o casal planeja ter filhos, tanto o homem como a mulher precisam se preocupar com as questões apresentadas.

Portanto é importante ir ao médico com regularidade;

Realizar as boas práticas de planejamento de gravidez;

Observar se um eventual caso de infertilidade está relacionado a outros fatores.

Seguindo esses preparos, certamente contribuirão para uma vida saudável para ambos, afinal um casal deve ser união.

Gravidez saudável e a importância da saúde da mulher

Como é o ultrassom 3D?

A realização de ultrassonografias durante o seguimento pré-natal é comum. Dentre elas está o ultrassom 3D, em que a futura mamãe e o futuro papai conseguem visualizar a feição do bebê ainda no útero materno.

Mais moderno que a ultrassonografia tradicional (2D), no ultrassom 3D os pais terão uma percepção com quem o bebê se parece e se ele é portador de alguma síndrome ou malformação.

Por ser considerado um exame de função mais emotiva do que propriamente funcional ao acompanhamento pré-natal, ele não é coberto por planos e seguros saúde, tendo de ser pago pelos pais.

Essa é apenas uma das peculiaridades acerca do ultrassom 3D. Saiba mais informações sobre o exame a seguir!

Diferença do ultrassom 3D ao 2D

A diferença entre a ultrassonografia 3D para 2D está na resolução da imagem emitida pelo aparelho de ultrassom. Enquanto no 2D é visualizado uma imagem em preto e branco, em que se percebe a forma do bebê, seus órgãos e seus ossos, no ultrassom 3D a pele é captada pelo transdutor resultando em uma imagem quase 100% real.

A diferença está nos softwares que transformam a captação dos sons em imagens, que no caso do ultrassom 3D, é mais moderno e permite transformar os sons captados em imagens tridimensionais.

Além do software, para conseguir essas imagens mais nítidas é usado um transdutor arredondado, auxiliando assim a captação e transformação dos sons em imagens.

Quando ele deve ser realizado?

Diferente das demais ultrassonografias morfológicas, o ultrassom 3D deve ser realizado entre a 26ª semana até, no máximo, a 30ª semana gestacional.

Antes desse período, devida a menor presença de tecido adiposo abaixo da pele, a imagem não seria capaz de mostrar a feição do bebê.

Se passada a 30ª semana gestacional, o tamanho do bebê prejudica a visualização de seu rosto, pois o espaço para se captar as imagens está mais restrito.

Ultrassonografia 3D e possíveis diagnósticos

É importante enfatizar que o ultrassom 2D (o convencional  morfológico) atende todas as necessidades de diagnósticos durante o pré-natal. Logo, existem médicos que não solicitam o ultrassom 3D.

Em contrapartida, existem médicos que acreditam que o 3D é a forma mais efetiva de identificação das seguintes condições:

  • Lábio leporino;
  • Deformidades nas colunas do bebê;
  • Malformação cerebral;
  • Malformação em órgãos importantes como rins, coração, pulmões e intestino.

Preparo para o exame

Não existem preparos específicos para se realizar um ultrassom 3D. Pede-se apenas que a paciente tome água o suficiente para encher a bexiga, para que o órgão colabore no deslocamento do intestino e facilite assim a visualização do bebê.

É possível não ver o rosto do bebê?

Infelizmente sim. Além da qualidade do líquido amniótico mostrar-se turva durante o exame, pode ser que o bebê esconda o rosto com as mãos ou se apresente virado de costas. Ou seja, ficando impossível registrar suas feições.

Em condições favoráveis e dentro das especificações das semanas gestacionais, o ultrassom 3D é um momento emocionante na vida do casal, pois, pode-se até arriscar dizer com quem o bebê se parece.

Primeira viagem com família e primeiro filho: O que considerar na escolha do lugar para ficar?

A chegada do primeiro filho muda completamente toda a dinâmica da família, desde o dia a dia até os momentos de passeios.

No caso das viagens não é diferente: é preciso estar atento a toda uma nova estruturação como por exemplo a inclusão de malas com as coisas do bebê, a cadeirinha, o carrinho. Além disso, escolher um local para se hospedar também se torna uma tarefa um pouco mais complexa, uma vez que não será somente a qualidade da cama ou do café da manhã que determinará um bom local para se hospedar com a família e o primeiro filho. Por isso, trouxemos nesse artigo 3 dicas do que considerar na escolha do lugar para ficar. Confira!

Berço e banheira

Infelizmente nem todos os hotéis possuem estrutura suficiente para receber crianças pequenas. Por isso é importante verificar se o hotel que você está pensando em se hospedar consegue fornecer um quarto com berço. Isso porque o conforto do momento do descanso pode ser bastante incômodo se o casal já não tem o costume de dormir com o bebê na cama. Outra comodidade que pode fazer falta principalmente no caso de bebês maiores é a disponibilidade de banheiras para o momento do banho, já que por muitas vezes tomar banho com a criança no colo além de desconfortável pode ser bastante perigoso.

Mini cozinha no quarto

Um outro fator muito importante para quem viaja com bebês é o momento da mamadeira. Certamente a criança deverá acordar uma ou duas vezes na madrugada para mamar. Sendo assim, escolher quartos com mini cozinhas dentro do quarto pode ser uma grande vantagem. Nessa mizi cozinhas será possível preparar mamadeiras de forma rápida sem precisar esperar o serviço de quarto. Em sites de reservas de hospedagens como o airbnb é possível encontrar não só informações sobre preços, ou cupom de desconto do airbnb, mas também informações quanto a essa cozinha. Nessa plataforma, as chances de conseguir uma hospedagem com cozinha são, inclusive, bem maiores.

Barulho

É importante checar a quantidade de barulho no bairro ou mesmo no hotel que você vai escolher para se hospedar. Com bebês pequenos o silêncio se torna primordial uma vez que acordar a criança pode atrapalhar toda a noite de sono do casal.  Para ter acesso a esse tipo de informação é possível procurar por avaliações de pessoas que já estiveram no local, principalmente se já estiveram com crianças.

Escadas

Embora possa parecer apenas um detalhe, com o aumento da quantidade de malas e com o carrinho do bebê na bagagem a presença de um elevador à disposição pode ser primordial. Por isso, caso opte por uma acomodação sem elevador, verifique a quantidade de escadas que você precisará enfrentar e dê preferência a quartos localizados no térreo ou em andares mais baixos, exatamente para evitar escadarias.

No momento de planejar a sua viagem com a família e o primeiro filho não deixe de considerar essas dicas para escolher uma boa hospedagem. Lembre-se que um ambiente confortável para o bebê certamente será um ambiente confortável para você. Boa viagem!

Viajar com crianças pode ser um grande desafio, mas existem alguns destinos ótimos para que você possa curtir ao máximo esses momentos que se tornaram inesquecíveis para os pequenos.

Nos destinos internacionais você deverá contratar um seguro de viagem, e na hora de encontrar um bom seguro viagem cotação é a melhor forma de economizar e se prevenir de qualquer transtorno que comprometa sua viagem.

Confira 7 destinos para conhecer com os filhos e curtir bons momentos junto da sua família.

  1. Penha
  2. Talvez pelo nome da cidade você não se lembre, mas na cidade de Penha em Santa Catarina está o Beto Carrero World, considerado o maior parque temático da América Latina.

    O parque possui uma grande variedade de atrações voltadas exclusivamente ao público infantil, além de oferecer toda a estrutura necessária para que as famílias possam aproveitar ao máximo tudo que o parque tem a oferecer.

  3. Gramado
  4. Se você e sua família querem sair do roteiro das praias a serra gaúcha pode ser uma ótima opção para relaxar e curtir a família ao máximo.

    Gramado conta com uma infraestrutura completa e atrações como o zoológico, a fábrica de chocolates, passeio de pedalinho no Lago Negro, entre outras atrações para curtir com os pequenos.

  5. Lisboa
  6. Para quem vai viajar com os filhos pela primeira vez e prefere a segurança de um destino onde o idioma não seja um problema, Portugal pode ser a escolha certa.

    A capital Lisboa pode proporcionar uma viagem inesquecível para toda a família, recebendo todos de braços abertos.

    Uma das atrações mais procuradas pelas crianças que estão na cidade é o Oceanário de Lisboa, onde existem grandes tanques repletos das mais variadas espécies de corais e peixes da região.

  7. Atibaia
  8. Quem vive em São Paulo e quer apenas dar aquela escapada da rotina caótica da maior cidade do Brasil.

    Atibaia oferece muito contato com a natureza e toda a tranquilidade que uma cidade do interior pode proporcionar.

    Dependendo da época do ano é possível curtir o Festival local, que é realizado há mais de 4 décadas e atrai gente de todo o país.

  9. Paris
  10. Uma das primeiras opções de viagem para casais em lua de mel, a capital francesa também é uma excelente alternativa para quem quer conhecer todos os seus encantos com os pequenos.

    A cidade conta com muitas atrações que podem ser experiências inesquecíveis para as crianças que estão descobrindo o mundo e tudo que ele pode oferecer.

    Passeios pelos parques da cidade, turismo de barco e a subida até o topo da Torre Eiffel estão entre as principais atividades procuradas pelas famílias que chegam à cidade em busca de novas experiências para todos.

  11. Aruba
  12. Aruba

    As praias paradisíacas de Aruba, com sua areia extremamente branca tem o clima perfeito para quem quer relaxar e aproveitar a paisagem cinematográfica.

    A região possui várias praias desertas que são perfeitas para quem quer desfrutar de tudo isso ao lado da família.

  13. Orlando
  14. Impossível falar de viagem com crianças e não citar a cidade mais encantada do mundo.

    Em Orlando estão os parques da Disney e da Universal Studios, onde é possível esbarrar o tempo todo com seus personagens favoritos, sejam eles as princesas dos contos de fadas ou os ogros e robôs com caras de poucos amigos, mas que são diversão garantida para os pequenos.

    Também é possível aproveitar os brinquedos disponíveis nos vários parques espalhados pela cidade, além de curtir os shows de fogos de artifícios que acontecem diariamente.

Conclusão

Com essa lista é impossível dizer que viajar com os filhos é muito difícil, ou que existem poucos lugares onde eles poderão aproveitar ao máximo a experiência de conhecer lugares novos.

Fazer uma viagem internacional com um bebê pode ser um desafio enorme para muitos pais que ainda não passaram por essa experiência.

Fazer uma viagem internacional com um bebê pode ser um desafio enorme para muitos pais que ainda não passaram por essa experiência.

Nesse artigo vamos te dar 5 dicas para ajudar a sua viagem a ser muito mais tranquila, para você e o seu bebê.

Confira:

  1. Leve os documentos certos
  2. A apresentação de documentos incompletos ou errados na hora do embarque pode acabar com a sua viagem

    Em voos domésticos, caso a criança esteja acompanhada dos pais um documento de identidade ou a própria certidão de nascimento são suficientes para garantir o embarque sem problemas.

    Para os voos internacionais é preciso que a criança tenha um passaporte válido. Vale destacar que passaportes de crianças com menos de 5 anos tem uma validade menor, por isso é necessário estar atento.

    Também será necessário o visto de entrada no país de destino, quando solicitado.

    Para o pai que vai viajar sozinho com o bebê, é preciso carregar uma autorização por escrito em que a mãe autoriza a viagem, assinada e com firma reconhecida.

    No site do Tribunal de Justiça é possível encontrar o modelo dessa autorização.

  3. Adeque o horário do voo a rotina do bebê
  4. A maioria dos bebês fica incomodada quando sentem que sua rotina foi alterada, e para quem vai passar horas dentro de um avião um bebê mal-humorado pode ser um problema.

    Para evitar esse tipo de desconforto o ideal é fazer um plano de viagem que leve isso em consideração, principalmente no que diz respeito aos horários de sono do bebê.

    Dê preferência aos voos em horários em que normalmente o bebê esteja acostumado a dormir.

    Isso pode ajudar você e ele a terem uma viagem mais tranquila, e os demais passageiros agradecem.

  5. Tenha opções de entretenimento
  6. Crianças se sentem entediadas com facilidade e um voo de muitas horas pode ser extremamente chato para os pequenos.

    Por isso é sempre uma boa ideia carregar na sua bagagem de mão opções para distrair o bebê durante a viagem nos momentos em que for necessário.

    É uma ótima ideia ter com você os brinquedos que o bebê mais gosta, assim como novidades que podem ajudar a distraí-lo.

  7. Os cuidados com o bebê continuam os mesmos
  8. Não é porque vocês estão em uma viagem que os cuidados com o bebê devem ser deixados de lado. Muita gente simplesmente esquece que mesmo durante o voo o bebê tem as suas necessidades, que precisam ser supridas.

    Esteja sempre preparado com alimentos para as horas em que ele manifestar que tem fome. Papinhas e mamadeiras podem ser excelentes para acalmar os ânimos dos bebês mais agitados.

    Se precisar aquecer o alimento, solicite aos funcionários da companhia aérea. Isso não costuma ser um problema.

    A troca de fraldas é outro ponto que deixa muitos pais confusos nessa hora, e não existe outra saída. A fralda precisa ser trocada.

    Verifique com um dos funcionários se existe um trocador no avião, ou caso prefira utilizar o seu, pergunte se há um espaço, como um banco, onde a troca pode ser feita.

  9. Cuidado com a alimentação
  10. Os bebês podem ficar curiosos ao verem que você está comendo algo diferente, e isso pode fazer com que eles queiram provar essa novidade.

    É preciso um pouco de cuidado nesse ponto, pois como eles não estão acostumados pode ser que ingerir um tipo de alimento que não faz parte da rotina acabe causando problemas, como uma diarreia.

    Se ele está acostumado a experimentar comidas diferentes provavelmente isso não será um problema, mas caso contrário é bom tentar evitar essa situação.

  11. Conclusão
  12. Com essas dicas você vai poder agendar suas próximas viagens sem medo de imprevistos e vai poder aproveitar sua viagem desde o embarque.

E você, o que pensa a respeito deste tema? Deixa a sua opinião.

Até mais.

Por que seu filho não precisa mais ser um aluno Nota 10 ?

E a escola do seu filho? Ela o está preparando para se tornar um empreendedor?

Tenho participado como palestrante e visitante em inúmeros eventos sobre educação no Brasil e no exterior e não é novidade que a temática da inclusão das tecnologias digitais na escola tomou conta das discussões nos últimos anos. A sensação que tenho, depois de acompanhar diversos painéis e conhecer de perto centenas de soluções de edtech, é que o debate sobre usar ou não tecnologia está se tornando cada vez mais inócuo e sem sentido.

Estive no mês passado no BETT, em Londres, palco anual para o lançamento e apresentação de novos produtos e serviços desenhados para revolucionar a educação.

Pelos corredores da Feira vi de tudo: realidade virtual, realidade aumentada, programas de big data e análise de dados, lousas digitais, aplicativos, kits de robótica e incontáveis soluções para estruturar escolas equipadas com as últimas tecnologias.

A edição deste ano me chamou a atenção para o que venho insistindo há algum tempo: a tecnologia já oferece um enorme arsenal de gadgets e softwares para colocar em prática uma educação inovadora; o que falta é mudar o mindset das escolas para reconhecer que a grande transformação não está no emprego da tecnologia em si, mas em entender quem é o aluno que hoje frequenta a escola, como ele pensa, quais são seus interesses e como ele aprende. Além disso, por que ensiná-lo? Para quais oportunidades profissionais, pessoais e sociais?

E se este é o cenário, será que basta somente investir em tecnologia para construir uma escola do futuro? Definitivamente, não.

A grande mudança, a meu ver, está em repensar os modelos educacionais enraizados há séculos desenhados para ter foco no currículo e ser de um único tamanho para todo mundo, ou seja, todo mundo aprendendo a mesma coisa ao mesmo tempo. A escola precisa reconhecer que está se tornando cada vez mais obsoleta e dispensável para estudantes que já nasceram sabendo como usar um smartphone e não precisam mais vestir o uniforme e ir exclusivamente à escola para aprender.

Qualquer criança ou jovem pode acessar conteúdos disponibilizados pela escola em que está matriculado, mas também em bibliotecas virtuais de outras escolas e universidades de outros países. Com o Google Maps, podem estudar geografia e conhecer o mundo. Através de video-aulas disponíveis no YouTube, conseguem aprender ou rever matérias com uma linguagem muito mais acessível aos nativos digitais. Não é preciso sair de casa para visitar museus em outros países. Através das redes sociais e de plataformas de mensagem conseguem formar grupos de estudo com alunos da sua escola ou de qualquer escola do mundo.

O momento de aprendizado não está mais restrito à sala de aula e o professor passa a ter um novo papel, o de mediador do processo de aprendizagem dos seus alunos, estimulando à pesquisa, à reflexão e à prática.

Se o aluno do século XXI precisa se preparar para atuar em profissões que sequer foram inventadas, qual a razão de nossas escolas ainda continuarem a formar para profissões que irão desaparecer? Se podem ser muito mais autodidatas e explorar habilidades que têm maior interesse em desenvolver, qual o motivo de serem obrigados a seguir uma grade curricular inflexível e a continuar estudando da mesma forma que todos os outros, sem respeitar suas individualidades e sem desenvolver suas potencialidades? Não faria mais sentido, desde o ensino fundamental, permitir que construíssem suas próprias jornadas de aprendizado e incluíssem conteúdos que têm mais relação com seus projetos de vida?

O cerne da questão não está na tecnologia, mas no entendimento de que a escola, desde os primeiros anos, deve priorizar uma educação mais empreendedora e não uma formação que irá entupir os alunos de conteúdos e conhecimentos que não levarão para vida toda.

A criança, observem, é uma empreendedora nata. Só é preciso estimular a criatividade para despertar este potencial e perceber como elas conseguem, despidas de preconceitos e amarras, pensar fora da caixa.

Já experimentou dar um brinquedo novo a uma criança e ficar observando sua reação? Faça o teste. Ela vai fazer de tudo: virar o presente de todos os lados, abrir, desmontar e remontar até cansar, não é mesmo? Isso nada mais é que o impulso criativo se manifestando da maneira mais pura e espontânea. É a busca por descobrir o mundo.

Agora, pense comigo: o que acontece quando essa criança chega à escola? Infelizmente essa liberdade criativa não é valorizada. Pelo contrário: em vez de incentivar o aprendizado prático, as escolas despejam toneladas de teorias e fórmulas sem conexão com a vida pessoal ou profissional.

O modelo educacional da era industrial foi desenhado para formar pessoas que, no futuro, vão procurar emprego, e não empreender. As futuras gerações precisam desenvolver as competências necessárias ao profissional do século XXI. O que precisamos é de uma escola que forme profissionais com espírito empreendedor, que sejam empreendedores de suas vidas.

Essa visão é importante porque, nos próximos 10 ou 15 anos, quando nossas crianças e jovens chegarem ao mercado do trabalho, o mundo corporativo será totalmente diferente do que conhecemos hoje. A economia criativa vai demandar – e isso já está acontecendo – pessoas inovadoras, visionárias e, acima de tudo, empreendedoras, resilientes e com criatividade para solucionar problemas.

Transformar este sonho em realidade passa obrigatoriamente por uma remodelação profunda dos arcaicos modelos educacionais que ainda imperam na maioria das instituições de ensino. O estudo “Perfil do Jovem Empreendedor Brasileiro” traz um alerta particularmente aos pais que leem este artigo e estão preocupados com os rumos da escola de seus filhos: entre os jovens entrevistados, 86% dizem não ter passado na escola por nenhum tipo de preparação para empreender.

O dado mostra que a formação empreendedora ainda é uma realidade distante dos bancos escolares. Para mudar isso, o primeiro passo é analisar os bons exemplos nessa área e segui-los. O Sebrae, uma das principais referências em empreendedorismo no País e que já auxiliou diversas gerações de empreendedores brasileiros, é uma boa inspiração para os educadores. Um dos projetos de formação empreendedora desenvolvidos pela instituição é realizado em Belo Horizonte.

A Escola do Sebrae na capital mineira mantém o Projeto Vitrine, que ensina os adolescentes a conceber uma empresa, da ideia inicial à elaboração do modelo de negócios. Os estudantes aprendem a trabalhar com todos os aspectos envolvidos nesse processo, como questões operacionais, mercadológicas e financeiras. Durante o projeto, eles são acompanhados por um mentor. O objetivo é preparar os alunos para que saiam da escola com conhecimento de mercado e sabendo implementar todas as etapas na construção de um novo negócio.

Precisamos virar a página. Devemos transformar de verdade as estratégias de ensino, passando a valorizar conceitos como o de aprendizagem baseada em projetos e projetos colaborativos online, abrindo as janelas da escola para um mundo de conhecimento lá fora. A tecnologia está aí e o que não falta são ferramentas para transformar de vez a educação. Só falta mesmo é deixar que os alunos coloquem as mãos na massa.

E a escola do seu filho? Ela o está preparando para se tornar um empreendedor?

Até o próximo post.

Com foco em maternidade, gravidez e saúde, portal oferece clube de benefícios gratuito, além de conteúdo exclusivo para pais.

Clube de Vantagens Eu Amo Meu Bebê

A chegada de um bebê, além de alterar muita a rotina de um casal, muda também os gastos da família desde a descoberta da gravidez. São muitos os exames de pré-natal que a futura mamãe tem de se submeter. Se o casal não conta com um plano de saúde, começam os gastos.

Também é preciso preparar a casa para a chegada do novo hóspede. Um quartinho tem de ser preparado e exige novas mobílias e uma decoração acolhedora. Todo um enxoval deve ser preparado: muitas roupinhas, agasalhos, sapatinhos, utensílios e equipamentos, como carrinho e bebê-conforto.

Com o crescimento da criança chegam novos gastos com alimentação e vestuário. Em pouco tempo é chegada a hora de se pensar na educação. E por aí vai, gastos que perduram até a vida adulta dele.

Mas ainda bem que nem todas as decisões de nossa vida se baseiam exclusivamente no aspecto financeiro.  Embora os custos de uma criança sejam altos e preocupem os pais, o número de nascimentos continua alto no Brasil. Segundo o IBGE, em 2016 foram registrados 2,79 milhões nascimentos no país.

Com o intuito de ajudar futuros papais e mamães, chega à internet o primeiro clube de vantagens voltado exclusivamente para gestantes, pais e mães: o site Eu amo meu bebê. O site é gratuito e reúne diversos descontos e promoções em produtos e serviços para a gestante e para os bebês. São mais de 70 parceiros distribuídos em 8 categorias: quarto e decoração, banho e higiene, enxoval, alimentação, para a mamãe, serviços, cursos e eventos, e entretenimento.

Os descontos estão presentes desde compras do dia-a-dia, (como a compra de fraldas com o menor preço) até de outros serviços menos recorrentes, como aluguel de itens infantis, cursos de shantala ou de primeiro socorros. Entre as lojas parceiras estão Bebê Store, Onodera, Curves, Philips Avent, Baby Gym, Casa do Brincar, Cadê Bebê, entre outros. É possível filtrar os benefícios por categoria, por loja ou mesmo pelo parceiro mais próximo da localidade do usuário (ferramenta de geolocalização disponível no site).

Além disso, o portal oferece conteúdo sobre maternidade, gravidez, saúde e primeiros cuidados com o bebê. As dicas compreendem desde o período do início da gravidez até os cinco anos de idade da criança; e tem a orientação de psicóloga, pediatra, obstetra, entre outros profissionais. Dúvidas como “Quais vacinas as gestantes podem tomar?” estão entre os vídeos mais vistos do canal no Youtube.

Com mais de 30 mil cadastrados no clube (que existe desde 2016), toda semana o site traz novidade nos benefícios. Essas e outras novidades podem ser acompanhadas no site, do blog ou através das redes sociais do Eu amo meu BebêFacebook, Instagram ou canal do Youtube.

Basta fazer o cadastro no site, gratuitamente, com o seu login do Facebook e usufruir de mais essa novidade!

Por que os filhos devem esperar?

A adoção de modelos pedagógicos ativos para que o aluno vivencie na prática o dia a dia profissional e aprenda a enfrentar desafios

A urgente necessidade de realizar profundas transformações nas metodologias de ensino para promover oportunidades de aprendizagem significativa que permitam desenvolver as competências para o Século XXI traz também o desafio inexorável de rever os ultrapassados processos de avaliação dos alunos, que ainda são julgados muito mais pelo conhecimento teórico adquirido nos bancos escolares do que por suas habilidades sócio-emocionais e a capacidade de aplicar seus saberes na prática. Nesta nova realidade educacional, os alunos devem ser avaliados por suas competências e não mais como “another brick in the wall”.

Tenho insistido que nos próximos 10 a 15 anos, quando nossas crianças e jovens estarão ingressando no mercado de trabalho, o mundo corporativo será completamente diferente do que conhecemos até hoje como fruto da revolução industrial. A economia criativa irá demandar (e já está valorizando) profissionais que sejam inovadores, visionários e, acima de tudo, empreendedores; sempre prontos a enfrentar desafios e solucionar problemas.

Se nas últimas décadas o sucesso na carreira esteve atrelado à capacidade de aprender uma profissão em determinada área (humanas, exatas ou biológicas), as novas gerações precisarão, cada vez mais, aprender a aprender, ou seja, terão que ser multicompetentes e estudar por toda vida.

A automação de funções repetitivas com o avanço da inteligência artificial irá levar ao desaparecimento de profissões milenares, que serão assumidas pelos robôs, e ao surgimento de profissões do futuro que ainda sequer somos capazes de imaginar, fazendo com que os momentos de aprendizagem não estejam mais restritos à infância e à adolescência.

Para ser competitivo, o profissional deste novo mundo precisará acompanhar continuamente a próxima invenção, a próxima tendência, o próximo mercado a eclodir. Está saindo de cena o profissional tecnicista e subindo ao palco o profissional criativo, aberto ao risco e à inovação, capaz de pensar o tempo todo ‘fora da caixa’.

Será que as políticas pedagógicas atuais estão alinhadas aos desafios desta nova sociedade digital, conectada, veloz e sedenta por enterrar antigos modelos corporativos para dar lugar a empresas com gestão horizontal, estruturas organizacionais flexíveis e, acreditem, dispostas a reconhecer o erro como combustível para a inovação?

Cabe a reflexão.

Os modelos pedagógicos de nossas escolas ainda são muito mais direcionados ao ensino teórico para passar no funil do vestibular, obrigando os alunos a decorar fórmulas matemáticas, afluentes de rios ou a morfologia dos insetos para ter depois seus conhecimentos testados e avaliados por notas que não diferenciam as vocações ou interesses individuais.

É uma avaliação cruel, que prioriza a inteligência da decoreba ao invés da inteligência criativa.

Se quiserem realmente formar nossos alunos para a economia do Século XXI, movida pelas novas tecnologias e a revolução nas relações de trabalho, precisaremos dar espaço a uma cultura ‘maker’, o ‘fazer para aprender’, desenvolvendo e implementando metodologias ativas de ensino que tirem os alunos da zona de conforto da sala de aula para desafiá-los a desenvolver projetos multidisciplinares capazes de causar impacto real e efetivo na comunidade em que vivem e, assim, trazerem significado ao aprendizado.

Convido o leitor a fazer uma experiência. Dê um brinquedo novo para uma criança e observe sua reação. Ela irá querer brincar ou desmontar, remontar, investigar o brinquedo, não é mesmo? Este impulso de querer desvendar o desconhecido, descobrir o mundo, perguntar os porquês de tudo é próprio da natureza das crianças. Elas têm um potencial criativo pronto a ser estimulado.

Mas o que a escola faz? Ao invés de priorizar um aprendizado prático, as obrigam a ingerir toneladas de teorias que terão pouca ou nenhuma aplicação na vida pessoal ou profissional. Sem motivação, se tornam reféns de livros didáticos que repetem o mesmo currículo desenhado para atender uma geração que passou a vida inteira buscando ter ‘empregabilidade’, mas que agora precisará ter ‘trabalhabilidade’.

Os profissionais que começarão suas carreiras nas próximas décadas não passarão longos anos no mesmo emprego. Ao invés disso, precisarão reunir competências para trabalhar em diferentes projetos que tragam reconhecimento e realização, que sejam éticos e sustentáveis, que ajudem a mudar o mundo para melhor.

Neste futuro breve, o fim das salas de aula como conhecemos, com um professor despejando o mesmo conteúdo para todos os alunos de forma entediante, será inevitável. E na medida em que adotarem novos formatos de ensino e abrirem suas fronteiras para o ingresso da tecnologia como ferramenta pedagógica, as escolas serão forçadas, claro, a também rever seus processos de avaliação.

Outros critérios deverão ser incorporados. Mais do que simplesmente ser avaliado se estudou para a prova (e esquecer tudo assim que entregá-la ao professor), o aluno será testado por sua força criativa e inovadora, sua capacidade de liderança, de resolver problemas e trabalhar em equipe, de se relacionar, de ter autonomia e proatividade, de aprender com os erros e dominar o uso das novas tecnologias, entre outros parâmetros.

Nesta nova escola, a avaliação deixa de ter um papel de julgar e expor o conhecimento (ou a falta dele) de um aluno para ser vista como a valorização e a validação do aprendizado. Não caberá mais premiar o aluno que tirou boa nota e crucificar o aluno que foi mal na prova. A avaliação deve ser não o fim, mas uma parte intrínseca ao processo de construção do conhecimento.

Na economia criativa e na cultura da inovação o erro é reconhecido como a melhor forma de aprender. E, da mesma forma, a escola precisa incorporar o feedback contínuo ao aluno com critérios muito além dos técnicos avaliados na prova bimestral e na prova final para conquistar uma promoção, ou, no caso, para passar de ano. O professor se despe das vestes de juiz para ser um mediador do aprendizado, fazendo um diagnóstico mais amplo das habilidades e conhecimentos do aluno. Não basta saber; é preciso fazer.

Em processos envolvendo metodologias ativas, tais como aprendizagem baseada em projetos três fatores são essenciais para alcançar resultados significativos: a curiosidade, o interesse pela pesquisa e ter uma postura cooperativa. O conteúdo não deve seguir a velha cartilha. O caminho para o aprendizado significativo está em incentivar o aluno a ser questionador, a buscar respostas para problemas identificados por ele mesmo e a atuar como um time com seus colegas.

Com fácil acesso a um oceano infinito de conteúdos disponíveis na nuvem e tendo à disposição ferramentas tecnológicas que propiciam a interação e participação ativa, estudar deixa de seguir um roteiro unidirecional enfadonho (professor – livros – aluno) para ser impulsionado por um aprendizado colaborativo pautado pelo desejo de aprender, refletir, perguntar, analisar, confrontar, revisitar e descobrir.

A adoção de modelos pedagógicos ativos para que o aluno vivencie na prática o dia a dia profissional e aprenda a enfrentar desafios, trabalhar em equipe e sob pressão, administrar o tempo e fazer sua autoavaliação, entre outras competências, torna a avaliação muito mais complexa do que simplesmente checar o gabarito, exigindo uma visão mais holística sobre o aluno. Pense nisso e lembre-se sempre: um aluno nota 10 não é necessariamente o mais preparado para o futuro.

Encerro com um pensamento de Jean Piaget:

A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe.
fonte: exame.abril.com.br/blog/crescer-em-rede/por-que-seu-filho-nao-precisa-mais-ser-um-aluno-nota-10

Mesada: aprender a poupar, planejar e conquistar

João Kepler Braga critica em livro a mesada para os filhos e explica os motivos para ir na contramão da maioria dos planejadores financeiros

Como é a relação do seu filho com o dinheiro? Este é um assunto que interessa a todos os pais, especialmente em um país como o Brasil, onde falar sobre finanças ainda é um tabu para a maioria das famílias. Se você acha que a melhor alternativa para abordar o tema com os pequenos é a adoção de mesada (ou semanada), talvez você precise rever alguns conceitos.

Pelo menos essa é a avaliação do especialista em empreendedorismo e educação financeira João Kepler Braga, que escreveu o livro “Educando filhos para empreender”, da Editora Ser Mais. Segundo ele, se por um lado a mesada ensina às crianças a ter organização, controle e disciplina, por outro passa uma sensação equivocada de que sempre haverá dinheiro garantido.

“Devemos acostumar nossos filhos à necessidade de trabalhar e não à de esperar um salário fixo no final do mês. Não haverá empregos formais para todos os jovens da nova geração, por isso a importância de ensiná-los a encontrar alternativas”, afirma.

O especialista defende que os pais se perguntem por que dar ou não mesada aos filhos. “Na sua cabeça seus motivos são claros? E para o filho, como ele recebe e reage com ao seu ponto de vista? Geralmente, os pais repassam o que viveram. Quem nunca ganhou mesada na vida, provavelmente não dará para os filhos, mas ensinará como ele poderá conseguir, porque foi assim com ele.”

Foi o que aconteceu com ele próprio. “Meus pais nunca puderam me dar tudo o que eu queria. Chegou um momento em que meus amigos tinham tudo e eu, nada. Mais para frente, quando a gente se tornou adultos, eu me vi em uma situação financeira melhor do que a de muitos deles”, conta Braga, que hoje é investidor-anjo através da Bossa Nova Investimentos, empresário e escritor.

“Saber lidar com dinheiro não é uma tarefa fácil nem para os adultos, imagine só para uma criança. Até que a gente compreenda quais são os limites e as necessidades reais, a caminhada é longa. Determinar prioridades e saber dizer não quando você deseja comprar algo, mas entende que não é o melhor momento, é o maior sinal de maturidade e controle financeiro. Para o bem do seu filho, comece a fazer isso desde cedo, não dê tudo que ele pede de forma desenfreada, porque essa atitude só irá deixá-lo cada vez mais consumista e fútil”, avalia.

Os três filhos de Braga sabem o que é e como lidar com dinheiro desde cedo. A caçula Maria Braga, de 12 anos, produz cupcakes desde os 8 anos. O Davi Braga de 15 anos, é fundador de uma startup chamada List-IT, de lista de material escolar. O filho mais velho, de 17 anos, o Theo Braga, é produtor de eventos e vende ingressos.

“Desde pequenos, sempre quis acostumá-los a não ter ‘nada garantido’ (…). Não quero meus filhos focados em ‘empregos’, os quero pensando em ‘trabalho’, o que é bem diferente”, diz. “O que eu faço em relação a dinheiro: dou o suficiente para o lanche na escola e negocio a cada momento e a cada nova necessidade. Procuro promover e nutrir valores como conquista, competição, realização, gratidão, humildade, resiliência, tenacidade, liderança e interdependência.”

Braga garante que seus filhos têm uma “vida normal”. “Eles vão para a escola, tiram boas notas, têm amigos, saem, namoram, fazem tudo o que qualquer adolescente faz”, conta. “Eu, enquanto pai, acompanho a dedicação deles para o empreendedorismo de perto e não permito que isso tome uma parcela significativa da vida deles ou os atrapalhe de alguma forma.”

O especialista concorda que o estilo de vida empreendedor também tem que respeitar a vontade dos pequenos. “Nem todo filho vai querer ser empreendedor desde pequeno ou demonstrar alguma vontade para isso, mas é importante que os pais estejam atentos para orientá-los de forma correta caso seja alguma coisa que parta deles próprios.”

Na contramão

A tese de que a mesada ou a semanada têm aspectos negativos para a formação das crianças vai na contramão do que a maioria dos planejadores financeiros defende. Para Álvaro Modernell, sócio da Mais Ativos, em vez de os pais quererem trazer as crianças para o universo adulto, é preciso fazer o caminho contrário. “Há uma tendência de querer tratar as crianças como miniadultos na hora de falar com elas sobre dinheiro, o que está errado”, diz.

Não adianta querer abordar o assunto quando chega uma conta de luz ou na hora de pagar a conta do restaurante. É a própria criança que vai determinar o timing em que a educação financeira deverá ser abordada. Por exemplo, quando ela pedir para comprar um brinquedo ou um lanche em um momento inadequado.

“Se ela quebrar um brinquedo, os pais nunca devem rapidamente substituí-lo por outro como se nada tivesse acontecido. Assim, ela começará, aos poucos, a dar valor ao dinheiro que foi gasto por aquele objeto”, afirma Modernell. “É importante explicar isso de uma forma simples. Quanto mais lúdico, maior é a chance de a ideia emplacar.”

O educador financeiro defende que as crianças devem ter o próprio dinheiro, recebido através da mesada ou semanada. E o valor vai depender de cada um. “Não há uma regra para isso. Vai depender do estilo de vida da família, da condição dos pais e da realidade de cada criança”, diz Modernell. “O que eu recomendo é que, se os pais estão em dúvida, por exemplo, se dão 10 reais ou 15 reais por semana aos filhos, eles devem optar sempre pelo menor valor”, completa.

Isso porque é, sem dúvida, muito mais fácil subir o valor da mesada/semanada lá na frente do que reduzi-lo. “Além disso, deixar as crianças com menos recursos também vai forçá-las a controlar melhor seus gastos, o que acaba sendo positivo”, explica.

O consultor financeiro e autor de livros de finanças Gustavo Cerbasi, da Mais Dinheiro, também defende a mesada. E no livro “Pais Inteligentes Enriquecem seus Filhos”, da Editora Sextante, ele recomenda a mesada como um artifício para se abordar as questões do dinheiro, visando praticar a educação financeira.

“João Kepler não pratica a mesada com seus filhos, sequer recomenda o uso do instrumento. Entretanto, sem dúvida alguma, educar filhos para empreenderem é um avanço incrível nessa proposta, mesmo que a mesada esteja ausente. O papel da mesada é meramente ter um motivo para pais e filhos conversarem sobre dinheiro”, diz.

“Quando se trata de uma educação empreendedora, esse motivo extrapola a questão financeira: pais e filhos passam a ter motivos para conversar sobre finanças, estratégia, marketing, frustrações e planos mais ambiciosos. Ou seja, trata-se de uma evolução no modelo proposto para a educação financeira”, completa o consultor, que escreve o prefácio do livro de Braga.

Até mais ver.