dia-dos-pais

Sem sombra de dúvidas a mídia é um dos fatores que impulsiona a compra em excesso. As pessoas são bombardeadas com propagandas recheadas de atrativos, mas a atenção deve ser redobrada, principalmente com os consumidores mirins.

Hoje em dia a exposição da mídia através da televisão, internet, rádio, revistas entre outros meios, remetem a um consumo exacerbado. Essa carga de informações afeta de forma direta a educação, os valores e a formação da identidade das crianças, os quais são seres em constante desenvolvimento e necessitam do acompanhamento e cuidados dos adultos, pois as influências externas da mídia podem afetá-la de forma negativa, já que os pequenos ainda não possuem um senso crítico e discernimento do que é certo e errado. Em nossa sociedade de consumo os valores deturpados são transmitidos às crianças que acabam incorporando-os como num processo natural, elas não são consumistas, mas aprendem rápido.

Há pesquisas as quais indicam que as crianças passam em média três horas e meia na frente da televisão. Este índice é preocupante nos sentidos dos efeitos que essa publicidade pode acarretar nas crianças e quais influências podem trazer a percepção e à subjetividade dos pequenos. A tentação mora ao lado e são muitas as ofertas de produtos e a propaganda tenta chamar a atenção das crianças e da família toda, que acabam desejando determinados produtos e/ou serviços, independente de possuírem condições de comprá-lo ou não. Em contrapartida muitos pais trabalham o dia todo e sentem-se culpados por não terem tempo para os filhos.

Leia mais sobre o assunto consumismo a seguir:

Dia das crianças e consumismo
crianças x consumismo

Veja também:

Vídeo documentário: PROPAGANDA

Até o próximo post.

Afinal de contas qual o motivo para incluir o uso do computador de maneira adequada na rotina da criançada?
Vejam este caso que surpreendente, onde o tablet está acelerando a alfabetização de um menino de pouco mais de 2 anos de idade:

10/07/2015 07h21 – Atualizado em 10/07/2015 08h06
Menino de 2 anos aprende a ler o alfabeto e a contar
Garoto de Mauá, no ABC, teve ajuda de aplicativo de celular.
Segundo especialista, tecnologia ajuda a desenvolver habilidade precoce.

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/07/menino-de-2-anos-aprende-ler-o-alfabeto-e-contar.html

Leia também:
13 perguntas e respostas sobre computadores na pré-escola
http://revistaescola.abril.com.br/formacao/10-perguntas-respostas-computadores-pre-escola-611908.shtml
INCLUSÃO DIGITAL: Já na pré-escola é importante garantir que os pequenos tenham acesso à tecnologia

Até o próximo post.

Este artigo tem como objetivo orientar e ajudar os pais no pleno desenvolvimento dos seus filhos. Afinal de contas, esperar para quê?

 

Impaciência, imediatismo, inquietude…Esses termos soam familiares? Nas próximas linhas, mães contam como lidam com a pressa dos filhos e especialistas explicam por que eles se comportam assim. Se na sua casa tudo tem de ser na hora, veja por que ensinar a esperar vai fazer diferença na vida das crianças agora e lá para a frente.

 

Esperar. Vai dizer que não é essa a primeira grande lição que Pais e Mães aprendem? Você ficou na expectativa para saber o sexo do bebê, pelos nove meses de gestação, pela dilatação, a primeira mamada, o engatinhar, o andar, o falar, o comer com autonomia, o ler e o escrever…Enfim, aguardar as conquistas de seu filho rumo ao crescimento. Apesar de toda a paciência que a vida requer, nem sempre esse processo é claro. Em meio à correria moderna, de um dia para o outro, os Pais podem perceber que a criança não compreende bem o significado da palavra “espera”. No vocabulário dela, tudo é para a mesma hora. E isso pode trazer consequências não só agora, mas para a vida dela lá na frente.

 

Por motivos diversos – do contato com as novas tecnologias à superproteção dos familiares – , há crianças que têm resistência para entender que tudo requer tempo e faz parte de um processo. “Meu filho, João Pedro, 2 anos e 9 meses, tem uma sede enorme de viver. Ele tem muita pressa para tudo. Eu sou calma, mas sempre trabalhei fora, o que tornou minha vida corrida. Acho que meu filho entrou nesse ritmo”, conta a advogada Lígia Cristovam de Moraes, 32 anos.

 

Ela percebe a aceleração do menino em banalidades: se a mamadeira está esquentando no micro-ondas, ele tira antes de acabar o tempo estipulado; se leva o cachorro passear, sai andando sem esperar o bichinho terminar de fazer xixi; se os Pais pedem uma pizza, começa a chorar porque quer comer na mesma hora. “Na primeira vez que isso aconteceu, eu e meu marido ficamos preocupados. Achamos que ele estava com muita fome e decidimos ir até a pizzaria. João Pedro voltou para casa com a pizza no colo, comendo no caminho. Percebemos que aquilo não estava certo”, diz Lígia.

 

Agora, ela explica ao filho que tudo tem seu tempo. “Após algumas vezes, ele tem absorvido. Mas ainda há estresse quando temos de passar por uma situação nova e que o deixa ansioso”, diz. Além da rotina corrida, a mãe acredita que outro fator contribuiu com esse comportamento: a possibilidade de ver desenhos animados no momento em que desejar, sem precisar esperar o horário de exibição. “A primeira vez que ele se deparou com os comerciais, ficou irritado, foi atrás de mim aos prantos dizendo que o desenho tinha terminado. Eu disse que o intervalo acabaria logo e que era preciso ter paciência.”

 

Geração imediatista

 

João Pedro não é o único nessa situação. Ele faz parte de uma geração que nasceu imersa no imediatismo, em uma sociedade em que as pessoas estão sempre conectadas e prontamente disponíveis para falar com as outras, em que a tecnologia reduz etapas e acelera processos e na qual não há paciência para esperar por resultados a longo prazo. Para essas crianças, é absolutamente normal compartilhar momentos nas redes sociais, escolher músicas em dispositivos de áudio, ver suas fotos na hora, assistir à TV por internet sem intervalos, obter resultados instantâneos em telas de tablets e smartphones, ver a comida ficar pronta em segundos no micro-ondas. Como não ter a impressão de que tudo deve mesmo funcionar assim, na hora que se deseja, ao mais leve toque? Para esses novos habitantes da Terra, esperar parece coisa de outra era e de outro mundo.

 

Foi o que aconteceu na casa da blogueira Annmarie Kelly-Harbaugh, 41 anos, mãe de Katie, 9, Lizzie, 5, e Henry, 2, que a  levou escrever o artigo “Why My Kids Need to Watch More TV” (Por que Meus Filhos Precisam Assistir Mais TV, em tradução livre), para o Huffington Post. Seus filhos estavam na casa dos avós e nunca mais tinham visto os programas de TV aberta. Ficaram indignados por ter de esperar o comercial passar – para eles, aquela era uma intromissão não consentida. O episódio faz Annmarie pensar sobre como seus filhos não tinham mais paciência, que viviam uma infância muito diferente da sua – que foi a de esperar pelo filme preferido, pela música na rádio, para sair com os amigos… E que seu papel como mãe era dizer: “Vá devagar”. Até mesmo para permitir que eles sejam crianças por um pouco mais de tempo.

 

Há uma corrente de estudiosos sociais que se refere aos nascidos a partir de 2010 como “Geração Alfa”. “Essa será a mais tecnológica e com maior poder de influência. Há 2,5 milhões de alfas nascendo semanalmente no mundo”, afirma à Crescer o pensador e pesquisador social australiano Mark McCrindle, que defende o uso do termo. Segundo ele, essas crianças são multitarefas e multiplataformas, ou seja, fazem mil atividades ao mesmo tempo e em diversos meios, além de terem as telas dos dispositivos eletrônicos como principal veículo de disseminação e recepção de conteúdo. Para elas, é normal viver nessa realidade de tempo fragmentada, em que podemos parar a pesquisa que estamos fazendo na internet para realizar outra tarefa, ou pausar o filme para intercalar outra atividade, ou mesmo conversar com alguém enquanto respondemos uma mensagem no celular.

 

Não bastasse toda essa enxurrada tecnológica, a vida em si está mais apressada. As famílias estão cada vez menores, com apenas um ou dois filhos. Antes, as pessoas tinham muitos irmãos, e, não raro, primos, tios e avós conviviam na mesma casa, dando suporte à educação dos menores, cada um de um jeito e na sua velocidade. As crianças podiam assistir à avó preparar um almoço, do descascar da primeira cebola ao servir na mesa, ou contar uma história no ritmo que sua memória permitia. Talvez, ajudar o avô a fazer um reparo na casa ou ver o tio confeccionar uma pipa para ela brincar mais tarde. Hoje, além da redução de processos e pessoas, boa parte dos pais e mães trabalha fora e convive menos com os filhos. “Com isso, eles se enchem de culpa e recompensam a falta de tempo atendendo a todos os seus pedidos”, argumenta o médico José Paulo Vasconcellos, do Departamento de Pediatria do Comportamento e Desenvolvimento da Sociedade Brasileira de Pediatria.

 

Segundo ele, desde o primeiro dia de vida, o bebê já é capaz de entender a espera, mas isso depende de como os pais lidam com o seu choro. Se eles pegam a criança no colo ou oferecem o peito para qualquer resmungo, estão ensinando que todas as suas solicitações devem ser atendidas de imediato. “Estamos falando da capacidade de frustração. Os pais que não deixam o filho chorar nem um pouco formam uma criança que acredita que o mundo foi criado para ela. Só que ela, certamente, enfrentará dificuldades se não entender que é apenas uma entre 7 bilhões de habitantes no mundo”, diz Vasconcellos.

 

Se esperar é complicado até para adultos, imagine para uma criança, que tem menos vivência e experiência. Que o diga o filho da professora Keudma Costa, 33 anos. Theodoro, 6, é carinhoso e amoroso, mas, nas palavras da mãe, também é imediatista, mandão e não sabe esperar. “Ao pedir algo para nós, ele sempre diz – agora”. “Quando fazemos refeições em restaurantes e ele termina, quer ir logo embora”, conta Keudma. Na opinião dela, o fato de o menino ter nascido prematuro fez com que a família tivesse cuidados excessivos e, hoje, ele não aceita a espera. “O que ele pedia, a gente dava na hora, desde um copo de água até um brinquedo. Tudo para atender às suas necessidades. Meu filho começou a achar que todos deviam viver em função dele. Na escola, a professora diz que ele não consegue ficar na fila na hora do lanche. Se não é o primeiro, faz birra”.

 

Nova atitude

 

Theodoro passa a manhã no colégio e, à tarde, sob os cuidados da babá, brinca no computador, no tablete e assiste à TV. Como já sabe ler, acessa os canais de vídeo sozinho e vê os desenhos na hora que quer. Segundo a mãe, ela e o marido conversam muito com o filho e explicam que cada coisa tem seu tempo, só eu ele responde: “Mas eu não posso esperar. É chato!”. Agora, para tentar reverter esse comportamento, os pais pararam de atender a seus desejos na hora. “A gente se preocupa muito com o tipo de adulto que vamos formar para o mundo. Queremos mudar isso. Quando ele quer algo, tenho pedido para esperar, mas dez minutos parecem intermináveis para ele.”

 

Espera é mesmo complicado. “Nascemos com um espírito de sobrevivência que nos impulsiona a resolver na hora tudo o que vemos como necessidade. Esperar só parece razoável quando temos uma visão mais abrangente da situação”, explica a psicóloga Tania Paris, presidente da Associação pela Saúde Emocional das Crianças (Asec). Ela diz que os adultos, em geral, não querem ver as crianças sofrendo e, às vezes, atropelam etapas para minimizar frustrações. Mas elas precisam descobrir maneiras de lidar com o que não as agrada. “Os pais não devem se sentir culpados por não prover os desejos na hora. O momento em que não é possível atender de imediato pode ser visto como uma oportunidade para o filho se desenvolver e encontrar meios de lidar com uma situação.”

 

Por volta de 6 anos, a criança já compreende que tudo é resultado de um processo – mas não custa praticar a espera desde cedo, em níveis crescentes da dificuldade. “É assim que se desenvolve empatia, autoestima, autonomia, perseverança, paciência e a percepção de que o mundo vai além de si”, diz Tania.

 

Uma parte desse imediatismo está relacionada às características biológicas do amadurecimento infantil, segundo o neuropediatra Antonio Carlos de Farias, do Hospital Pequeno Príncipe (PR). “Muitas crianças são impulsivas porque ainda não têm o controle inibitório da parte frontal do cérebro. Isso começa a mudar aos 4 ou 5 anos”, esclarece.

 

Caso o comportamento persista, além disso, é preciso avaliar a situação. Se ela está visivelmente estressada, sente dores recorrentes pelo corpo, apresenta fobias, não quer ir para a escola e tem medo de sair de casa, pode ser que esteja caminhando para uma patologia, explica Farias.

 

Quando isso acontece, um médico identifica o que causa a ansiedade. O problema pode ser trabalhado com terapias, esportes e tratamentos cognitivos para que a criança desenvolva habilidades como resiliência em situações adversas. Se essas medidas não funcionarem, recorre-se a medicamentos.

 

E o futuro?

 

Porém, a maioria dos casos não requer esse tipo de intervenção e está mais para uma mudança na postura dentro de casa. “O melhor que os pais podem fazer é ensinar aos filhos a lidar com as consequências de suas próprias escolhas, mas, nos últimos 20 anos, parece que nos esquecemos disso. Fazemos até a lição de casa para eles. Estamos errando. Esse comportamento, somado à atual realidade econômica (de facilidade de consumo) e à tecnologia avançada, potencializa a questão do suprimento dos desejos da criança, o que provoca distorções importantes”, explica o consultor, escritor, palestrante e estudioso de conflitos de gerações Sidnei Oliveira.

 

Ele diz que a primeira geração que recebeu uma grande dose desse protecionismo foi a Y (pessoas que hoje têm entre 15 e 35 anos). Muitos estão no mercado de trabalho e costumam querer resultados e reconhecimento imediatos. Ou seja, não têm paciência de esperar as coisas acontecerem e, até por isso, trocam mais constantemente de emprego. Mesmo satisfeitos com o trabalho, eles querem mudar – seis meses a dois anos foi o prazo dado para sair do emprego por quase metade dos entrevistados em uma pesquisa da empresa britânica de consultoria Deloitte, de 2009. É característica também dessa geração ter relacionamentos afetivos menos duradouros, com troca mais frequente de parceiros.

 

“Todo jovem é ansioso, mas a geração Y e, recentemente, a Z (menores de 15 anos), estão além do normal, pois não sabem lidar com a frustração. Só que é inevitável que se frustrem no mundo do trabalho. Precisamos de cicatrizes para crescer, pois elas trazem aprendizados. Claro que os pais não devem provoca-las trazendo sofrimento, mas também não podem proteger seus filhos de tudo”, defende Oliveira.

 

Segundo o escritor, para criar adultos equilibrados, os pais precisam explicar que não são seus assistentes pessoais. Isso significa que, se eles não fizerem a lição ou esquecerem de anotar o conteúdo da prova, terão de arcar com as consequências. No caso das mais novas, uma forma de aprenderem sobre causa e efeito, e ganharem responsabilidade, por exemplo, é deixar com que procurem pelos seus brinquedos ou naninhas antes de os pais pararem tudo o que estão fazendo para encontrar o objeto no lugar do filho.

 

Ensinar a esperar

 

Atitudes simples como essas já ajudam a amenizar o imediatismo e a ansiedade das crianças. Muitas vezes, o que elas querem ao pedir algo e exigir que seja feito naquela hora é simplesmente chamar a atenção dos pais. E se elas sempre são atendidas de imediato, o recado que recebem é exatamente este: é só pedir para ganhar. “Não é preciso dar presentes caros e a todo o momento para que uma criança goste dos adultos nem para compensar alguma culpa. Bastam atitudes simples no dia a dia que fortaleçam o vínculo, como ler uma história, brincar no chão, fazer cócegas e dar atenção a ela”, explica o pediatra Vasconcellos.

 

A tática da pedagoga Cristine Flores, 27 anos, para deixar o filho Cristóvão, 2 anos e 9 meses, mais calmo é a conversa: ela explica que existe hora para tudo. As situações campeãs de impaciência são quando ele quer brincar na praça e ir embora de restaurantes. “A comunicação, geralmente, funciona. Mas utilizo também outros recursos. Para ensinar sobre o horário de dormir, por exemplo, comprei um livro sobre a rotina de um urso até a hora de ir para cama. Depois da leitura, fazíamos um exercício de lembrar tudo que meu filho havia feito naquele dia e eu dizia que outras coisas legais aconteceriam no dia seguinte, mas, para isso, era necessário dormir. Agora ele entendeu”, conta Cristine.

 

Limitar o acesso aos jogos eletrônicos também é uma atitude que pode reduzir a impulsividade e a ansiedade. É claro, há games que têm abordagens e desafios interessantes para as crianças, mas os que contém violência podem piorar a situação. Vale salientar a recomendação médica da Academia Americana de Pediatria: até os 2 anos. Evitar o contato com as telas e, depois disso, o uso diário se limita a, no máximo, duas horas. “Essa primeira fase da vida é muito sensorial. Correr, pegar, cheirar e testar os sentidos melhoram as conexões cerebrais”, diz o neuropediatra Farias. O alerta da Agência Inglesa de Saúde Pública é que crianças que passam muito tempo na frente de gadgets tendem a ter mais estresse, ansiedade e depressão.

 

O uso das telas deve ser sempre moderado e intercalado com brincadeiras fora do mundo virtual. Passar horas seguidas sentado jogando, nem pensar. E, à noite, próximo à hora de dormir, é preferível evitar. “O uso noturno é um forte estímulo para distúrbios do sono”, alerta Farias. Um estudo da universidade canadense Dalhousie comprovou que a presença da televisão, computador, videogame e outros eletrônicos no quarto contribuem para a ansiedade e inibem o sono. A pesquisa mostrou que o cérebro relaciona o quarto com esses objetos a um local de lazer em vez de descanso.

 

Táticas para acalmar

 

Outra opção contra o imediatismo é a ioga. Pesquisadores da universidade alemã de Leipzig estudaram 48 crianças de 10 anos e descobriram que a ioga melhora o equilíbrio emocional e diminui os medos, o sentimento de desamparo e a agressividade. “Com a prática, os exercícios respiratórios ajudam na concentração”, explica João Carlos Soares, criador do projeto Yoga com Histórias, que se apoia em narrativas para estimular a ioga entre as crianças. Focadas no exercício que estão fazendo, elas aprendem a se concentrar no momento que estão vivenciando e a perceber melhor o ambiente, sem ansiedade, dando a cada atividade o tempo necessário para ser realizada.

 

Soares afirma que a prática pode começar aos 4 anos. A princípio, as aulas duram, no máximo, 30 minutos. “O ideal seria praticar todos os dias, mas duas vezes por semana é um bom começo”, diz. Na casa da pedagoga e professora de ioga Cassia Parmeggiani, 32, a prática faz parte da rotina. “Quando a criança faz birra, ela é ótima para acalmar. Antes de dormir e das provas, também ajuda. Funciona muito com os meus filhos. Sinto que a prática e as leituras de livros relacionados ao tema os deixaram mais concentrados na escola e nas atividades do dia a dia”, relata ela, que é mãe de Kyron, 4 anos, e madrasta de Mirko, 13.

 

Na tentativa de acalmar os pequenos, vale também testar a meditação. A ONG gaúcha Mente Viva acredita no poder dessa prática para melhorar a qualidade de vida infantil e difunde o método em escolas. “Pais e professores relatam que os alunos começaram a se colocar mais no lugar do outro e a refletir antes de tomar alguma atitude”, afirma Roberto Matheus Durli, diretor administrativo da ONG, eu já atendeu mais de 150 escolas em todo o país.

 

Lúcio Sausen, diretor da Escola Estadual Hiroshima, em Eldorado do Sul (RS), conta que desse que o projeto começou, há quatro anos, houve grande melhora na convivência entre os estudantes – em sala, eles ficaram mais tranquilos e no recreio, menos agitados. “As brincadeiras mudaram. Antes, a preferida era bandido e polícia e eles ficavam medindo forças. Agora, jogam bola, brincam de esconde-esconde e se divertem com jogo de tabuleiro.”

 

Um estudo recente feito nas escolas de Gramado (RS) que aderiram à meditação comprova que a prática auxilia diversos aspectos nas crianças. “Elas melhoram o vocabulário e a velocidade de pensamento, prestam mais atenção e conseguem entender melhor informações implícitas nas conversas”, relata Hosana Alves Gonçalves, uma das autoras do estudo e mestranda da PUC-RS.

 

Conversas, brincadeiras, ioga, meditação, esporte, livros… Independentemente dos métodos para promover bem estar emocional nas crianças e diminuir a ansiedade e a impaciência delas, tenha em mente que é preciso fortalecer sua autoridade como pai ou mãe. “Os pais precisam saber que têm o direito de falar não”, afirma o pediatra Vasconcellos. “Eles devem ponderar e dizer, de vez em quando: Filho, eu te amo, mas você não vai ter o que quer neste momento.” Que tal tentar?

 

Seis dicas para dar às crianças noção de tempo

 

Seu filho acha que um ano passa em dez minutos? Confira as sugestões de Zena Eisenberg, especialista em educação infantil e professora da PUC-Rio, para ele compreender melhor a espera.

 

 

1 – Faça uma pizza em casa – preparar com a criança alimentos que ela costuma encontrar já prontos, como pão e pizza, é uma ótima maneira de mostrar que é necessário ter dedicação, planejamento, trabalho e paciência para que as coisas se realizem: de ir comprar os ingredientes no supermercado até esperar a massa assar. Seu filho não só vivencia o processo, como vê o resultado concreto.

 

2 – Plante um pé de feijão – a partir de 3 anos, a criança já é capaz de acompanhar o crescimento da planta, ainda que não consiga entende-lo totalmente. Chame a atenção do seu filho para as diferentes etapas: a formação das raízes, o aparecimento do broto, das folhas, o crescimento. E, claro, envolva-o nos cuidados: regar, deixar ao Sol, pôr mais algodão.

 

3 – Registre a rotina – é por meio de suas obrigações diárias que a criança começa a entender que os acontecimentos têm certa frequência e duração. Fotografe seu filho nas principais tarefas do dia: acordando, escovando os dentes, tomando café da manhã, vestindo o uniforme. Imprima as fotos, monte um painel ou um varal e peça para que ele coloque os eventos em ordem. Assim, ele adquire a noção do que vem antes, depois e de tudo o que cabe em um dia.

 

4 – Crie um calendário – monte um grande calendário anual, colocando os principais acontecimentos: Carnaval, Páscoa, Natal, Dia das Crianças e aniversários de parentes e amigos (você pode colocar pequenas fotos deles). A partir de 2 anos, a criança já começa a contar. E ainda que não saiba quantificar com precisão, vai entender que falta muito tempo para o próprio aniversário quando vir todos aqueles quadrados em branco…

 

5 – Desmonte objetos – deixar seu filho desconstruir um relógio ou um brinquedo velho dará a ele a possibilidade de ver que eles funcionam por mecanismos. Cada peça é importante, tem seu papel e precisa estar no lugar exato, trabalhando em conjunto. Seu filho vai entender que algumas coisas são mais complexas do que ele imaginava.

 

6 – Não diga “é rapidinho” – a criança precisa de medidas mais concretas, em uma linguagem inteligível e relacionada ao universo dela. Se o seu filho quer brincar enquanto você vê um filme, não diga: “Já, já eu vou” ou “Espere um pouco”. Responda que vai assim que o filme acabar. Para dar uma dimensão ainda mais precisa, use programas de que ele gosta: “Vou demorar dois episódios da Dora” ou “Você precisa esperar o tempo do Rei Leão”.
Fonte: Revista Crescer – Fevereiro/2015 – Páginas 24,25,26,27,28,29,30,31, 32 e 33.
Por que os filhos devem esperar?, Artigo

Até o próximo post.

Você tem um filho que pilha parece duracell, aquela que “nunca” acaba? Ele está sempre em movimento, deixa uma brincadeira e vai ver TV, depois volta para o brinquedo, fica falando pelos cotovelos e reluta para tirar aquela soneca restauradora depois do almoço. Como é muito agitado, os parentes e amigos acabam o taxando de hiperativo.

Leia mais sobre esse assunto em:

Seu filho é levado ou hiperativo?
http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/seu-filho-levado-ou-hiperativo-4542506
hiperatividade
Meninos hiperativos – Um enorme desafio para os pais
http://www.dda-deficitdeatencao.com.br/hiperatividade/menino-hiperativo.html

Até o próximo post.

Este filme “O Amor de um Pai (2010)” é mais um daqueles filmes onde sintetiza a vida deu um pai solteiro “se virando nos 30”. Segue a sinopse:

 

Ainda jovens, John e Kathy, formam o casal perfeito. Mas o futuro dos dois entra em crise com uma gravidez não planejada. No entanto, assim que o bebê nasce, Kathy abandona o namorado e o filho. Agora, John terá que estudar, trabalhar e ser pai e mãe de um recém-nascido.
o-amor-de-um-pai
famososnaweb.com/sessao-da-tarde-2104-25042014-confira-os-filmes-da-semana

 

Até mais pessoal.

O sono é um processo fisiológico dinâmico e ativo, o qual possui grande impacto em vários aspectos da saúde, das funções corporais e do desenvolvimento. No transcorrer dos primeiros anos de vida, ocorrem um grande número de importantes mudanças no crescimento e no desenvolvimento neuromotor. Dessa forma, a boa saúde do sono é de extrema relevância para as crianças e adolescentes por várias razões, desde o descanso físico e restauração energética até a influência sobre o crescimento e desenvolvimento.

Cuidar do sono de seu bebê, desde o princípio, é bom para ele e para você. Veja dicas de especialistas – pediatras, psicólogos e pais como você – para as noites tranquilas que todos merecem.

A imagem de um anjinho dormindo no berço para muitas mães não dura tanto quanto deveria: descansar suficientemente. Para o recém-nascido, o sono é em geral picotado pelas mamadas, que se repetem a cada duas horas, vai lá, três horas. São exceções felizes as mães cujos filhos logo atravessam a madrugada sem acordar. Superar essa fase cansativa é algo que vem aos poucos, naturalmente em parte, mas com cuidado para que os intervalos da fome noturna comecem a se ampliar até que o bebê durma a madrugada toda – quer dizer, pelo menos as seis horas suficientes para que todos se recomponham e estejam bem para o próximo dia!

Embora o sono seja em parte um instinto natural, para que ele aconteça de uma forma regrada (e dure a noite toda!) é preciso criar uma rotina que garanta ao bebê um sono tranquilo, atenção que será necessária durante toda a infância do seu filho.

Fato: aos 6 meses, a maioria das crianças têm condições de dormir a noite toda – e, se isso não ocorrer, está mais do que na hora de você começar a atuar para que isso aconteça. Em algumas fases do desenvolvimento – como quando começa a andar ou ir à escola – a criança pode ter recaídas, com dificuldade em pegar no sono sozinha ou com acordadas frequentes durante a noite. Mas se os bons hábitos já estiverem implementados, a tendência é que rapidamente retome o padrão habitual.

Entendendo o sono

O sono é dividido em ciclos. Para o bebê, cada ciclo dura 50 minutos (isso do nascimento aos 2 anos), contra os 90 minutos do ciclo do adulto. O que acontece é que, na transição de um ciclo a outro, há um breve despertar antes do ciclo seguinte. Sem saber que isso é natural e que nessa hora seu bebê pode dar uma resmungada e até uma choradinha, muitos pais supõem que ele esteja acordando. Ao serem muito rápidos em atender essa ameaça de choro, acabam fazendo com que a criança realmente desperte, e não consiga retomar o sono tranquilo. Mas, se os Pais se mantêm calmos, vai surgindo uma mútua confiança entre todos, que encoraja o crescimento do bebê e ajuda a construir uma autoestima forte.

Outro aspecto a ser considerado é que a relação entre a mãe e o bebê, que é um grude no começo, deve gradativamente dar lugar a um processo de autonomia do filho. E pegar no sono é, justamente, uma das primeiras coisas que o bebê pode aprender a fazer sozinho. Do lado da mãe, mesmo sem ter consciência, ela pode reagir mal a isso, usando o peito ou mamadeira para a manutenção dessa simbiose por um período maior que o necessário. E, com isso, acabar prejudicando seu filho do ponto de vista psicológico. E a si mesma, com uma rotina que a desgasta demais.

Insônia do bebê, estresse da mãe

A insônia do bebê – sim, pode-se falar em insônia, já que é um problema de falta ou inconstância do sono que se torna repetitivo – em geral é ligada a fatores externos e comportamentais, como não ter passado pelo ritual habitual para o início do sono ou estar excitado. O excesso de estimulação de uma casa movimentada demais ou de Pais que começam a agitar a criança em horário já de dormir também atrapalham. Mas, no polo oposto, a reação à falta de atenção dos Pais ou dos cuidadores pode também dar em noites em claro. Isso tudo costuma ser tratado pelos especialistas com o que eles chamam de higiene do sono – um conjunto de práticas que buscam trabalhar todos esses aspectos e que contribuem para o relaxamento e manutenção do sono. É também possível que uma criança tenha uma insônia que seja consequência de um problema ou doença física, e isso poderá ser investigado por um pediatra se as mudanças de hábitos não derem conta de provocar noites tranquilas na sua casa.

Métodos de sono ideal

Entrevistamos o pediatra Claudio Len, pai de Francisco, Beatriz e Sílvia, a psicóloga Renata Soifer Kraiser, mãe de Nicole e Laura, e a neurofisiologista Ana Chrystina Crippa, filha de Ana Maria e José para enumerar essas dicas para ajudar seu filho a dormir bem. Junto, os depoimentos de pais que atestam que funcionam!

1 – Diferenciar dia da noite – logo que nasce, um bebê pode passar longos períodos dormindo, o tempo quase todo. A intervalos, mais ou menos regulares, acorda para mamar, pouco se importando se é dia ou noite.

Cabe à mãe colocar um ritmo aos poucos, diferenciando o dia da noite mantendo as janelas abertas, luz natura no quarto do bebê e o barulho cotidiano normal da casa durante o dia. Tudo isso se contrapondo ao escuro e silêncio da noite.

2 – Administração das mamadas – deixar mais livres as mamadas do dia, de forma que o bebê ingira um volume de leite maior e, em contrapartida, diminuir aos poucos as mamadas durante a noite. Isso ajuda a dar uma organização no biorritmo natural. Aos 6 meses, com a introdução das papinhas no esquema de refeições e lanches usuais, isso se consolida e a criança começa a ter mais condições de gradativamente passar a dormir a noite inteira.

A mãe que recomeça a trabalhar fora pode achar boa ideia amamentar durante a madrugada. Pode ser uma cilada, já que, mais do que nunca, ela precisa dormir bem com a jornada dupla! O jeito é buscar uma solução, talvez com uma mamada-ceia por volta da meia-noite e outra bem cedinho, garantindo seis horas de sono ininterruptas para os dois.

Quando a criança completa 1 ano, uma rotina bacana seria jantar, mamar por volta das 20 horas e depois acordar apenas às 6 horas.

3 – Ritual repetido – criar um ritual de atividades que sempre anteceda a hora de ir dormir faz a criança começar a associar esse momento ao sono. O banho, por exemplo, pode ser um marco que separa o dia da noite. É bom que seja seguido de uma massagem, que ajuda a criança a relaxar e a ficar satisfeita com o contato da mãe. Aí começa a terceira etapa, com uma atividade tranquila e que seja oportunidade de estreitar o vínculo entre os Pais e a criança… mas isso a gente explica melhor no próximo item.

4 – A voz dos Pais é o melhor acalanto – a música de ninar, com seus sons repetitivos e simples, pode ser o último passo de uma noite tranquila. Ao perceber que uma canção tem efeito relaxante sobre a criança, não hesite em torna-la a música oficial de nanar – dessas coisas que vão fazer parte de memória afetiva do seu filho a vida toda.

A leitura de livros é indicada a partir dos 2 anos de idade. As historinhas podem até, eventualmente, ajudar a falar um pouco sobre os medos noturnos e a mostrar uma opinião positiva e gostosa da hora de dormir, com um tipo de associação simples do tipo: “Se o meu personagem preferido gosta de dormir, eu também posso gostar”.

Para a criança, ouvir a voz dos Pais – seja cantando ou contando uma história – é algo que transmite a segurança de tê-los por perto e uma confiança gostosa. O efeito pode ser obtido também com uma prece ou com um comentário sobre o dia.

“Quando eram bebezinhos, eu os pegava e ficava passando meu rosto perto do deles, fazendo carinho e cantava baixinho. Depois de um tempo vinha aquele suspiro de alívio e dormiam. Até hoje, já com 4 anos, eles me pedem: mamãe, canta que eu estou com sono!” – Viviane Sasaki, mãe dos gêmeos Marcus Vinicius e João Gabriel.

5 – Meia-luz – a luz pode não afetar o sono do recém-nascido, contudo, mais para frente, quando o bebê começa a ver melhor, pode ser uma fonte de estímulo e afetar a capacidade de adormecer da criança. Dessa forma, caso ela não apresente medos noturnos – quando pode se sentir mais protegida com um ponto de luz leve – deverá dormir num ambiente escuro.

6 – Um travesseirinho ou mascote de pano – quando a criança ainda é pequena, é recomendável (e muito importante para o bom desenvolvimento emocional) que ela se apegue a um paninho, travesseiro ou bichinho. É o chamado objeto transicional. Ele cumpre a função de transição entre a realidade externa e a mente do bebê, fazendo com que, aos poucos, ele vá introjetando um sentimento de proteção e segurança que vem dos Pais e passa para esse objeto escolhido – que deve ser algo macio e seguro para o bebê.

A chupeta, que também pode ser usada para auxiliar a adormecer, pode ter alguma função calmante por diminuir as excitações da fase oral da criança, mas não tem a mesma função do objeto transicional.

“Quando ele não quer dormir imediatamente, pede leite para ganhar um tempo. Dou, então, a mamadeira. Depois, levo ele para a cama e o deixo com seus carrinhos. Em questão de minutos ele pega no sono.” – Thayssa Sarmento, mãe do Ricardo, de 2 anos.

7 – Hora de dormir – o ambiente e a rotina familiar interferem muito no sono das crianças. Num ambiente mais calmo, temos crianças mais calmas, e o contrário também acontece: agitação gera agitação. Esqueça as brincadeiras ou programas excitantes antes de dormir (televisão ligada, inclusive), se quiser que seu filho tenha uma noite de sono reparadora. É preciso ter um horário para dormir. E tentar ao máximo não mudar a rotina, evitando diferenciar dias de semana e finais de semana.

“Mudei logo o ritmo de casa, cortei até a televisão depois das 22 horas. Passei a ler mais à noite, e aproveitar para ficar com o André, meu marido. Faço questão de não ter nada no ambiente que desperte a atenção dela.” – Bruna Andrade, mãe da Alice, hoje com 5 anos.

8 – Hora de dormir 2 – conforme as crianças vão crescendo, começam a pedir e insistir para ficar com os Pais, a se recusar a ir para cama. É hora da “função paterna” contra a relutância em dormir, que pode ser exercida por qualquer pessoa responsável pela criança com a colocação clara de limites. Regras são necessárias para o bem-estar da criança. Com segurança, mas sem a necessidade de gritos e brigas, que terminam por provocar mais.

“Sabemos que a agitação não é ideal para uma boa noite de sono. Mas, quando chegamos do trabalho, bagunçamos com ele. Depois organizamos juntos tudo. Aí, vem banho e cama. Hoje, quando é hora de arrumar as coisas, ele já sabe: “ôpa, hora de baixar a bola.” – Alex Queiroz, pais de Nicolas, 3 anos.

De 0 a 12

De acordo com um levantamento feito pelo Serviço de Psiquiatria da Infância e da Adolescência (SEPIA) da universidade de São Paulo, os distúrbios do sono são diferentes nas diversas fases da infância. A pediatra Sonia Maria Baldini, autora da pesquisa, enumerou para a Pais e Filhos os distúrbios mais comuns em cada faixa etária:

– Bebês de 0 a 3 anos – doenças infantis são causas frequentes de inúmeros distúrbios do sono, como dormir demais, falta de sono, sonolência diurna, sono agitado, apneias, despertares muito frequentes. É que nariz entupido, tosse, febre, coceiras podem ocasionar uma noite mal dormida. As causas alimentares – a falta ou excesso de apetite – também influem no sono. O pediatra costuma checar tudo isso para tratar e orientar a família.

– De 3 a 6 anos – nesta faixa etária ainda são comuns os medos do escuro, de fantasmas, de monstros e, às vezes, de ladrão. Isso porque as crianças ainda têm dificuldade de diferenciar as suas fantasias da realidade. E, nesta idade, é comum que as crianças despertem por causa de sonhos e pesadelos.

– De 5 a 12 anos – nesta fase, pode aparecer o sonambulismo, o terror noturno (quando a criança acorda assustada, mas sem ter pesadelo), sonilóquio (falar dormindo), bruxismo (ranger os dentes), enurese noturna (xixi na cama) e os pesadelos. Essas manifestações não costumam despertar maiores preocupações, se forem leves e esporádicas. Seu pediatra poderá encaminhar para um especialista para esclarecimento diagnóstico, se as manifestações estiverem prejudicando o sono.

Deixar chorando, pode?

Quando os Pais já estão desesperados e exaustos, às vezes experimentam o método de “choro controlado”, muito usado em outras gerações, e que significa deixar o bebê chorar até que durma. Embora já tenha sido bastante usado, muita gente, como a psicóloga especialista em ritmos de sono do bebê e da criança, Teresa Sousa, consideram hoje que esse método afeta a confiança que o bebê desenvolve com os Pais e compromete a sua noção de segurança.

Teresa lembra que é importante considerar as razões do choro – que pode ser fralda molhada, cólicas, sede, roupa apertando, frio ou calor. É necessário que os Pais saibam entender o choro, traduzindo essa linguagem dos bebês, que é um pedido de algo. Outra coisa é quando se trata de um chorinho tipo “reza”, que vai passando até o bebê adormecer – e que nem chega a ser exatamente “chorar”.

Todo esse cuidado e atenção é fundamental para o desenvolvimento da relação de confiança entre a criança e os Pais. “Ou seja, ao deixar o bebê chorando sozinho estamos indo contra a base de um sono saudável – que é sentimento de conforto e segurança”, completa a especialista.

A alternativa é deixar o bebê no berço e manter um contato físico com ele até que se acalme. Aos poucos, você pode passar a se manter no quarto, mais distanciado, e progressivamente, mais e mais, até que ele passe a dar conta de dormir sozinho.

Este é mais um artigo cujo objetivo é orientar e ajudar os Srs. Pais no pleno desenvolvimento dos          pequenos.
Fontes:
A importância do sono para o crescimento
http://www.clinicamonpetit.com.br/blog/a-importancia-do-sono-para-o-crescimento/
Revista Pais e Filhos – Ano 45 – Março / 2014 – Páginas 46, 47, 48, 49, 50 e 51.

criança dormindo

Leia também:
O sono do bebê – BabyCenter

Até mais pessoal.

As pessoas costumam fazer longas viagem para visitar a família, curtir uma praia, passar uns dias no interior, entre outras possibilidades.
As viagens fazem parte do cotidiano das pessoas, porém ficam mais complicadas quando os passageiros são crianças pequenas. Confira a seguir algumas dicas para sobreviver à estrada sem muitos incovenientes:

  • Planeje tudo com antecedência
  • Faça malinhas especiais para usar em trânsito
  • Não esqueça os itens essenciais
  • Programe a viagem para a hora em que seu filho dorme
  • Faça paradas estratégicas
  • Divida as tarefas
  • Apele para os lanchinhos
  • Invente brincadeiras para passar o tempo

Para quem interessar, veja a descrição completa de cada item da lista no artigo a seguir da BabyCenter:

Guia de sobrevivência para viagens de carro

Leia também:

Viajando com as crianças
Viajando de Carro

Até mais pessoal.

Onde o seu filhoe aprende a ficar com olhos revirados, respostas grosseiras, etc. ? Pode ser na TV, na escola, com os amiginhos ou até mesmo dentro de casa. Este artigo abaixo que pode muito bem ajudar quanto a este assunto:

“Que tal eu escolher minhas próprias roupas?” A frase soaria normal se partisse de um adolescente, mas nesse caso quem disse foi uma menina de 6 anos, que discutia com a mãe sobre o que usaria para ir à escola. Pois é, você já deve ter presenciado respostinhas, mãos nos quadris ou dedinhos em riste, como se a criança estivesse dando uma bronca em você – invertendo totalmente os papéis. Fora aquele olhar revirado para o teto, de quem parece estar impaciente (e está).

A história das roupas aconteceu de verdade e a mãe, Tasha Festel, ficou assustada. “Não foi o que ela disse que me fez sentir tão triste, foi sua atitude. Eu não podia acreditar que ela estava falando comigo daquele jeito.” Cada um lida de uma maneira diferente com as respostas atravessadas das crianças, mas esse comportamento malcriado de um serzinho que costumava ser fofo e correr para te abraçar, pode ser irritante e doloroso.

Esse tipo de atitude está começando cada vez mais cedo. “Atendo há quatro décadas e percebi que essa grosseria aumentou muito”, diz o psicólogo clínico Michael Osit, autor de Generation Text: Raising Well-Adjusted Kids in a World of Instant Everything (sem tradução em português). Ele coloca muito da culpa na mídia e na nossa cultura atual.

Surpreendentemente normal

A grosseria pode ser um jeito de a criança lidar com alguma situação em casa, mas normalmente é apenas um estágio de desenvolvimento na sua “declaração de independência”. A mesma criança que grita pode dizer “eu te amo” 20 minutos depois.

“As crianças lutam pela autonomia desde muito cedo”, explica Eileen Kennedy Moore, coautora do livro Smart Parenting for Smart Kids: Nurturing Your Child s True Potencial (sem tradução em português). Os bebês cospem a comida que não querem. Aos 2 anos, eles são os mestres em dizer “não”. Crianças em idade escolar lutam para descobrir quem são. Em cada fase, estão testando o quão forte podem ser para ter o que querem. E ultrapassam o limite. Esse cabo de guerra emocional – entre querer crescer e ainda assim continuar sendo bebê – pode desencadear um sentimento irritado e zangado com que as crianças não sabem muito bem como lidar.

Apesar de ser “normal” as crianças agirem dessa forma algumas vezes, por outro lado isso pode encorajar um comportamento desrespeitoso. Quando você está esgotado ou apressado, não quer que o tempo que passa com o seu filho seja ocupado por brigas. Mesmo sabendo que não deveria tolerar respostas sarcásticas, às vezes ignora as crises e arruma a mesa você mesma. E adia pontuações necessárias.

Não é contra você

Uns anos atrás, Dalas Louis estava tendo uma época difícil como mãe. “Um dia pedi mil vezes a Ethan, meu mais velho, com 7 anos, para que ele saísse da piscina. Ele continuou me ignorando, lançando aquele sorriso de “Eu te desafio” e afundava na água novamente”, relembra Louis, autora do livro The Mommy Diaries: How I m Survivng Parenthood Without Killing Anyone (sem tradução em português). “Quando eu finalmente o arrastei pra fora, ele gritou: “Eu te odeio!”. Eu conseguia sentir meus olhos lacrimejando. Aquilo me ofendeu muito mais do que qualquer palavrão. E me perguntei o que estava fazendo de errado.”

Embora seja difícil lidar com essas situações, certamente isso não significa que você seja uma mãe horrível. “As crianças amam seus pais”, diz Kennedy-Moore. “Às vezes elas apenas não querem desligar o videogame ou sair da piscina. Responder de volta é uma expressão da frustração e uma tática que eles esperam que vá levar ao que querem.”

Depois de um dia cheio de regras e expectativas dos adultos, crianças em idade escolar muitas vezes se sentem impotentes e irritadas. “Expressar suas opiniões com rispidez ajuda a sentirem como se tivessem algum controle sobre a própria vida”, explica a psicóloga Bronwyn B. Charlton. O problema é que as habilidades sociais infantis não alcançam as habilidades verbais. “Tato não é parte do repertório deles”, acrescenta. “Eles não entendem como expressar seus “grandes” sentimentos calmamente sem machucar ninguém – apenas se você ensiná-los.”

Lembre-se: eles são crianças, e o adulto aqui é você. Não é o caso de levar para o lado pessoal e muito menos responder na mesma moeda, como se fosse uma briga de escola. Veja abaixo boas maneiras de lidar com a situação:

Como resolver

– Dê o exemplo: quando você é indelicado com um garçom ou revira os olhos para as sugestões do seu marido, as crianças estão vendo.

– Não entre na batalha: quando seu filho te provoca, é normal você ser tentado a responder na mesma moeda. Mas isso é mau exemplo.

– Mostre que não gostou: diga: “Você sabe como falar comigo se quer que eu te escute”.

– Trate seu filho com respeito: com pedidos respeitosos é mais provável de obter respostas respeitosas.

– Crie um momento de aprendizado: os filhos nem sempre entendem por que suas palavras ferem. Cabe a você explicar.

– Perceba os bons momentos: Reconheça, elogie, agradeça.

Este é mais um artigo cujo objetivo é orientar e ajudar os Srs. Pais no pleno desenvolvimento dos          pequenos.

Agradecemos a atenção e estamos à disposição em caso de dúvidas.
Fonte: Revista Pais e Filhos – Ano 45 – Julho / 2014 – Página 80.
filho respondão
paisefilhos.com.br/crianca/filho-respondao

Leia também:
– O que aconteceu com a disciplina?

Até o próximo post.

A criança ter volta de 2 anos e pouco, então começa-se ter a impressão de que ele está sempre desobedecendo e você dizendo “não”? Não pense que é por maldade. Crianças desta idade fazem de tudo para demonstrar que têm vontade própria e transparecer independência.
Tente explicar como as coisas funcionam e que há motivos por trás das regras. Dizer que o fogão é perigoso porque faz um dodói horrível pode funcionar mais do que ficar repetindo o “tira a mão daí” toda hora.

Leia também:

2 anos e 3 meses: Criança em crescimento

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– Chiliques, birras e acessos de raiva

Até o próximo post.