No olho do furacão da crise econômica no Brasil, os pais tem buscado negociar descontos para manter filhos em escolas particulares, pois a inadimplência na rede particular aumentou 22,6% no primeiro semestre. A estimativa é de queda de 10% a 12% no número de matrículas em 2016.

Muitos pais que não lograrem êxito nestas negociações devem matricular os filhos, ou melhor, tentar matricular na rede pública. Sim, aquela rede mesmo, cheia de vagas sobrando e qualidade de primeira. #SQN

As famílias tem tido muita dificuldade em manter os filhos em escolas particulares e uma das saídas para atravessar a crise atual é negociar descontos e bolsas de estudo.

Como aumento do custo de vida no Brasil, aliado à alta inflação e desemprego subindo, a inadimplência nas escolas particulares já tinha aumentado 22,6% no primeiro semestre. A situação financeira de muitos pais não melhorou, então a Federação Nacional das Escolas Particulares estima que haverá uma queda de 10% a 12% no número de matrículas em 2016.

Faça um favor para os seus filhos:
– Já que você não sabe e não soube votar direito até hoje, ensine-os a votar certo para que os mesmos tenham um futuro melhor.

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A mesada estimula os filhos a planejar, poupar e conquistar, além de preparar para lidar com as frustrações de desejar algo e não ter recursos financeiros para adquirir.

Com os ensinamentos da mesada os pais conseguem enfrentar o dilema do equilíbrio entre dar o melhor a seus filhos e ensiná-los a valorizarem o que já possuem.
O grande estímulo é mostrar que o dinheiro é um recurso limitado, é preciso diferenciar o que são necessidades e o que são desejos.
Assim a mesada torna-se um excelente instrumento de educação financeira. Através dela a criança pode aprender a lidar com o desapontamento de querer algo para o qual não tem dinheiro e aprender a esperar e poupar para atingir esta meta.

Muitos pais tem dúvidas em relação à mesada, as quais pairam sobre quando começar a dar, quanto e com qual periodicidade.
Álvaro Modernell, especialista em educação financeira infantil e autor de livros sobre assunto, responde as perguntas mais frequentes em entrevista ao Dinheirama.

Confira a seguir:

Há uma idade ideal para começar a dar mesada?

Álvaro Modernell: Depende bastante da maturidade da criança e do estilo de vida da família, mas em geral vejo a faixa entre 6 e 7 anos como o melhor período, pois é a idade em que as crianças começam a ser alfabetizadas e passam a lidar mais intensamente com números. É bom quando a criança pede ou sugere, assim valorizam mais, ficam mais receptivas às orientações e sentem que estão conquistando algo.

Quanto dar de mesada? Cada faixa etária deve receber um valor diferente?

A.M.: Não há valor definido ou fórmula que funcione adequadamente para todos os perfis de famílias. Os pais devem observar as possibilidades de seu orçamento, os hábitos da criança e da família e a partir desse ponto buscar um parâmetro para iniciar.

Porém, é importante ressaltar que mesmo que haja a possibilidade de dar uma mesada alta, isso deve ser evitado. Em termos de educação financeira, a escassez ensina mais do que a fartura e em caso de eventual aperto financeiro da família as crianças não sentirão tanto.

É interessante que os pais conversem com os pais dos amigos mais próximos de seus filhos e tirem uma média, um valor parecido, assim não fica um valor exorbitante, mas também não frustra a criança com um valor muito baixo.

Além do valor, devem ser combinadas, acompanhadas e respeitadas pelas duas partes a periodicidade e as regras de pagamento e uso.

O dinheiro do lanche escolar deve estar incluído na mesada?

A. M.: Na infância, não. O dinheiro do lanche nunca deve estar incluído na mesada porque se corre o risco de a criança deixar de comer para não gastar o seu dinheiro.

Caso a família opte por dar dinheiro às crianças para comprar lanche na escola, os valores devem ser separados da mesada e, caso a criança opte por não comer naquele dia ou se sobrar troco, deve ser devolvido aos pais. Para adolescentes, isso pode acontecer, mas também com regras claras.

E condicionar a mesada com o desempenho escolar?

A. M.: Também não é recomendável! Isso pode estimular uma mentalidade mercenária. A criança pode cair de produção em um período sabendo que, mais adiante, com uma melhora nas notas, receberá uma recompensa financeira.

Além disso, encontramos casos de pais que terceirizaram ao dinheiro a responsabilidade pelo acompanhamento das tarefas e desempenho escolar, o que efetivamente é bastante prejudicial à educação infantil.

Como os pais devem pagar a mesada?

A. M.: Embora tenha o nome mesada, o ideal para as crianças menores é que não seja mensal, pois elas ainda têm dificuldade para lidar com horizontes temporais distantes. No início, dos 6 aos 8 anos, sugiro periodicidade semanal. Entre 8 e 10 anos pode-se optar por um período de transição, com a quinzenada.

A partir dos 10 ou 11 anos, conforme a maturidade da criança, pode-se estabelecer a mesada propriamente dita, com a periodicidade mensal, que será a da maioria dos ciclos financeiros que irão vivenciar na vida adulta.

É importante também que os pais mantenham as decisões a partir do momento que decidirem dar a mesada, como pagar no dia e no valor acordados. Mesada é coisa séria! E, se possível, devem pagar com dinheiro trocado, estimulando-as a poupar uma parte sempre que receberem algum dinheiro.

Qual a principal lição que fica para a criança e para os pais que optam pela mesada?

A. M.: Para as crianças ficarão experiências, aprendizados com erros e acertos, terão que fazer escolhas, conviver com limites. Aprenderão a controlar, pesquisar preços, a poupar, a planejar compras. Muitas vão desenvolver habilidades, atitudes e posturas importantes para que, quando adultas, tenham uma vida financeira tranquila e com boas perspectivas.

Para os pais, a percepção de que não basta dar o instrumento – a mesada. Precisarão dar também orientações e educação financeira propriamente dita. Também perceberão que é mais econômico e mais produtivo estabelecer limites para os filhos também nas questões financeiras.
Fonte: http://dinheirama.com/blog/2015/10/19/mesada-ensina-crianca-planejar-poupar-conquistar

reajuste_na_mesada

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Regras da mesada
http://defendaseudinheiro.com.br/regras-da-mesada

Até o próximo post.

Hoje em dia o telefone celular, smartphone, tablet e/ou computadores funcionam como um milagre para manter seu filho quietinho enquanto executa outras tarefas, como assistir aquele jogo preferido na TV, enquanto espera na fila do supermercado/banco ou está na sala de espera do médico/dentista! Então a criança desenvolve o hábito de sempre pedir para brincar com os seus gadgets e você acaba deixando, pois ele fica lá, tranquilo, paralisado e feliz, sem mexer em nada proibido. Como saber se isso faz bem ou não? Confira:

Crianças pequenas e a tecnologia
http://brasil.babycenter.com/a3400566/crianças-pequenas-e-a-tecnologia
Criança pequena no celular ou tablet: quanto tempo pode?

Até o próximo post.

No BabyCenter saiu uma ótima publicação sobre crianças de 2 anos e 9 meses, a qual permite entender o temperamento de uma criança nesta idade.

Quando se aproximar dos 3 anos, muitas crianças começam a despertar a curiosidade sobre as variações de humor de outras pessoas. A criança pequena vai perguntar, exemplificando, por que o papai está bravo ou por que o irmão mais velho parece triste. O temperamento do filho fica mais evidente, provavelmente os pais já perceberam que ele também tem variações de humor. Acompanhe seu filho na descoberta de todos esses lados de sua personalidade, tanto nos momentos reflexivos, como nos momentos em que ele fica tagarela ou bravo, deixe bem claro que, independentemente de qualquer coisa, que você o ama e aceita. Os pais podem, por exemplo, ajudar o filho mais tímido a fazer amizade com outras crianças, porém nunca faça pouco ou provoque se ele preferir ficar no seu colo. Respeitar a maneira como uma criança responde ao mundo é importante para que ela adquira autoconfiança.

Leia mais a seguir:

2 anos e 9 meses
Logo BabyCenter

Até o próximo post.

Dentro da família os Pais são convocados a assumir diversos papeis no desenvolvimento do filho, como os de: segurança, médico, carregador de boneca, jogador de futebol, professor, gandula, goleiro, e por aí vai.

De fato, ter e criar os filhos é uma aventura. Isso porque os Pais precisam estar sempre atentos e preparados para assumir o controle de qualquer situação a qualquer momento. E, para isso, devem assumir uma função diferente, que pode ser de protetor, quando eles se sentirem em perigo; de médico, quando falar que a vacina não vai doer e ainda vai impedir que se fique doente; em professor quando houver dificuldade em alguma lição, etc.

A necessidade de se assumir diversos papeis na criação dos filhos foi tema da pesquisa de duas psicólogas, a canadense Joan Grusec, da Universidade de Toronto, e a israelense Maayan Davidov, da Universidade Hebraica de Jerusalém.

Elas identificaram algumas interações no relacionamento entre Pais e Filhos que influenciam diretamente no amadurecimento dos pequenos. Mas é preciso ficar claro, como ambas frisaram em seu estudo, que não existe um modelo de criação, mas há alterações de papeis de acordo com determinada situação da vida das crianças.

Veja algumas funções apontadas pelas especialistas:

Protetor – comumente, todos nós, quando crianças, desenvolvemos hábitos de procurar um adulto para obter ajuda com algo. Um exemplo é uma criança que chora em busca da proteção do Pai. Automaticamente, o Pai abraça a criança, o que resulta em diversos benefícios para ela também em sua fase adulta. Com o tempo, o cérebro do pequeno passa a ser “treinado” para, eventualmente, lidar com o estresse por conta própria. “Confortar um filho agitado, equivale a investir na sua cooperação futura, no seu desenvolvimento emocional positivo e seu bem-estar geral”.

Professor – é por causa dessa função que a criança aprende algumas coisas que serão usadas para sempre, como, por exemplo, a usar o vaso sanitário, a manejar talheres, a comportar-se em situações e também com sentimentos. O ensinamento deve ser realizado por etapas, sempre de forma íntima e gentil. “Depois de avaliarem o que o filho já sabe, os Pais instruem sobre o passo seguinte oferecem apoio até a criança assimilar o conteúdo transmitido. Com isso, ela não apenas absorve novos ensinamentos, como passa a compreender o quadro mais abrangente do problema.”

Disciplinador – todo Pai precisa garantir que as crianças tenham disciplina na vida. Nem sempre deve ser ligada a uma crítica ou a um castigo, mas podem ocorrer diversas ações positivas também, como o ato de elogiar um bom comportamento, por exemplo. É importante que haja equilíbrio para que a criança se sinta motivada e crie em si o senso de responsabilidade. “Se a reação dos Pais for disciplinarmente fraca, o comportamento que gerou o problema não vai mudar. Em contrapartida, o excesso de disciplina também pode prejudicar a capacidade de definir limites para si mesma!, garantem. Por isso o conselho é que o Pai entenda e conheça o seu filho suficientemente para eleger a melhor estratégia de controle. O bom uso da disciplina permite à criança crescer sabendo fazer as coisas certas por conta própria.

Participante – o ato de negar não deve ocorrer a todo o momento, é claro. Alguns desejos razoáveis devem ser atendidos pelos Pais. Isso porque as crianças ficam mais propensas a aceitar com bom ânimo algo que lhes é solicitado depois. Isso não deve ser confundido com a recompensa de gestos de cooperação, o que é um perigo enorme para a educação da criança. O correto é você atender aos pedidos que não estejam ligados com nada que lhes foi exigido. Crianças com esse tratamento tendem a ser mais felizes e a ter habilidades sociais positivas, menos problemas e menos discussões, afirmam as especialistas. Uma boa ideia é sempre participar das brincadeiras. Mesmo se for com um chá entre amigos com os pequenos, ou uma partida de videogame ou de futebol.
Fonte: Jornal Saúde Ultrafarma  – Agosto/2015 – Páginas 24 e 25.
Passinho Inicial

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Opinião: A função dos pais é ajudar o filho a se constituir como pessoa
Para uns, os filhos fazem tudo certo, para outros, fazem tudo errado.
Ambas atitudes colaboram pouco para o desenvolvimento da criança.

http://g1.globo.com/educacao/noticia/2010/04/opiniao-funcao-dos-pais-e-ajudar-o-filho-se-constituir-como-pessoa.html
psicologapais

Até o próximo post.

Os pais e filhos devem evitar consumir o que não seja realmente no Dia das Crianças. Muitas pessoas gastam o que não precisam e dão o que as crianças não necessitam, muitas vezes acabam ficando endividadas;

O Dia das Crianças se aproxima e os pais lotam shoppings, lojas e feiras à procura de presentes para os filhos. Quem não consegue dar um presente conforme o desejo do filho, por mais caro que seja e fora da sua capacidade de consumo, acaba ficando com a consciência “pesada” e acabam se endividando para agradar as crianças. Às vezes por não terem tempo para seus filhos os pais querem compensar isto financeiramente, ou seja, gasta o que tem e o que não tem para agradá-los. Ainda existem aqueles que não tiveram muitas condições quando pequenos e não desejam que seus herdeiros passem pelas mesmas privações.

Embora possa se justificar todas as atitudes, se faz necessária uma reflexão mais profunda para verificar quais são as consequências dessas atitudes consumistas para a formação dos nossos filhos.
Dar presentes baratos ou caros aos filhos no dia das crianças ou em outras datas comemorativa não é errado, porém é preciso ser responsável e ensinar os limites aos pequenos, além de dar afeto, carinho e pensar na formação do caráter humano. Caso contrário, em qual momento estas crianças aprenderão a valorizar o mundo em que vivem, se eles têm o que desejam a toda hora? Existe um ditado antigo que diz: “Quem não valoriza o pouco, não merece o muito”.
Aqueles que são pais precisam refletir mais: será que não estão ensinando os seus filhos a pensar que o único sentido da vida é consumir sem parar?

Converse com o seu filho sobre a real necessidade daquele querido presente. Lembre-o do seguinte:
– A quantidade de lixo que se gera a partir das embalagens da nova aquisição;
– Se seria o momento certo de presentear com algo novo;
– Se uma conversa, um carinho ou um momento em família não valeriam como um verdadeiro presente.

Caso neste Dia das Crianças você for comprar um brinquedo novo, é aconselhável fazer uma reciclagem dos antigos. Compartilhe uma regra com seu filho: a cada novo brinquedo que ele ganhar, um antigo será doado a quem não tem.

Leia também:

A criança e o consumismo
http://br.guiainfantil.com/televisao/417-a-crianca-e-o-consumismo.html
criança assistindo à televisão

Até o próximo post.

Socorro! Meu filho come mal é um livro baseado na série com o mesmo nome do canal GNT. O programa é um reality show que fala sobre alimentação infantil. Gabriela Kapim e Ana Abreu recebem o pedido de socorro de uma família que tem alguma questão séria com a alimentação de seu filho e a partir daí traçam um plano de ação para reverter a situação. O livro ensina como os Pais podem modificar a alimentação dos seus filhos de maneira saudável e não traumática.

Conhecendo as dificuldades que muitas das famílias enfrentam em relação a alimentação dos pequenos que convivem conosco diariamente, resolvemos transmitir aos Pais algumas dicas retiradas do livro para que possam usar no dia a dia dos seus filhos em uma série de circulares do nosso Projeto – Conversando com a família – Socorro! Meu filho come mal.

“Seu filho come mal? Não há nenhuma dificuldade alimentar que não possa ser resolvida com uma xícara de paciência, uma pitada de carinho, um punhado de dedicação e uma boa dose de orientação nutricional. E é com prazer e alegria que trazemos uma série de dicas, receitas, histórias e atividades que podem ajudar você e sua família a adotarem hábitos alimentares mais saudáveis.”

Gabriela Kapim e Ana Abreu

Os 10 mandamentos para uma boa alimentação infantil

1 – Alimentação é acima de tudo um gesto de cuidado e carinho – uma alimentação saudável é sinal de cuidado e de preocupação com a saúde do seu filho, agora e no futuro. Alimentar as crianças de forma saudável é mais do que um gesto de saúde. É simplesmente um gesto de amor. Parece óbvio? Pois tendo isso sempre em mente, inserir uma boa alimentação na rotina das crianças fica ainda mais fácil. Uma alimentação saudável é sinal de cuidado e de preocupação com a saúde do seu filho, agora e no futuro. Na correria do dia a dia, muitas vezes optamos por saídas mais fáceis e práticas, e oferecemos aos nossos filhos alimentos que não nos tomam tempo, nem de preparar, nem de introduzir um novo sabor no cardápio. Mas ceder ao conforto e aos hábitos (isso sem falar nos ataques que muitas crianças dão para comer o tal biscoito recheado de sempre) é uma solução a curto prazo. Em termos de saúde, e de qualidade de vida a médio e longo prazo, não é uma boa escolha… A saúde dos nossos filhos está em nossas mãos! Você deixa seu filho sem tomar vacinas obrigatórias? Imagino que não. E seu filho gosta de tomar vacina? Você fica com o coração apertado em vê-lo chorando? Imagino que sim! Mas nem por isso deixa de vaciná-lo, certo? Porque é uma questão de saúde: pode ser desagradável no momento da injeção, mas vai protege-lo de uma série de doenças no futuro. Podemos pensar que com a alimentação saudável se dá o mesmo, mas com a grande vantagem de não doer e de ser bem mais gostoso!

2 – Alimentação consciente é uma questão de educação – comer de forma saudável é algo que se aprende em casa, e desde cedo. O ideal é que a alimentação equilibrada seja introduzida desde o nascimento, mas é importante saber que nunca é tarde para mudar. E a mudança deve ser feita o quanto antes, pois quanto mais tempo acostumada a se alimentar de forma precária, mais difícil pode ser o processo de transformação. A pessoa responsável pelos cuidados cotidianos da criança, seja a babá ou a avó, por exemplo, também deve ser devidamente orientada. As regras devem estar claras e devem ser cumpridas por todos. Procure estar atento também ao cardápio da escola, ao lanche que seu filho leva de casa e, em caso de dúvidas, procure o nutricionista da escola. Seu filho pode ficar todos os dias sem escovar os dentes, sem lavar as mãos ou sem fazer o dever de casa? Pois é com a mesma determinação que a alimentação deve ser tratada: tem que comer bem simplesmente porque é preciso!

3 – Comida não é moeda de troca – não pode haver negociação entre comida e qualquer outra coisa, como brinquedo, passeio ou festa. É comum prometer mundos e fundos caso a criança coma bem, e muitas vezes é uma estratégia que funciona. Mas, o que acontece quando não se promete nada? A criança vai comer, ou está acostumada a comer sempre em troca de alguma coisa? Se as trocas começam ser a única forma de fazer com que a criança coma bem, algo está errado. E alguns Pais, na hora do sufoco, acabam fazendo ameaças que muitas vezes nem cumprem, o que pode ser muito ruim para a relação de confiança que a criança estabelece com os Pais. Então, de volta à premissa anterior: a criança tem que comer bem e pronto! Eu sei que falando assim pode até parecer difícil ou mesmo impossível, mas se você de fato acredita nisso e entende a importância da alimentação para a saúde do seu filho, estará mais seguro para enfrentar o processo de transformação. Além disso, os seus valores em relação à alimentação são os valores que serão passados para o seu filho. Então vamos lá: você acredita que a criança deve comer apenas em troca de alguma coisa ou porque é essencial para a saúde e bem estar dela que se alimente bem? A única negociação possível na hora das refeições é entre um alimento e outro. Vale trocar uma colher de cenoura por uma de creme de espinafre, ou um pedaço de frango por um ovo cozido. Chega de comprar seu filho para que ele se alimente bem!

4 – O prato precisa ter cinco cores diferentes – cinco cores no prato, esse é meu lema! Um prato saudável e completo deve conter:

1 – Proteína (carne, frango, peixe, ovo, frutos do mar, laticínios…)

2 – Cereal (arroz, trigo, milho, aveia, quinua…)

3 – Leguminosa (feijões, lentilha, ervilha, grão de bico…)

+ E para completar as cinco cores, mais dois vegetais coloridos: verde, vermelho, laranja, amarelo, rosa ou branco.

Mas por que exatamente cinco cores? Por dois principais motivos: um é lúdico e o outro é nutricional. Vamos lá: o prato colorido é um jeito lúdico de mostrar para criança a variedade de cores que os alimentos trazem. Criança adora tudo o que é colorido. Assim como as cores dos brinquedos, das roupas e dos jogos, as cores dos alimentos também podem ser uma grande diversão! Mas essa brincadeira tem uma questão nutricional importante: a variação de cores está diretamente relacionada com a variação de nutrientes. Os alimentos alaranjados estão cheinhos de betacaroteno, os vermelhos de licopeno, os verdes escuros estão recheados de ferro… Um exemplo simples de prato colorido e saudável: arroz, leguminosa (varie entre os diferentes tipos de feijão, a lentilha, a ervilha, o grão de bico), proteína (carne, peixe, frango, ovo, de preferência sem fritura) e pelo menos dois tipos de vegetais de cores diferentes.

5 – Os Pais são sempre o melhor exemplo para os filhos – muita atenção ao que você come na frente do seu filho. Dificilmente seu filho terá uma alimentação saudável se você come mal. A primeira coisa a ser feita antes de iniciar qualquer mudança alimentar em uma criança é dar bom exemplo. Os Pais sempre serviram como o maior exemplo para os filhos, e isso também vale quando o assunto é alimentação. As crianças não entendem porque os adultos podem comer mal e eles não. De que adianta proibir seu filho de beber refrigerante se ele o vê fazendo isso diariamente? Por que ele deveria ter uma alimentação saudável e você não? Se seu filho come mal, comece a reparar que mensagem você está passando sobre a importância da alimentação para ele, não na sua fala, mas nas suas ações! Nossos filhos aprendem muito mais com o que fazemos na frente deles do que com o que falamos para eles. Portanto, bom exemplo sempre!

6 – A hora da refeição deve ser um momento de prazer em família – aproveite as refeições para curtir a família. Na correria do dia a dia, são raros os momentos em que todos estão juntos. Então se esforce para fazer pelo menos uma refeição em família, a que for possível para você. Essa reunião em família ao redor da mesa pode ser um grande prazer! Converse com a criança, conte algo que aconteceu no seu dia, pergunte como foi na escola. Valorize a alegria de estarem juntos, porque assim a criança não vai associar os momentos das refeições a obrigação e chatice. As refeições podem ser o palco de grandes momentos: quantas grandes empresas não começaram em um almoço de negócios? Quantos pedidos de casamento não foram feitos em um jantar romântico? Então valorize esses momentos e curta cada refeição com a sua família.

7 – Refeições sem distrações – sem televisão, celular, tablete e videogame. Nada de televisão, tablete, videogame ou celular ligados durante as refeições. Já diziam nossas avós: a hora das refeições é sagrada. A ordem aqui é comer com prazer e curtir. Se a criança só come assistindo televisão, por exemplo, ela não presta atenção no que está comendo. Dessa forma a criança não distingue os sabores dos alimentos. Além disso, o cérebro não registra da forma correta o que a criança comeu, e ela pode querer comer demais – ou de menos. É essencial que a criança saiba o que está comendo e fique atenta à mastigação. Quando se come com distrações, mastiga-se menos; com isso se produz menos saliva, o que acaba prejudicando muito a formação do bolo alimentar e consequentemente a absorção de alguns nutrientes. Além disso, se a criança aprende a curtir as refeições, vai se tornar uma ótima parceira em idas a restaurantes com os Pais.

8 – Para gostar tem que experimentar – seu filho é daqueles que diz que não gosta de um determinado alimento antes mesmo de experimentar? Não preciso nem dizer que para gostar tem que experimentar, né? E tem que ser várias vezes! Você deve oferecer aos eu filho várias receitas feitas com o mesmo alimento. A forma de se preparar o alimento pode mudar sua textura e até seu sabor. Quer que seu filho coma cenoura? Então ofereça cenoura crua, cenoura cozida, suflê de cenoura, purê de cenoura, bolo de cenoura… São inúmeras as opções de receitas com o mesmo alimento, o que aumenta a chance de aceitação da criança! Estudos dizem que é preciso experimentar pelo menos dez vezes um mesmo alimento para que a criança (e o adulto) tenha certeza se gosta ou não. Então, considerando que podemos fazer pelo menos dez preparações diferentes de cada alimento, seria necessário experimentá-lo cem vezes antes de dizer que não gostamos. Tá bom, cem vezes pode ser muito, né? Mas o importante é não desistir! Se a criança fala que não gosta uma única vez, insista mais um pouco e procure variar a preparação do alimento.

9 – Se a criança não estiver com fome não precisa comer … – eu sei que o coração muitas vezes aperta, mas quando a criança só quer saber de enrolar na hora das refeições, não adianta insistir. Ela só está testando o limite e a paciência dos Pais. Se ela estiver com fome, irá comer. Se não quiser comer, retire o prato da mesa. Sem brigas, insistência, nem discussões. Mas não vale dar nenhuma outra coisa para a criança comer, principalmente besteiras! Quando ela estiver com fome e pedir para comer, ofereça comida novamente. Não fique oferecendo comida o tempo todo para a criança, deixe que ela sinta falta e peça. É importante, também, que a criança entenda que existe uma ordem nas refeições: café da manhã, colação, almoço, lanche, jantar e ceia. E que desta forma não é possível, por exemplo, lanchar sem ter almoçado, pois existe uma sequência de refeições, e uma não deve substituir a outra. Lembre-se: ter sempre em mente que isso é a melhor coisa para a saúde do seu filho vai ajudar muito no processo!

10 – As regras são para todos os membros da família – lembra da importância do exemplo dos Pais? Vamos estendê-la para toda a família! Não adianta nada aplicar as regras para uma criança e não para o seu irmão. E muito menos os Pais ficarem de fora. A saúde de todos é igualmente importante. As regras são para todos. Só assim a criança vai entender que não adianta mais birra, choro, e nem ânsia de vômito! Se todo o ambiente estiver propício para que a alimentação consciente passe a ser regra, a criança passa a aceitar com mais facilidade.
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Fonte de consulta:
Socorro! Meu filho come mal.
Gabriela Kapim e Ana Abreu
Editora Leya  – Páginas 16 a 35.

Passinho Inicial

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– Fruta: item obrigatório na lancheira do seu filho

Até o próximo post.

Quando uma criança coloca uma boneca para dormir, inventa uma saga para um super-herói, joga queimada ou pula amarelinha, ela não está apenas se divertindo: está aprendendo como funciona o mundo no qual está inserida. Veja a seguir por que brincar é tão importante para os pequenos agora e na vida adulta.

Quem não quer um filho feliz e bem-sucedido no futuro? Que seja bom, generoso, batalhador, bem resolvido, respeite os outros e a natureza… E o que você faz para ajudar nesse sentido? Dá bons exemplos, conversa, procura uma boa escola, matricula em cursos extracurriculares? A sua preocupação é pertinente, mas é fundamental que você saiba que existe algo bem simples que é tão importante na infância quanto levar ao pediatra regularmente ou oferecer uma alimentação saudável: brincar. É isso mesmo! Quando a criança corre para pegar o amigo, serve chá para as bonecas ou joga futebol, ela não está apenas se entretendo. Há também uma série de ganhos físicos, cognitivos, emocionais e afetivos, que farão diferença hoje e também mais adiante.

Esses elementos formam um todo, de maneira que, se faltar algo em um dos aspectos, os outros também serão afetados. “Quando você vê um bebê engatinhando para pegar uma bola, por exemplo, pode pensar que o único benefício daquela situação é o desenvolvimento físico. Mas não só. Ele está conhecendo o espaço, adquirindo consciência do próprio corpo e superando um desafio”, afirma Maria Ângela Barbato, pedagoga e coordenadora do Núcleo de Cultura e Pesquisas do Brincar, da PUC-SP. “E todo esse conhecimento é internalizado no cérebro, de maneira que a criança aprende sobre aquilo que a cerca.”

Para o médico Daniel Becker, do Instituto de Pediatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o brincar vai além do desenvolvimento neuropsicomotor. “É o jeito de estar no mundo de forma adequada. A criança entende seu papel e do outro na vida dela e compreende a sociedade em que vive”, explica. “Além do mais, é fonte de alegria, item fundamental para a saúde.”

Para tanto, vale brincar com qualquer objeto e de todas as formas possíveis, de maneira livre ou dirigida, sob intervenção de um adulto ou com um amigo. O importante é ter um tempo separado para isso. “A brincadeira deve ser desestruturada em boa parte do tempo, sem um brinquedo”, defende Becker. É a famosa situação da criança que se diverte mais com a embalagem do que com o brinquedo. Se isso acontecer, não ache ruim, fique feliz com a capacidade do seu filho de criar!

Resista também à sensação de sugerir brincadeiras a todo momento – estimule a autonomia, a capacidade de fazer companhia a si mesmo e permita que ele escolha o que quer fazer. Quando receber os amigos dele em casa, não organize tudo como se fosse uma pré-escola. “Deixe o quarto livre, com espaço para as crianças brincarem e buscarem soluções”, recomenda Gisela Wajskop, doutora em Educação e colunista da Crescer.

“Nós não paramos de brincar porque envelhecemos, mas envelhecemos porque paramos de brincar.” (Oliver Wendell Holmes, médico e escritor inglês que viveu no século 19)

Leia 11 motivos pelos quais seu filho precisa brincar, e muito!

Por que brincar?

1 – Combate à obesidade – é notória a importância do brincar para que a criança se movimente, desenvolva a motricidade e mantenha o peso regular, combatendo a obesidade e o sedentarismo. A brincadeira ao ar livre é fundamental para que a criança explore espaços maiores, mexa-se mais, experimente variações climáticas, tome sol (lembre-se sempre da proteção e dos horários adequados), entre outros benefícios. Meia hora de pega-pega, por exemplo, gasta em média 225 calorias e o mesmo tempo de amarelinha representa 135 calorias. “A convivência com a natureza reduz a obesidade, o déficit de atenção, a hiperatividade e melhora o desempenho escolar”, afirma Becker. Além disso, ao ter contato com ela – seja em parques, praças ou praias – seu filho cria uma conexão prazerosa com o meio ambiente e estabelece uma relação de respeito com todos os seres vivos.

2 – Permite o autoconhecimento corporal – quando o bebê bate palmas ou a criança anda de bicicleta, estão experimentando o que o corpo é capaz. “Se você permite que seu filho corra, tropece, caia e levante de novo, ele aprende sozinho sobre suas possibilidades e limitações”, diz Luciane Motta, da Casa do Brincar (SP). Na brincadeira, o ser humano começa a ter consciência de si mesmo.

3 – Estimula o otimismo, a cooperação e a negociação – por que o brincar tem tanto valor, a ponto de estar previsto na Declaração Universal dos Direitos da Criança, do Unicef? Porque seus benefícios transbordam em muito o aspecto físico. É como se fosse uma característica inerente ao ser humano, defende o psiquiatra Stuart Brown, fundador do The National Institute for Play, na Califórnia (EUA). “Trata-se de uma necessidade biológica básica que ajuda a moldar o cérebro. A vantagem mais óbvia é a intensidade de prazer, algo que energiza, anima e renova o senso natural de otimismo”, diz. Algumas habilidades essenciais, que serão requisitadas também no futuro, estão na brincadeira, como cita o estudo O Impacto do Desenvolvimento na Primeira Infância sobre a Aprendizagem, do Comitê Científico do Núcleo Ciência pela Infância: “Á medida que as brincadeiras se tornam mais complexas, o brincar oferece oportunidades para aprender em contextos de relações sócio afetivas, onde são explorados aspectos como cooperação, autocontrole e negociação”.

4 – Gera resiliência – uma das habilidades emocionais mais valorizadas hoje em dia é desenvolvida no ato de brincar: a resiliência. Quando a criança perde no jogo ou o amigo não quer brincar da maneira como ela sugeriu, entra em cena a capacidade de lidar com a frustração, de se adaptar e se desenvolver a partir disso. Com essas experiências, ela aprende a administrar suas decepções e a enfrentar as adversidades.

5 – Ensina a ter respeito – relacionar-se com o outro é mais uma capacidade vivenciada na brincadeira. Ao interagir com os amigos, irmãos ou pais, a criança aprende a respeitar, ouvir e entender os outros e suas diferenças. Para isso, é essencial que ela possa brincar livremente, sem condições impostas por gênero. “O adulto que brincou bastante na infância é alguém aberto a mudanças, tem pensamentos mais divergentes e aceita a diferença com maior facilidade. No entanto, se uma menina só pode brincar de casinha e o menino, de carrinho, a brincadeira pode impactar para o mal”, lembra Gisela Wajskop.

“A criança assume papéis e aceita as regras próprias da brincadeira, executando, imaginariamente, tarefas para as quais ainda não está apta ou não sente como agradáveis.”

(Lev Vygotzky, psicólogo bielorusso, pai do socioconstrutivismo)

6 – Desenvolve a atenção e o autocontrole – seja para montar um quebra-cabeça, equilibrar-se em um pé só ou empilhar uma torre com blocos, essas habilidades serão aperfeiçoadas a cada brincadeira. Sem contar que serão empregadas desde muito cedo na vida do eu filho, seja na hora de fazer uma prova ou de resolver um conflito.

7 – Acaba com o tédio e a tristeza – brincar ajuda a manter em ordem a saúde emocional – e as próprias crianças percebem esse benefício. Em um estudo realizado pela Universidade de Montreal, no Canadá, 25 meninos e meninas de 7 a 11 anos fotografaram e falaram de suas brincadeiras favoritas. Para eles, brincar é uma oportunidade de experimentar felicidade, combater o tédio, a tristeza, o medo e a solidão. “Quando pais, médicos e autoridades focam somente no aspecto físico da brincadeira, deixam de lado pontos benéficos para a saúde emocional e social”, afirma a autora Katherine Frohlic.

8 – Incentiva o trabalho em equipe – nos jogos coletivos, como o futebol e a queimada, a capacidade de se relacionar com os demais também exige que a criança pense e aja enquanto parte integrante de um grupo. Em um mundo como o que vivemos, cada vez mais conectado, essa habilidade se faz ainda mais importante. Trabalha-se cada vez mais com projetos (desde a educação nas escolas até as grandes empresas), nos quais tudo parte de um interesse coletivo e todas as etapas são desenvolvidas em conjunto – por isso, aprender a defender um time hoje pode ter grande impacto lá na frente.

9 – Instiga o raciocínio estratégico – jogos de regra, como os de tabuleiro, põem as crianças em situações de impasse. Para solucioná-los, elas precisam raciocinar de maneira estratégica, argumentar, esperar, tomar decisões e, então, analisar os resultados. Ao solucionar problemas, elas vão tentar, errar e aprender com tudo isso – para que, na próxima rodada, possam fazer melhor, com mais repertório.

10 – Promove criatividade e imaginação – ao ler uma história, brincar de boneca ou construir um brinquedo com sucata, a criança desenvolve imaginação. E, para isso, não precisa de muito: potes, galhos e panelas podem dar vida a tanta coisa! Foi o que mostrou uma pesquisa da RMIT University, de Melbourne, na Austrália, feita com 120 crianças de 5 a 12 anos. A conclusão é que itens como caixas e baldes incentivam mais a imaginação do que brinquedos caros. Isso porque esses materiais não induzem a uma ideia pronta.

11 – Estabelecer regras e limites – brincando, a criança reconhece e respeita os limites do espaço, do outro e de si mesma. E passa a lidar com regras, aprendendo a segui-las. Se tiver abertura, ela poderá até questioná-las. Isso será fundamental para conviver em sociedade – quando se faz necessário seguir certas convenções, mas também tentar mudar o cenário para melhor, se possível.

“Brincar é condição fundamental para ser sério.”

(Arquimedes, inventor grego da Antiguidade)

Você sabe brincar?

De pega-pega, de boneca, de carrinho, de chute a gol… Se você não se sente confortável em nenhuma dessas situações ou já se esqueceu dos seus tempos de criança, pode ser que faça parte de um grupo de pais que não sabe mais brincar. Motivos não faltam para isso: a correria do dia a dia, a falta de disposição ao fim de um dia de trabalho ou até mesmo por não conseguir se desconectar de notebooks e smartphones em casa. Mas quem não brinca esquece da importância da brincadeira do próprio filho.

É o que aponta uma pesquisa sobre a primeira infância, da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, de São Paulo: somente 19% dos pais citaram “brincar/passear” como um dos três itens mais importantes para o desenvolvimento da criança de até 3 anos. O estudo – Percepções e Práticas da Sociedade em Relação à Primeira Infância, realizado em parceria com o Ibope e o Instituto Paulo Montenegro – também mostra que apenas 26% deles dizem respeitar o tempo de descanso e lazer dos filhos, como forma de estimulá-los.

Como mudar isso? Escutá-los, estar junto, saber do que gostam e interagir. Para isso, será preciso dedicar tempo a eles. Insira a criança na sua rotina de tarefas em casa: brinque no banho, convide-a para cozinhar e faça uma competição de quem faz o prato mais colorido, conte uma história enquanto arrumam juntos a bagunça do quarto. Às vezes, só o fato de chamá-lo para ajudar no conserto de um item da casa já vai funcionar como uma brincadeira.

5 formas de diversão

No livro The Importance of Play: A Reporto n The Value of Children’s Play with a Series of Policy Recomendations (A importância do brincar: um relatório sobre o valor da brincadeira das crianças, com uma série de recomendações políticas, em tradução livre), o psicólogo e professor da Faculdade de Educação da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, David Withebread, elenca as seguintes categorias de brincadeiras:

* Brincadeiras com objetos

Inicia assim que a criança pode morder, agarrar e segurar. Dessa forma, ela vence desafios, desenvolve habilidades e estratégias cognitivas e físicas. Valem chocalho, pelúcias, carrinho ou blocos.

* Brincadeira física

Esse tipo começa por volta do segundo ano de vida e, normalmente, ocupa cerca de 20% do comportamento das crianças até 4 ou 5 anos. Correr, pular, dançar e jogar bola são bons exemplos.

* Brincadeira sociodramática

Ao brincar de casinha, médico, escola, costuma-se seguir as regras sociais que regem o personagem. Isso tem clara ligação com a responsabilidade social.

* Brincadeira simbólica

Fazer um desenho, pintar, brincar de massinha ou inventar uma música. Todos desenvolvem habilidades técnicas para expressar e refletir sobre experiências, ideias e emoções.

* Brincadeiras com regras

Nos jogos, aprende-se habilidades sociais relacionadas à partilha e à compreensão das perspectivas dos outros. Valem dominó, mímica, cartas.
Fonte: Revista Crescer – Março/2015  – Páginas 44, 45, 46, 47, 48, 49 e 50..

Leia também:

O valor da brincadeira
Na infância, brincar é mais importante do que as atividades acadêmicas

http://guiadobebe.uol.com.br/o-valor-da-brincadeira
duas-criancas-brincando-com-cubos-coloridos

Até o próximo post.

dia-dos-pais

Sem sombra de dúvidas a mídia é um dos fatores que impulsiona a compra em excesso. As pessoas são bombardeadas com propagandas recheadas de atrativos, mas a atenção deve ser redobrada, principalmente com os consumidores mirins.

Hoje em dia a exposição da mídia através da televisão, internet, rádio, revistas entre outros meios, remetem a um consumo exacerbado. Essa carga de informações afeta de forma direta a educação, os valores e a formação da identidade das crianças, os quais são seres em constante desenvolvimento e necessitam do acompanhamento e cuidados dos adultos, pois as influências externas da mídia podem afetá-la de forma negativa, já que os pequenos ainda não possuem um senso crítico e discernimento do que é certo e errado. Em nossa sociedade de consumo os valores deturpados são transmitidos às crianças que acabam incorporando-os como num processo natural, elas não são consumistas, mas aprendem rápido.

Há pesquisas as quais indicam que as crianças passam em média três horas e meia na frente da televisão. Este índice é preocupante nos sentidos dos efeitos que essa publicidade pode acarretar nas crianças e quais influências podem trazer a percepção e à subjetividade dos pequenos. A tentação mora ao lado e são muitas as ofertas de produtos e a propaganda tenta chamar a atenção das crianças e da família toda, que acabam desejando determinados produtos e/ou serviços, independente de possuírem condições de comprá-lo ou não. Em contrapartida muitos pais trabalham o dia todo e sentem-se culpados por não terem tempo para os filhos.

Leia mais sobre o assunto consumismo a seguir:

Dia das crianças e consumismo
crianças x consumismo

Veja também:

Vídeo documentário: PROPAGANDA

Até o próximo post.